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segunda-feira, 25 de outubro de 2021

O VIAGRA NÃO EVITA E NEM CURA A IMPOTÊNCIA

 


           Quando o pênis está relaxado e não há nenhum tipo de  excitação sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sanguíneos do corpo esponjoso é a mesma que sai. 

           Quando o cérebro recebe um estímulo sexual, células do corpo cavernosos do pênis liberam óxido nítrico. Esse óxido atua  sobre a molécula chamada GMP (guanosina monofosfato cíclica), responsável pela dilatação dos vasos e relaxamento do corpo esponjoso, o que permite a ereção. Mas a enzima PDS (fosfodiesterase 5) pode estragar tudo, inativando a GMP cíclica.  Quando isso ocorre, a mesma quantidade de sangue que entra,sai do pênis e ele não fica ereto o suficiente para a penetração na vagina. 

            O Viagra age bloqueando a PDE5. Com isso, a GMP cíclica volta a entrar em ação. Desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o sangue sair do pênis. Com as veias comprimidas, o sangue é bloqueado dentro do corpo esponjoso e o pênis se mantém ereto. Mas o estímulo sexual, que inicia todo o processo, é fundamental para a ereção.

           A pílula facilita a ereção, mas não evita a impotência em casos como a obstrução das artérias de membros inferiores. 

            O processo de ereção depende diretamente da excitação do homem. O Viagra não é um excitante e nem atua sobre o sistema nervoso central nesse sentido. Ao agir de modo específico sobre o corpo cavernoso, que é o tecido erétil do pênis, a droga facilita a ereção, mas não a provoca se houver causas psíquicas ou orgânicas impedindo o estímulo sexual. 

            A disfunção da ereção pode ser vista como um problema  global, que envolve o corpo e a mente. Tudo depende do estado físico e mental do indivíduo. Assim sendo, uma preocupação, cansaço, ou estresse podem neutralizar o efeito do Viagra pela falta de excitação que é componente indispensável para que o mecanismo funcione. Um paciente deprimido não consegue ter uma vida sexual normal. Da mesma forma, um homem que se excita com uma parceira, mãs não com outra, também não terá sucesso com a pílula. Observe como a excitação é importante para que o pênis fique ereto. Muitos homens se excitam normalmente, mas mesmo assim usam comprimidos para ereção. Nesse  caso ele funciona como um estímulo psicológico; uma espécie de  efeito placebo. 

               O remédio pode dar bons resultados quando o homem tem  a ereção, mas perde durante a relação sexual; isso acontece por um problema chamado "fuga venosa". Nesse caso o sangue foge  do pênis, não ficando nele o tempo necessário para que a ereção seja mantida até o orgasmo. Como o famoso comprimido tem a prioridade de concentrar por mais tempo o sangue na região genital, pode ajudar na impotência. Mas até 70% dos casos são de origem psicológica e nestas condições o efeito do remédio também é apenas psicológico e não necessariamente de efeito químico. Ele produz um estado de segurança para o indivíduo que sem  ele se sente inseguro e temeroso. É a tal impotência psicológica que afeta homens organicamente saudáveis, mas psicologicamente  enfermos. 

           Há vários motivos que causam a impotência, tais como a  anemia, o diabetes não controlado, a insuficiência renal, baixos níveis  de testosterona e a atrofia dos testículos. É preciso investigar  bem as causas do problema, para que se possa tratá-lo adequadamente. Se houver obstrução das artérias cavernosas, por exemplo, não adianta tomar a pílula, pois o pênis não enrijecerá e corre-se  o risco de um enfarto. 

            Basicamente a droga funciona com efeito químico, em casos leves e impotência, em que o pênis não fica rígido o suficiente para penetrar na vagina. E isto pode acontecer com homens de qualquer idade, inclusive jovens. Os jovens também apresentam problemas sexuais, sobretudo devido á ansiedade quanto ao desempenho. Nestes casos o tratamento deve ser estritamente psicológico e não químico. Aqui aproveito para dar um alerta aos jovens que estão fazendo uso destes medicamentos para impressionar as garotas; muitas vezes tomam, irresponsavelmente, mais de um comprimido; nesse caso o risco é enorme porque podem manter o pênis cheio de sangue por longo tempo  causando sérios danos (uma espécie de priapismo) e, muitas vezes  acabam num hospital para drenar o sangue. 

             A rigidez do pênis é resultado de um complexo mecanismo do qual participam os sistemas neurológico, vascular, hormonal e psicológico.  Para se utilizar a terapia adequada é indispensável  identificar a causa correta da perturbação que a provoca. Sem isso. qualquer tratamento irá fracassar. 

            Hipertensão, doença coronariana, tabagismo, drogas e traumas pélvicos podem levar à impotência. Só o médico, depois de  avaliar todas as possíveis causas da impotência, irá diagnosticar e prescrever o tratamento certo. 

             Jamais faça uso de drogas para resolver problemas de impotência sem rigorosa orientação médica. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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A IMPOTÊNCIA SEXUAL E OS AFRODISÍACOS

 


            Desde que o homem surgiu na terra foi vítima da impotência sexual. E, justamente para fugir deste fenômeno, ele procurou  nos vegetais simples ou compostos, condimentos e substâncias estimulantes, um paliativo para o mal de origem orgânica. Para aumentar a potência sexual, inventou-se toda uma farmacopeia natural de beberragens e receitas "infalíveis" e supostamente capazes de garantir a ereção. A ciência de hoje prova - e os homens  sabem disso desde sempre, que tais soluções milagrosas só funcionam  para disfunções de ereção de origem emocional. A pimenta, por exemplo, só serve para abrasar a mucosa da boca, esquentar  o trato digestivo e inflamar as hemorroidas. Para quem não sofre  de nenhuma disfunção, especiarias como canela, cravo, ginseng, catuaba, etc., podem no máximo dar suporte psicológico à libido e enriquecer os preparativos para a festa dos sentidos. 

            A verdade é que a manutenção da ereção depende diretamente  de uma boa saúde. E aí entra o fluxo sanguíneo  que depende de um bom coração que bombeia o sangue por veias desobstruídas; pois o pênis só fica ereto quando está cheio de sangue. Uma boa saúde depende de uma boa alimentação, descanso em noites bem dormidas, ar puro para oxigenar o sangue e por aí vai. 

             As recentes novidades da medicina como o famoso Viagra não resolve o problema da impotência; apenas provoca e prolonga a ereção atuando diretamente no fluxo sanguíneo. Por outro lado, é preciso ter boa saúde para usá-lo, e sempre com orientação de  um médico, pois é perigosíssimo. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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O SEXO DURANTE A MENSTRUAÇÃO

 


             A menstruação não é um obstáculo à vida sexual da mulher. Embora alguns casais não vejam com bons olhos as relações  sexuais mantidas durante o período menstrual, isso não passo de um tabu. Nem a mulher está indispostas nessas ocasiões, nem a sua capacidade de sentir prazer é menor; ao contrário, muitas se tornam até mais excitáveis. Dores de cabeça, cólicas, etc, são passageiras  e nem sempre acontecem. A ideia de associar as regras  femininas á impureza tem origem numa moral religiosa que não procede. Homem e mulher devem viver sua relação amorosa sempre que sentir vontade. Quanto ao que pode ou não pode ser feito em tais situações, depende do gosto pessoal de cada um. 

            A ideia de que as mulheres tem mais desejo quando termina  a menstruação, à priore, não tem fundamento. Para as mulheres  existem períodos distintos: o anterior e o posterior à ovulação.  Uma mulher que não esteja na meno pausa e nem sob efeito de pílulas anticoncepcionais segrega o hormônio conhecido como progesterona após a ovulação, o que pode motivá-la sexualmente. Mas este apetite sexual, comum a partir do quinto dia da menstruação, é sentido por muitas na segunda metade do ciclo. O mecanismo do desejo é complexo e não permite uma simplificação ginecológica; os hormônios são mensageiros entre os órgãos e as zonas de decisão da libido. Uma coisa é certa: a primeira  metade do ciclo, geradora do estrogênio, tem como função assegurar o amadurecimento do óvulo e preparar confortavelmente  a chegada  dos espermatozoides até o útero. Isso pode gerar a necessidade  mais intensa de fazer amor.

            Na verdade, o desejo das mulheres é imprevisível e cada caso é um caso. Não se pode analisá-las apenas pelo lado científico porque existem outros fatores gerados pelos sentimentos pessoais. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O PARCEIRO PREFERIDO NA CAMA


             Embora muita gente acredite que homens e mulheres tem prioridades diferentes na hora da conquista, na realidade ambos os sexos agem praticamente da mesma forma. A beleza física é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres. O primeiro canal de comunicação certamente é sempre a aparência física e a partir dai vão surgindo novas avaliações. Já a questão do padrão social fica em segundo plano para ambos os sexos. 

            Quando homens e mulheres partem para a conquista, seja de um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, os critérios de seleção são praticamente iguais.

             Existe um mito de que as mulheres são mais seletiva, que se preocupam mais com o status social e que só os homens super-valorizam a parte física. Isso não é verdade. Também existe o mito de que as mulheres preferem homens brutos, rudes, na cama. Ma verdade há mulheres masoquistas que gostam de homens que tenham um lado sádico, mais brutal; mas, a maioria gosta de homens que seguem seus instintos no jogo erótico. Isso implica em envolver-se com a dança dos desejos femininos que, dependendo da sintonia do casal, pode resultar em sexo mais impulsivo e selvagem ou numa transa suave, calma e repleta de trocas carinhosas. O importante é que tudo seja feito sem pressa e de forma harmônica. Assim sendo, o próprio instinto sexual guiará o casal. 

             Analisando pelo lado científico, podemos observar que há uma aparente mudança na forma física de homens e mulheres. A beleza de muitos homens está se igualando a de lindas mulheres; e não é a tão falada beleza masculina dos antigos rapazes gregos. São homens lindos, delicados, mas heterossexuais. É bem possível  que a nova aparência dos homens tenha algo a ver com o uso  dos anticoncepcionais que, depois do seu surgimento, resultou no nascimento de várias gerações cujas mães fizeram uso prolongado desse medicamento.

Nicéas Romeo Zanchett 

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COISAS QUE OS HOMENS ODEIAM NA MULHERES

 



   Esta é apenas uma pequena lista das coisas que os homens odeiam nas mulheres. 

Mulheres vulgares;

beijar mulher com lábios pintados;

Mulher com cheiro de cigarro; 

Mulher que pede seu carro preferido emprestado; 

Sempre ter que ouvir o que a mulher pensa;  

Mulher que está sempre ocupada na hora do telefonema; 

Mulher que não tem vergonha de contar o que faz na cama; 

Mulher que dá telefonema de forma desconfiada;

Mulher que costuma dar chilique ou histeria; 

Mulher com complexo de superioridade, que se acha uma joia rara;

Ter sempre que transar enlouquecidamente para agradá-la;

Mulher que transa com seus amigos; 

Mulher que gosta de mimá-lo em público; 

Mulher que quer compromisso sem sexo; 

Quando ela está usando máscara de beleza; 

Quando ela usa meias difíceis de tirar na hora H; 

Mulher com excesso de humor; 

Aquela que é muito difícil de conquistar - cansa e desiste; 

Mulher que vive de dieta;

Mulher com músculos de halterofilista; 

Aquela que sempre quer discutir a relação;

Jantar num restaurante de comida light que tem preços absurdos;

Aquela que não sabe a hora de parar de beber; 

Mulher que se acha super especial; 

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quarta-feira, 20 de outubro de 2021

ORGASMO E EJACULAÇÃO

 


              O orgasmo é um processo que ocorre no cérebro; é a liberação de morfina natural do próprio corpo - sinônimo de prazer. Essa morfina é uma substância natural, sem nenhum para-efeito. Ainda não existe em nenhuma substância química sintética com poderes de integração do circuito cerebral, ou com o poder de aumentar a capacidade elaborativa do ser humano. A ejaculação é um processo, um fenômeno periférico, é a expulsão de um líquido pelo pênis. 

            É muito comum encontrar mulheres poli-orgásmicas que desenvolvem essa capacidade intuitivamente. Essas mulheres, depois de vários orgasmos, alcançam naturalmente o êxtase. Isso ocorre porque a concentração de  morfina no cérebro e na circulação sanguínea é tão grande que vai aumentar o nível da superconsciência. Já com os homens é um caso muito mais raro. O homem tem, pela própria natureza, o desejo de penetrar e ejacular  para sentir prazer. É por isso que se diz que o homem é mais apressado que a mulher. 

            Enquanto o homem pode também ter vários orgasmos para depois ejacular, a maioria nem sabe que isto é possível; mas é  preciso que ele desenvolva a capacidade de introspecção para obter  esse tipo de prazer. O primeiro passo para desenvolver essa capacidade  é saber ativar as contrações espasmódicas das vias que expulsam o líquido, que irão ativar os núcleos do cérebro e liberar a  morfina desencadeando o prazer. No momento em que o homem  desenvolve essa capacidade (ativar a contração das vias espasmódicas  sem ejacular) vai desenvolver também a capacidade de ter orgasmos muito mais prazerosos. Mas, o importante é sempre falar claramente com seu médico, que lhe dará as orientações de que precisa para melhorar sua vida sexual. 

               Os homens, ao contrário das mulheres, normalmente não precisam de preliminares para ter orgasmo e ejaculação. Mas ao habituarem-se a esta prática só terão a ganhar com este prazer muito maior. É que durante as preliminares, também o homem tem aumentada a quantidade de morfina endógena (produzida pelo corpo), que atinge o cérebro e circula no sistema sanguíneo. 

              No momento do encontro sexual, um desempenho satisfatório é a moal propulsora para uma vida feliz e a plena satisfação pessoal. Portanto, uma boa orientação de um especialista é fator fundamental, que pode mudar a vida de um casal. 

            Na primeira fase da ejaculação normal, os músculos de cada "epidídimo" e de cada "canal deferente" contraem-se para impelir  os espermatozoides até à próstata e à uretra. Até então os espermatozoides são inertes, por causa do meio ácido e da insuficiência  de oxigênio. Na próstata e pouco adiante, eles se misturam  a vários líquidos constituintes do sêmen: secreções prostáticas dos dutos ejaculatórios, das vesículas e das glândulas de Cowper (bulbo-uretrais). A alcalinidade desses fluídos anima os espermatozoides, mas só na vagina é que eles irão adquirir plena mobilidade. 

            Na segunda fase da ejaculação o espermatozoide é ejetado por efeito de contrações espasmódicas da próstata e de outras estrutura, principalmente os músculos bulbo-cavernosos que envolvem o "corpo esponjoso" (Pênis), ao longo do qual passa a uretra.  As três ou quatro primeiras contrações uretrais expulsam o esperma em outras tantas golfadas, com intervalos de menos de um segundo. Seguem-se outras contrações, mais débeis e irregulares, que fazem fluir mais algumas gotas de sêmen. 

            A ejaculação precoce (prematura) é um tormento para muitos homens. Pode ocorrer até antes da introdução do pênis  na vagina ou, se já introduzido, antes que a mulher tenha tido pelo menos um orgasmo. O conceito é reconhecidamente vago, pois não se aplica ao caso de mulher incapaz de orgasmo, nem á que tem dificuldade anormal de obtê-lo no coito. Ninguém sabe precisar qual o prazo "normal" para que a mulher tenha o seu orgasmo. Daí a importância de nunca ter pressa e não economizar  em carinhos preliminares para que a mulher tenha tempo de preparação para o orgasmo. Masters e Johnson, arbitrariamente, consideraram que o homem sofre de ejaculação precoce quando não consegue levar as mulher ao orgasmo em pelo menos 50% dos coitos. 

           Entre homens jovens a ejaculação precoce é uma aflição comum, tanto pelo efeito da impetuosidade natural da idade, como pela inexperiência. A dificuldade decorre essencialmente da incapacidade de o homem controlar o reflexo ejaculatório. Mas está demonstrado que o grau satisfatório de controle pode ser obtido  mediante aprendizagem. 

            Entre os diversos tipos de ejaculação destacam-se também a "retardada", e a "retrógrada". 

              A ejaculação retardada é uma disfunção que a dupla Masters  e Johnson chamou de "incompetência ejaculatória" e consiste em persistente inibição do reflexo ejaculatório, apesar da capacidade de ereção ser normal. Alguns portadores da disfunção só a experimentam no coito com determinada mulher, ou ainda em certas situações e assim por diante. A causa desse tipo de ejaculação é quase sempre de ordem psicológica: sentimentos de culpa associados ao sexo, timidez, particularidades afetivas do relacionamento e outros fatores do mesmo tipo. É, portanto,  indispensável  consultar um bom médico para determinar o caminho certo a seguir, que pode ser o de um psicólogo especializado. 

             A ejaculação retrógrada é uma anormalidade pela qual o esperma não é expelido, mas descarregado na bexiga, de onde mais tarde é eliminado juntos com a urina na micção normal. Ela ocorre  espontaneamente em alguns homens, mas é mais comum nos que tiveram a próstata extirpada por cirurgia ou afetada por acidente. Para entender melhor: na ejaculação normal, a contração de um esfincter (válvula muscular) interrompe a comunicação da bexiga com a uretra, o que não apenas previne a mistura de urina com sêmen, mas também o recuo do esperma. A destruição desse esfincter faz o esperma desviar-se para trás no momento do orgasmo e cair na bexiga. Aqui, mais uma vez fica evidente a importância de um médico especializado para orientação precisa. 

 Nicéas Romeo Zanchett 

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A NAMORADINHA DO CASAL


             O grande acontecimento dos anos 60 e 70 foi a pílula anticoncepcional, que liberou as mulheres para o sexo recreativo. Surgiram então os movimentos de amor livre, dos Hippies e da estruturação da indústria pornográfica no cinema, que incentivaram  as orgias. 

           Hoje as mulheres já amadureceram e perderam as inibições  que as mantinham amarradas a preconceitos. É comum que elas assumam a postura de caçadoras que era uma atitude tipicamente masculina. Muitas viraram "garanhonas" que não se satisfazem com o sexo rotineiro e sempre querem novas modalidades. É a atitude liberal das mulheres que fez surgir novos tipos de relacionamentos. 

      Vivemos um novos tempo sexualmente revolucionário, onde  as relações a dois têm sido sistematicamente substituídas por novos arranjos amorosos mais interessantes. É o caso dos relacionamentos  a três. 

          O mais comum é o casal que adota uma namoradinha fixa e com ela participam do momentos íntimos. Não se trata de garota  de programa e sim de uma verdadeira namorada do casal. Mas, o casamento a três, onde todos vivem a rotina de um casamento  convencional, é o mais interessante. São pessoas que vivem na mesma casa, onde a divisão de responsabilidades e a fidelidade são os marcos principais. Para um relacionamento harmônico a três é preciso que haja perfeita integração, respeito, desprendimento e fidelidade. Não pode haver ciúmes e nem preferências. 

           Esses casais, que geralmente são formados por duas mulheres e um homem, costumam ter a vida rotineira de um casal  comum. Muitos dormem na mesma cama, fazem as refeições e vêem TV juntos. Na hora do sexo o homem precisa tomar alguns cuidados para satisfazer as duas parceiras. Por razões óbvias, além das preliminares, ele têm que penetrar as duas e fazê-las gozar. para só então ejacular. Isso exige bastante auto-controle.

          Como se vê, não há limites para as fantasias que se possa ter no campo da sexualidade. Já no campo da ação, ideias que permitem ao casal esquentar o relacionamento, quando colocadas  em prática, podem ser o combustível que faltava para incendiar o desejo.

           Um casal que está  há muito tempo juntos acaba por fazer  sexo sempre da mesma maneira e entram para as estatísticas de casais que vivem e "disfunção de desejo" - a terceira maior causa de queixa sexual entre  homens e a segunda entre as mulheres. 

             Inovar é buscar uma alternativa que não prejudique ninguém e que possa resgatar felicidade a todos os envolvidos. Pode ser muito saudável e prazeroso enquanto durar. 

          Existem casais que buscam alternativas em Swings, mas é mais arriscado e não é seguro devido aos risco com DST. O casamento a três cria um envolvimento e dá mais segurança aos parceiros inovadores. Com mo prazer e a melhora no relacionamento, a infidelidade passa a ser coisa rara. na verdade, embora fosse mais raro e mantido a sete chaves, este tipo de relacionamento é bem antigo. 

           A grande dificuldade inicial para quem quer dar uma virada no relacionamento é a comunicação. É importante corrigir a falta de sintonia, procurando uma nova combinação de mensagens verbais e não-verbais que sejam mais condizentes com os sentimentos  de cada um. Conseguir enviar mensagens claras e consistentes, assumindo a responsabilidade pela sua metade, no que diz respeito à comunicação sexual, são duas importantes etapas  em direção ao aperfeiçoamento de qualquer relação. Mas é importante ter consciência de que uma comunicação clara e sem duplos sentidos é responsabilidade de ambos. 

              A interpretação errônea das intenções de um parceiro é fonte de fracassos na comunicação sexual. Isto acontece porque as pessoas compreendem de forma diferente os valores básicos como o amor, fidelidade e compromisso. É por meio de nossa educação e experiências de vida que aprendemos o verdadeiro significado destas palavras. E assim, quando duas pessoas têm  experiências e educação diferentes , existe a possibilidade de haver confusão  na interpretação desses conceitos. 

             Inicialmente a mulher tende a fazer a vontade do parceiro, mais motivada pelo medo de perdê-lo ou pelo desejo de controlá-lo, do que pelo seu próprio prazer. Para ela, prazer garantido só é possível quando a relação for apenas sexual e os sentimentos  minimizados. Geralmente só aceita quando não ultrapassam seus limites. Já o homem está mais preocupado com o prazer do que com os sentimentos. Para ele o relacionamento a três representa  a realização de sua mais profunda fantasia de forma prática, econômica e segura. 

             A forma mais fácil de conseguir um relacionamento a três  é dando preferência à amiga mais próxima do casal. É que nessa condição já existe confiança, simpatia e amor fraternal que são condições indispensáveis para um bom entendimento. 

             O mais importante, em qualquer espécie de relacionamento, é a busca da felicidade pela troca de prazeres, onde todos se sintam bem à vontade e sem cobranças desnecessárias. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

CASAMENTO CELIBATÁRIO

             O casamento celibatário é aquele onde o casal, mesmo sentindo amor e atração, já não sente mais a necessidade de sexo. 

              Freud sempre considerou o homem como um animal sexual. Em seus livros ele prega que o sexo é vital e que ninguém pode sobreviver sem ele. É evidente que essa afirmação é exagerada, pois o número de casais que vivem felizes e sem sexo é muito grande. 

            Do ponto de vista biológico, o casamento é uma necessidade para a reprodução da espécie. Quando falo a palavra "casamento" estou me referindo á vida conjugal de um casal - homem e mulher e não à cerimônia nupcial. Por outro lado, a reprodução sexual  trouxe consigo a necessidade evolutiva da morte. É a clássica renovação que se dá para que o idoso ceda seu lugar a um jovem com capacidade para reproduzir. Sem considerar as implicações metafísicas ou religiosas do tema, há clara visão das razões naturais da morte e a necessidade para unir os sexos e garantir a continuidade das espécies.

            Os seres unicelulares - não sexuados - que povoaram os mares  primitivos da Terra não tinham necessidade de morrer. Morriam apenas por razões acidentais, como mudanças nas condições ambientais ou falta de alimento. Os parentes mais próximos desses seres, que ainda hoje sobrevivem , são as bactérias que,de certa forma, são virtualmente imortais uma vez que nunca envelhecem. Já as células humanas saudáveis cultivadas em laboratório não apresentam a mesma vitalidade. Reproduzem-se algumas vezes e depois para e morrem. A diferença está no fato de que a bactéria  é sua própria célula reprodutiva. Ela não precisa de sexo para passar seu DNA ás próximas gerações; basta realizar uma divisão celular para produzir outra bactéria, exatamente idêntica a ela. Entretanto, há ceres pluricelulares que se reproduzem por meio do sexo como os humanos, e são um tanto mais complicados. Seus corpos são constituídos de trilhões de células com especialidades distintas, que compõem diferentes tecidos e órgãos. Toda essa complicada máquina está a serviço de umas poucas células especiais chamadas germinativas - o óvulos e espermatozoides, que conjugados produzem uma vida garantindo que o DNA seja transmitido adiante. 

             Na medida em que envelhecemos, a manutenção do corpo saudável torna-se cara, biologicamente falando. As células reprodutivas já cumpriram, ou pelo menos tiveram a chance de cumprir sua missão e não há mais sentido em se conservarem e deixam de se renovar. As células velhas acabam morrendo, em um processo chamado "Apoptose" - morte programada, uma espécie de suicídio celular. Aos poucos, o corpo como um todo vai envelhecendo e também morre. 

             Do ponto de vista afetivo, tudo é mais simples e fácil de entender. Ao envelhecermos, os hormônios reprodutivos tendem  a se acalmar. Há uma quietude natural que desvia as atenções  para outros prazeres da vida. Tomemos como exemplo a mulher; o envelhecimento produz uma diminuição gradual da resposta sexual, embora mulheres em idade avançada seja capazes de ter  orgasmos. Pouco antes da menopausa começa a lenta reprodução dos níveis de estrógeno, afinando os tecidos da vagina - que então demora mais a ficar lubrificada para a penetração. Ao parar de menstruar, o nível de testosterona, hormônio responsável diretamente  pelo desejo, reduz em cerca de dois terços. O amor, antes forjado pelo intenso desejo, agora se torna fraternal, mas muito mais intenso. Nessas condições os parceiros podem tornarem-se celibatários e continuarem juntos e muito felizes. 

           Quando somos jovens nossos pensamentos estão sempre ocupados com a sexualidade. É natural porque estamos na fase  reprodutiva. Nesse período da vida, um casamento de muito tédio e pouco sexo, transforma o leito conjugal num templo de monotonia. 

             Pesquisas recentes apontam o sexo - heterossexual  ou homossexual - como a área de maior atrito entre os casais. Mais de 90% das separações acontecem porque não há mais entendimento na cama. As mulheres culpam os homens de as tratarem como objetos e esses se queixam da frieza de  suas parceiras. Quando um casal - não interessa se homo ou heterossexual - tem relações, o que acontece na maioria das vezes é que cada um se preocupa com seu prazer sem pensar no parceiro. No fundo cada um considera  que o outro lhe pertence. Trata aquela pessoa como se fosse sua propriedade e não quer dividi-la com ninguém. Em resumo, ele não quer ter relações sexuais com seu parceiro ou parceira, mas também não permite que este tenha com outro ou outra parceira. Isso gera ciúme, irritação e brigas. Muitas delas extremamente violentas. Seria muito mais justo e inteligente que houvesse liberdade, com responsabilidade. 

              Depois do evento da pílula anticoncepcional, o sexo liberou os instintos individuais e passou a ser maus uma forma de lazer. Esse lazer se transformou numa grande indústria sexual que envolve bilhões de dólares em todo o mundo. 

            Todos envelhecemos e, portanto, todos seremos celibatários. Alguns mais cedo, outros mais tarde. O foco das prioridades muda radicalmente e o sexo, que antes era prioridade, entra para as estatísticas como um prazer eventual e muito mais movido pelo amor fraternal do que pelo sexual. O importante para ser feliz é saber aproveitar cada fase da vida. Manter a vitalidade durante toda a vida significa estar disposto a reavaliar constantemente seu modo de pensar sobre as coisas que fazem parte do seu dia-a-dia. E isto começa, por exemplo, desde o perfume e o sabonete que usa à rotina do seu casamento. Implica em permanecer aberto a novas experiências, enfrentar desafios, preocupar-se mais em aprender do que em estar certo. Não importa se você está com 20, 50 ou 80 anos, a chave para pensar a vida está na flexibilidade. Manter-se envolvido e entusiasmado - em vez de deixar ser levado monotonamente ao sabor da correnteza; o caminho mais curto para embotar o cérebro é sepultar-se noite e dia em frente  da TV. O que nos mantém jovens e atraentes à medida que vamos ficando mais velhos são os nossos interesses - ler, escrever, cozinhar, cuidar de plantas e animais, ficar às voltas com as crianças e qualquer outra atividade de que se goste. 

             Até recentemente os cientistas acreditavam que as células do cérebro, ao contrário das outras do corpo, perdiam a capacidade de se regenerar e milhares eram perdidas todos os dias. Isso significa que o cérebro, como o corpo, ia perdendo a eficiência com a idade. Estudos recentes realizados por especialistas em envelhecimento provaram que as células do cérebro e os neurônios podem regenerar-se sim.  Cérebros continuamente expostos a um ambiente  rico em estímulos - companhia inteligente, novos desafios, novas ideias - tem um desempenho melhor até do que cérebros mais jovens. Mantendo-nos ativos e pensantes podemos conseguir que nossos cérebros continuem brilhantes e jovens até o último dia de nossas vidas. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

SOB O DOMÍNIO DO CIÚME

            A relação amorosa cria laços únicos, talvez os mais intensos que somos capazes de formar. Além do envolvimento sexual, há também a união, a cumplicidade e a entrega. Quando a traição vem romper esses laços, a raiva que sentimos é proporcional ao afeto anterior. Nós a vivemos como uma forma de intromissão em nosso próprio âmago, uma espécie de invasão da alma. 

            O ciúme surge quando começamos fantasiar acerca de um terceiro elemento que, em nosso imaginário, passa a compor um triângulo amoroso conosco. O sentimento de inferioridade toma maior vulto quando passamos a atribuir-lhe qualidades que não possuímos. Por isso o rival desconhecido é mais assustador. Nunca tendo visto e nem possuindo uma foto para melhor nortear  nosso pensamento, passamos a investi-lo de tudo o que consideramos ideal. Esta é a atitude mais comum de quem está dominado pelo ciúme. 

            Evidentemente não há garantias no amor. E o ciúme é o "demônio perigoso" que solapa nossa segurança e alimenta nossos medos mais profundos e secretos. A arte de lidar com o ciúme começa com o tipo de relação que cada um tem consigo mesmo, com a capacidade de reconhecer e de lidar com aquilo que os teóricos chamam "aspecto interior infantil de personalidade". 

           O triângulo amoroso, imaginário ou real, traz à tona  fantasias submersas relacionadas ao Complexo de Édipo (ou Eletra). Aquela fase entre 4 e 7 anos, quando o desejo de tomar para si a mãe (ou pai) se transforma em uma obsessão. Os meninos sonham seduzir a mãe, e as meninas flertam com  o pai, tentando vencer os encantos da mãe. Mas, destinados a perder, soterram sua raiva e sofrimento, e desistem dessa conquista impossível. Algumas mães observam com carinho as artimanhas das filhas pequenas para tomar-lhe o marido. Mas outras podem reagir com rigor, transmitindo o recado de que a insistência na rivalidade poderá levar a menina à perda do amor. E o recado fica sempre armazenado.  Com a chegada da idade adulta, qualquer rival que ameace o equilíbrio de uma relação amorosa reaviva esses sentimentos reprimidos. De repente, nossas qualidades parecem desinteressar e nos vemos tomados de insegurança, ódio, e uma insuportável sensação de derrota. Sem saber que boa parte desses sentimentos provém do passado, nos surpreendemos com a violência gerada pelo ciúme. Nessas condições, a vingança é um ato que vem imediatamente á cabeça. E para satisfazer este sentimento procura-se uma forma de atingir aqueles que imaginam serem os culpados. 

            Perder o amor é o medo maior. às vezes basta imaginar que o amado está interessado por alguém para que nossos dias se encham de sofrimento. E mais sofremos quanto mais somos desconfiados, vendo ameaças onde não existem, provocando a própria vida de dúvidas. Freud descreveu o ciúme como "uma ferida narcisista" - um doloroso golpe para a auto-estima. 

             Os sentimentos gerados pelo ciúme são tão primitivos que muitas vezes nos arrastam a atitudes completamente fora do nosso padrão de comportamento.

            Mesmo sem ter a menor certeza de que nossa imaginação não está nos enganando, podemos mandar bilhetes ameaçadores, dar telefonemas anônimos; procuramos difamar e denegrir a imagem dos supostos adversários que geralmente nem conseguem entender o que está acontecendo. 

            Numa relação amorosa revelamos nossa essência. E, embora estejamos dispostos a partilhar nossos sentimentos mais pessoais, a entrega nos torna vulneráveis porque confidenciamos coisas muito pessoas com a pessoa amada que mais tarde poderão ser usadas contra nós. Nessas horas, por mais que sejamos seguros, temos sempre a impressão de que há algo errado conosco, e que ninguém nunca nos amará. É então que surge a raiva , como uma espécie de defesa contra a humilhação e o sofrimento causados pelo ciúme. São sentimentos muito perigosos, pois vem sempre junto com o desejo de vingança. A raiva funciona como um remédio contra a depressão e a autocomiseração. É preciso muito cuidado, porém, para que não nos cegue e nos leve a cometer loucuras irreparáveis. 

            Os ciumentos mais violentos, porém, são as pessoas possessivas e inseguras. Para elas o amor sempre se transforma em armadilha, pois estão certas de que, se não "controlar" a pessoa amada, ela irá embora. Não tendo desenvolvido sua auto-estima, tenta fabricar uma identidade para si através da fusão com mo parceiro e entram em pânico diante da ideia de que este possa deixá-lo, mas não consegue perceber que é exatamente isso que inevitavelmente está provocando. Em casos extremos, podem tornar-se perigosos.

              Responsável por tantos crimes, o ciúme é geralmente visto como sentimento negativo e destrutivo. As diferenças entre ciúme normal e patológico se confundem. Mas a verdade é que em sua forma normal pode até ter uma função biológica, pois, de acordo com os antropólogos que tem estudado o assunto, se  não fosse necessário para a evolução da espécie, esse sentimento já teria desaparecido. 

             O ciúme de um violento pode até levá-loa matar a pessoa amada. Atos dessa natureza estão mais próximos da loucura     do que ciúme; felizmente poucos são os que ultrapassam a barreira  que separa a raiva, mesmo intensa, da violência. Mas todos nós conhecemos em algum momento a força do ciúme e sua capacidade de alterar não só nossos sentimentos como também nosso comportamento. Basta o parceiro se deitar com outra pessoa - ou apenas desejar fazê-lo - para despertar em nós ímpetos assassinos. 

             A mulher ciumenta se preocupa em salvar a relação á qualquer  preço, enquanto o homem fica mais enraivecido e se preocupa em proteger a auto-estima. Entretanto, os dois sexos  tem reações comuns. O ciúme consegue desarticular o ego adulto e fortalecer os aspectos infantis que contém. Exatamente por isso é tão terrível. Tem capacidade de transformar  adultos em crianças assustadas, choramingando pelos cantos, flagelando-se destrutivamente, ameaçadas e sem controle. Além de todo o sofrimento acrescentamos a vergonha e a culpa por sermos ciumentos. 

             Por mais detestável e doloroso que seja, o ciúme é também um acompanhamento inevitável do amor e um testemunho evidente de vitalidade. Ter ciúme é querer e, geralmente, é disposição para lutar pelo próprio amor. Como tal, torna-se muito mais perigos quando elegantemente insistimos em negá-lo do que quando juntamos nossos cacos e nossa coragem para enfrentá-lo. 

              O ciúme é uma emoção protetora, que nos põe em estado de alerta para defesa daquilo que mais prezamos. A dor funciona como uma luz de alerta dizendo para prestarmos mais atenção,tomar cuidado. Por isso a negação do ciúme, embora pareça uma atitude sensata, é arriscada e pode levar à alienação, à ansiedade e a tentativas disfarçadas  de vingança. Ele conduz à acusação. mas isso só faz colocar o outro na defensiva e leva a discussão a um impasse. Em geral, quando estamos com ciúme reagimos com gritos, choro, acusações, ou até mesmo agressões físicas. Muitos se calam e guardam um silêncio ressentido. Nesse contexto, não conseguiremos apresentar nossos sentimentos de forma clara e nem criamos um clima propício para discutir o assunto amigavelmente. A melhor forma de lidar com esse poderoso sentimento é nunca afirmar que o outro fez isso ou aquilo, mas falar de como a gente se sente diante da situação. Se conseguirmos admitir honestamente nosso ciúme, e falar de nossas ansiedades e fantasias de abandono, veremos que o sofrimento torna-se menos intenso ou até desparece. 

            Devemos deixar a superfície e descer às raízes, ao sentimento de desamparo. Agindo assim estaremos protegendo a relação e dando-lhe possibilidade decrescer e amadurecer. 

            Às vezes uma infelicidade esconde um problema mais profundo da relação, ou acontece como expressão de raiva, ou retaliação. Algumas relações até melhoram depois que uma traição é detectada e discutida. 

           Com a entrada de um rival, algumas mulheres se encolhem, enquanto outras ficam tão tomada pela disputa, que "vencer" se torna a questão principal. Essas reações estão ligadas à primeira luta amorosa. Procurar evidências, embora humilhante, é uma forma de não ficar sofrendo passivelmente. 

             Muitas vezes  a sexualidade desenfreada que atribuímos a nosso parceiro é apenas aquela que nós mesmos gostaríamos de estar vivendo. O trauma de uma infidelidade pode levar o casal a reavaliar sua relação e analisar seus pontos de vista. Esta pode ser a forma encontrada por um dos dois para forçar essa confrontação. 

Nicéas Romeo Zanchett

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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

O CIGARRO DESTRÓI A BELEZA


     Sempre se fala dos diversos malefícios causados pelo hábito de fumar. Mas é preciso esclarecer que fumar não prejudica apenas a saúde como um todo, afeta também sua aparência. 

          Reuni alguns itens que ajudarão a refletir sobre o assunto. 

           Rugas prematuras - Preste atenção em duas mulheres da mesma idade; uma fumante e outra não fumante. Quando se é jovem fica mais fácil enganar a si própria, mas depois dos 30 anos as consequências do fumo são assustadoras  Está mais do que comprovado que o fumo acelera o envelhecimento. As rugas e os pés-de-galinha aparecem antes da hora e podem facilmente serem vistas até mesmo ao redor dos lábios. A nicotina provoca liberação de adrenalina que contrai os vasos sanguíneos e o rosto reflete isso perdendo seu saudável tom rosado. O monóxido de carbono do cigarro é resultado da combustão do fumo e  do papel. Quando se traga este monóxido se reduz o oxigênio na corrente sanguínea e, portanto,  na pele que fica ressecada. As pessoas que fumam e moram em lugares poluídos mantém sua saúde à mercê de permanente monóxido de carbono; elas tendem a envelhecer mais rápido do que as que fumam, mas moram em lugares sem poluição, ou seja, bem oxigenado. É que estas últimas conseguem amenizar os efeitos do cigarro respirando ar puro quando voltam para casa.

             Os olhos do fumante - O monóxido de carbono reduz muito a quantidade de oxigênio necessário para nutris os vasos que irrigam os olhos. Como consequência ficam sem brilho e avermelhados. Além disso a fumaça contém substâncias que congestionam os olhos ou de quem usa lentes de contato. 

                Problemas circulatórios - Ao libertar adrenalina, contraindo os vasos sanguíneos, a nicotina deixa a circulação mais lenta reduzindo a quantidade de sangue nas extremidades do corpo? pés, pele, mãos e outros membros. Com o passar do tempo as artérias dos fumantes ficam sujeitas a entupimento. Como consequência pode causar gangrena e ser necessário até amputação das partes afetadas. 

                  A capacidade física- Todo o fumante tem sangue de  má qualidade e pobre em oxigênio. Para oxigenar os músculos  o coração precisa fazer mais esforço. O sangue é forçado a percorrer um sistema circulatório apertado e deficiente. Como resultado temos uma pessoa que ofega ao menor esforço, vive tossindo, tem chiado no peito e uma aparência nada radiante. Isto se reflete em todos os momentos da vida. Não consegue prolongar um exercício e nem manter uma ereção. Para o home, a impotência sexual é inevitável e para a mulher o desinteresse pelo sexo chega mais cedo. 

             Dentes, dedos e unhas manchadas - Os dentes de fumantes  costumam apresentar manchas amareladas ou castanhas; o espaço entre os dentes ganha tonalidade de cinza escuro. Ao segurar o cigarro próximo à ponta dos dedos, as unhas ficam amareladas, o mesmo acontecendo com a pele entre o indicador e o dedo médio. A causa é o poderoso produto químico chamado alcatrão que é um dos componentes do cigarro. Os cremes dentais especiais amenizam temporariamente estes problemas; entretanto, estes cremes  são muito abrasivos e afetam o esmalte e quando se volta a fumar  as manchas reaparecem com mais nitidez. 

            O mau hálito - Uma tragada de cigarro contém cerca de  4.700 substâncias químicas. Juntos com a saliva e a flora bucal criam microrganismos que produzem o mau hálito característico do fumante. A maioria dos fumantes sofre desse mal, mas não percebe porque fumar interfere também no olfato e no paladar. Além do mau hálito, a fumaça fica impregnada nos cabelos e roupas. É por essa razão que os fumantes são rejeitados a curta distância. 

               A abstinência temporária - Todo o fumante é um dependente e entra em estado de desespero quando o maço acabou. O sinal mais visível da síndrome de abstinência é a tremedeira que o próprio não percebe. Para evitar esta abstinência, muitos fumantes carregam consigo mais de um maço de cigarros e isto só faz agravar o vício, tornando-o cada vez mais profundo e perigoso. 

              A dificuldade de ereção - Todo o fumante tem dificuldade de ereção e sua manutenção pelo tempo necessário para atingir o orgasmo. Isto acontece porque o pênis fica ereto com o fluxo  de sangue e isto depende de um bom coração e vias circulatórias livres  de obstáculos. 

            Conclusão final - Além de todos os males exaustivamente divulgados, fumar causa impotência sexual e também envelhecimento precoce de pele e de todo o organismo. Portanto, pare de fumar e mantenha sua saúde e jovialidade. 

Nicéas Romeo Zanchett

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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

A FALTA DE DESEJO

 


           A qualidade de vida das pessoas pode ser medida pela atividade sexual. Mas, mesmo assim, são inúmeras as mulheres que tem rotina e vida normal e só conhecem ou experimentam as delícias do amor sexual nas telas de TV e cinema. 

          Teoricamente é impossível não gostar de sexo, pois se trata do maior prazer físico que o ser humano pode experimentar.  Entretanto, algumas pessoas passam a vida toda sem sentir o menor desejo. Muitas, que já tiveram vida sexual ativa, hoje engrossam as fileiras dos "sem sexo". Os obstáculos são muitos, mas a maioria, que tem parceiro fixo e não sente desejo, alega que há falta de prazer durante a relação.

           As pesquisas indicam que os que mais admitem problemas na cama são as mulheres jovens e os homens mais velhos. Elas, geralmente, têm de enfrentar a ansiedade delas próprias e de seus parceiros decorrente da pouca experiência. A tensão pode levar dor na relação sexual. Forma-se então um círculo vicioso. O sexo não prazeroso acaba em inapetência. Já os senhores  entre 50 e 60 anos vivem uma angústia três vezes maior que os rapazes de 18  a 30 anos, resultante de dificuldade de conseguir e manter uma ereção. Com o passar dos anos, e a chegada de doenças típicas da velhice, aliada a hábitos pouco saudáveis, uso indiscriminado de medicamentos, tabaco, bebida alcoólica, má alimentação e vida sedentária, o vigor sexual diminui. A culpa também pode recair no estresse, traumas com experiências sexuais do passado, doenças, ejaculação precoce, orgasmos inatingíveis, ansiedade, etc. Na verdade essas pessoas não rejeitam o ato sexual em si, mas tem problemas e dificuldades de excitação, e daí, aos poucos vão se habituando a uma vida sem sexo e o desejo desaparece. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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