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RETRATO PRÓPRIO - Por Bocage. - Nicéas Romeo Zanchett - *Breve história biográfica* *Manuel Maria Barbosa du Bocage, poeta português, Nasceu em Setubalal a 15 de Setembro de 1765 e morreu a 21 de Dezembro d...
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A HISTÓRIA DE ROMA E O RAPTO DAS SABINAS. - * Para melhor entender o rapto das sabinas vamos relembrar um pouco da história de Roma; como se deu o aparecimento de Rômulo e Remo. * ...
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A MULHER MODERNA É LIBERADA E MAIS EXIGENTE - * Depois que surgiu a pílula anticoncepcional as mulheres deixaram para traz milenares conceitos e preconceitos. Seus últimos receios ca...
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O EROTISMO EM FERNANDO PESSOA - *Por Nicéas Romeo Zanchett * * FERNANDO PESSOA, seguramente o mais polêmico poeta da língua portuguesa, seduz seus leitores ao entrelaçar e...
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CRIMES DE AMOR - por João do Rio - CRIMES DE AMOR Uma visita de João do Rio a um presídio. . * -Meu caro amigo, tem você ampla liberdade. Pode ver, interrogar, examinar....
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
A INFIDELIDADE TEM ORIGEM ANCESTRAL
AMOR E ÓDIO
Como Nelson Mandela, precisamos aprender perdoar sempre. Como São Francisco de Assis, que tanto amava, protegia e se compadecia dos animais, precisamos de mais compaixão.
Todas as paixões podem ser excitadas em nós sem que, de maneira alguma, percebamos se o objeto que as originou é bom ou ruim. Temos amor pelas coisas que se nos apresentam como boas e convenientes para nós. Todavia, aquelas coisas que se nos afiguram prejudiciais aos nosso interesses, nos levam a considerá-las como más e nos excitam o ódio.
Os remorsos são frutos de nossas ações impensadas. Tal como precedentes paixões, não dizem respeito ao futuro, mas sim ao presente e ao passado.
A glória nasce da opinião favorável que os outros possam fazer do bem que em nós existe, tal como a vergonha é a censura que possam fazer-nos pelo mal que tivermos praticado.
O bem que os outros praticam desperta em nós a estima, embora não sejamos os favorecidos. Entretanto, quando este bem é para nós, além da estima, desperta a nossa gratidão.
O mal feito por alguém para alguém que não sejamos nós, apenas excita nossa indignação, enquanto que aquele que nos é feito, além da indignação, desperta em nós a cólera e o ódio.
Nicéas Romeo Zanchett
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terça-feira, 12 de outubro de 2021
TELEFONISTA ERÓTICA - SEXO POR TELEFONE
Não há limites para o que se quer fazer no campo da sexualidade. Todos temos pensamentos quase inconfessáveis que tornam o sexo irrepreensivelmente prazeroso.
Depois de entrevistar mais de 4 mil homens, a pesquisadora Karem Shanor concluiu que, por ordem de frequência, estas são as principais fantasias dos homens: a o feminismo nu ou semi-nu; b/ sexo com uma virgem; c/recordar experiências sexuais passadas; d/sexo com duas ou mais mulheres ao mesmo tempo; e/ espiar a atividade sexual de uma mulher; f/ sexo em lugares ocultos, como atrás de uma porta; g/presenciar a esposa ou a amante ter relações sexuais com outro homem; h/ter sexo com uma mulher mais jovem; i/ e, finalmente, imaginar o sexo com determinada mulher no exato momento em que está mantendo relação com outra.
Tanto para o homem como para a mulher, o sexo por telefone é a maneira mais fácil e sem risco de realizar as mais diversas fantasias. As opções vão desde uma mensagem erótica, pré-gravada, até a "transa" (por telefone) com uma garota ou garoto de verdade. Basta apenas ter um telefone e discar.
Neste momento milhares de vozes sedutoras, com palavras e sensações maravilhosas, viajam pelos cabos telefônicos e antenas de celulares aos ouvidos de pessoas, solitárias ou não, que buscam essa forma de prazer.
O sexo por telefone não deixa de ser mais uma alternativa de se fazer sexo seguro. "Alô!, sussurra cheia de erotismo. Ao ouvir uma voz masculina do outro lado vai logo disparando: "Sua voz provoca em mim os desejos mais secretos, faz com que meu pensamento voe e viaje por caminhos de prazer e êxtase; fico louca toda molhadinha e querendo ser penetrada por você". Esse é apenas um exemplo do tipo de conversa que se ouve ao discar para esse telefones.
O papo continua com troca de informações e desejos secretos. A telefonista conta tudo sobre seus seios, seus cabelos, sua xoxota, seu clitóris, seu bumbum, suas coxas, etc. Falam das suas preferências e fantasias sexuais, sobre experiências reais recentes, sempre com o intuito de excitar. O cliente revela detalhes, com voz trêmula, se mostrando excitado, e ela completa sem perder tempo: "Voc~e está nervoso, meu bem? Vem me despir... mas bem devagar... gostou da minha calcinha?... que bom, mas deixe para tirá-la no final... quer que eu tire sua camisa? Vou tirar também sua calça... estou ansiosa para te far muito prazer; nossa! como seu pau está duro!... adorei!... Olha como a minha calcinha está molhada...; você é muito gostoso!... Quero que me chupe da cabeça aos pés...; calma! chupe mais devagar para eu sentir bem sua língua quente... não machuque meu clitóris... lamba devagar e com carinho... estou louca para ser penetrada por você." O objetivo da telefonista é manter o cliente o maior tempo possível e prolongar o telefonema que é o lucro.
Os dois falam tudo o que vem à cabeça sem se preocupar com qualquer censura, afinal estão sós. A essas alturas do diálogo, no outro lado da linha, o cliente já está se masturbando e subindo pelas paredes. E ela pede: "Vai mais devagar, meu bem, não goze agora... eu quero sentir você dentro de mim por mais tempo... vamos gozar juntos..."
Uma amiga que trabalha no tele-sex me contou que já perdeu a virgindade mais de mil vezes; que foi travesti e penetrou vários machões para satisfazê-los; que o personagem travesti é o segundo mais requisitado pelos clientes masculinos; que em muitos casos se faz passar por duas ou mais mulheres mudando a voz ao gosto do cliente. Segundo ela os usuários levam tudo muito a sério e alguns chegam a ficar mais de quatro horas falando e ouvindo palavras sensuais e excitantes. Me disse que muitos homens telefonam bêbados ou drogados, falando mal das suas mulheres. Em muitos casos acaba sendo uma terapias sexual, pois em seu consultório (telefone) homens e mulheres carentes não tem medo de falar o que verdadeiramente pensam ou sentem e aí as situações são as mais incríveis e inacreditáveis. Muitas vezes é forçada a fazer horas extras para atender clientes que ficam várias horas falando, xingando e chorando. Existem clientes que se apaixonam por determinada personagem e sempre ligam procurando por ela. Já perdeu a conta de quantas propostas de casamento teve. Ela é casada e, ao chegar em casada, às vezes, conta certas passagens para o marido e até se divertem com isso, mas há situações muito tristes e lamentáveis. Ela me contou que já atendeu muitos clientes que iriam se matar e deram muito trabalho para convencê-los de que tudo passa e que a vida é bela.
A telefonista erótica é, acima de tudo uma atriz, mas também uma psicóloga. Pode até ser frustrante passar horas fingindo orgasmos e gemidos sensuais, mas é seu trabalho e precisa ser feito. Depois de falar de sexo o dia ou a noite inteira, só mesmo um super marido para descarregar toda aquela sua energia sexual acumulada.
O tele-sex foi inventado apenas para ganhar dinheiro e acabou sendo também uma forma de terapia para muitas pessoas.
Nas grandes cidade, com toda essa violência que existe, as pessoas acabam evitando sair ; a solidão e a dificuldade de encontrar os amigos verdadeiros para conversar e trocar idéias e confidências tornam tudo mais difícil, principalmente para quem vive sozinho.
MITOLOGIA, ARTE E EROTISMO
Há milênios que eros e sua rica simbologia vem atraindo cada vez mais a atenção de artistas e cientistas. Quais são os fundamentos desse interesse eterno e crescente?
Eros representa um dos principais subsídios da imaginação clássica, cujos mitos e alegorias enriquecem, de modo até hoje não superado, as letras e as artes.
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Na história das artes, Eros (Amor ou Cupido entre os romanos) é o leitmotiv de uma imensa e requintada iconografia, estampada na cerâmica, na gravura, no afresco ou na pintura. Sem falar na escultura que traduziu em formas harmônicas e delicadas, sempre vizinho da mais explícita sensualidade. Não é sem razão que Eros é filho de Afrodite, que por sua vez nasceu das ondas do mas, fecundada pelo esperma de Urano.
O trabalho de Eros é a busca da unidade social, da integração humana. Em contrapartida, Eros é o responsável pela criação de um tabu, talvez o mais incoerente de todos. Sexualidade, instinto e conservação formam o triângulo da nossa existência propriamente dita. O tabu vai significar uma proibição convencional,de maior ou menor pressão, conforme os costumes e a moral dos tempos. Age particularmente contra a sexualidade, a única das funções do organismo animado, segundo Freud, que assegura o enlace do indivíduo com a espécie.
Nicéas Romeo Zanchett
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TEMPLOS DO PRAZER
Ainda que hoje em dia estamos vivendo uma época de liberdade sexual, também é verdade que antigamente os povos do Oriente já defendiam essa liberdade de maneira irrestrita. Inúmeros "Templos do Prazer" foram descobertos nessas últimas décadas (principalmente na Índia), fornecendo subsídios aos pesquisadores para o entendimento das origens do que poderia se chamar hoje de sexo sem barreiras.
As observações das imagens e inscrições desses templos nos leva a concluir que os homens e as mulheres se entenderiam sexualmente muito melhor se estivessem fisicamente preparados para isso, corporalmente livres e criativamente acesos.
Se os homens precisam de sua potência para satisfazer as mulheres, elas precisam do corpo belo para seduzir os homens de sua preferência.
As culturas indianas mostram que os homens gostavam de "comer" as mulheres por cima, por baixo, pelo lado, pela frente, por trás, de cabeça para baixo, de cabeça para cima, em pé, deitado, sentado, inclinado, depressa, devagar, sodomizando, masoquizando ou até barbarizando sua parceira. Resumindo: os homens de antigamente eram iguaizinhos aos de hoje. O que os diferencia é a educação e princípios que cada um teve junto aos seus pais ou educadores e também a religiosidade.
Nicéas Romeo Zanchett
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PORQUE SE TORNAM OBJETO UM DO OUTRO
Uma perfeita dona de casa e uma mante maravilhosa; este é o sonho da maioria dos homens quando resolvem casar ou viver m com alguém.
Durante muito tempo o homem, que sempre foi considerado o sexo forte, lidava com coisas ligadas à produção industrial, escritórios, terras, lojas, etc. Já para a mulher ficava a responsabilidade com os filhos, a casa e muitas vezes a vida social do casal.
Para a mulher, o homem ou o casamento podiam e ainda podem proporcionar proteção, "status" e dinheiro. Nessas circunstâncias a relação amorosa sempre tende a transformar-se num truque bio-social de subsistência.
Durante muitos séculos, na maioria dos países, a mulher foi educada para o amor e para cumprir sua função biológica de perpetuar a espécie. O maior sonho dos pais era que a filha arranjasse um bom homem para casar. Era uma tendência social que caracterizava cada época da história humana. É claro que isto ainda persiste em alguns países, mas é de maneira diferente, onde a mulher tem novas funções de domínio sobre o homem.
Com a educação voltada para o amor cada mulher, ao longo do tempo aprendeu a manejar seu homem de acordo com seus interesses. O amor se transformou num sistema de controle, condicionando o parceiro a uma espécie de "objeto teleguiado" para trazer do mundo tudo o que ela precisa para seu conforto. Toda a mulher, quando quer, é uma especialista em levar seu homem "no bico"; para tal elas têm um enorme arsenal com mil táticas diferentes, até a da própria submissão. O controle, então, passa a substituir o amor, o sentimento, a satisfação ou qualquer outra coisa agradável.
Cada homem tem sua própria razão para casar ou simplesmente ir viver com uma mulher, mas geralmente são movidos por amor. Nos primeiros anos tudo corre muito bem e parece que o amor venceu e será eterno, mas depois as coisas podem mudar.
O homem sempre quer mostrar sua superioridade e para isso cria imposições intencionais de acordoe controle. "Não gosto que você saia sozinha; quero que seja mais carinhosa comigo; não estou aqui apenas para pagar suas contas; não admito que você use saia curta e decote provocativo", além de muitos outros artifícios. Muitas mulheres até se sentem valorizadas, imaginando ser apenas ciúme do companheiro, mas também podem trazer consequências dolorosas, que muitas vezes acabam com o amor. Mesmo em nome de um grande amor, ninguém tem o direito de renunciar a si próprio. Quem renuncia a si mesmo, seja homem ou mulher, inevitavelmente se faz de objeto do outro.
É preciso ter consciência de que, pela própria natureza, o amor é mutável. O namoro é a fase florida do encantamento, de se deixar impressionar pelo outro, repartindo qualidades e defeitos, numa verdadeira troca interpessoal. Depois, a própria estrutura social leva as pessoas a afirmarem coisa, normatizar e estabelecer tudo, como se a vida fosse um contrato de direitos e deveres. O melhor do amor, quando ele se manifesta de forma verdadeira, é aprender como sustentá-lo. No momento em que se começa criar normas para eternizá-lo, ele se evapora e se transforma numa prisão sem grades. O ideal é quando homens e mulheres aprendem uma nova espécie de amor: o amor do momento, sem regulamentação exagerada, exigências constantes e procura de estabilidade. Manter a individualidade significa preencher as próprias necessidades , às vezes sem a presença do outro.
A mulher moderna não deve concentrar todo seu potencial no amor, vendo-o como a principal coisa de sua vida. Quando isso acontece ela acaba descuidando do seu próprio desenvolvimento, passando a agir com muita irresponsabilidade. É muito fácil simplesmente dizer: "eu sou assim porque meu marido quer; não respondo por mim, mas por ele que determina tudo; eu não decido nada, apenas acompanho as decisões do meu marido". Atitudes como essas podem ser definidas como renúncia à sua própria individualidade; falta de vontade própria; significa jogar tudo nas costa do outro, até sua capacidade de se expandir socialmente.
Ainda hoje toda a educação da mulher se faz no sentido de que ela seja uma boa mãe, uma boa esposa, um complemento na vida do homem. No entanto, as mulheres de hoje estão muito independentes e autoconfiantes e só se transformam em objeto quando elas próprias querem. Toda a mulher que só pensa no seu amor acaba cristalizando esse sentimento também no casamento. Nessas condições ela se deixa influenciar facilmente, esquecendo de si para ser o que o outro deseja.
O verdadeiro amor deve servir para que cada um cresça, permitindo um desenvolvimento a dois. Do contrário ele não existe de verdade. Ninguém pode ficar parado aceitando imposições do outro, ou do próprio amor. Desenvolvimento implica em permanentes mudanças. Já dizia Aristóteles: "O tempo é o número do desenvolvimento". Isso quer dizer que onde há mudanças pode-se dizer que o tempo passou e onde não há mudanças não houve tempo.
Tanto no amor como na vida, quando há mudanças existe a sensação de estar vivo e é esta sensação que permite sentir o outro ou a própria relação. Se alguém quer amar e ser amado de verdade, deve estar preparado para enfrentar mudanças e surpresas, para quer o amor se renove sempre.
Não é verdade que só as horas amorosas são as mais felizes. Existem momentos em que, mesmo a pessoa mais apaixonada, deseja respirar sozinha e isto serve tanto para o homem como para a mulher. O amor é feito de episódios facultativos e, por isso mesmo, surpreendentes. Mesmo num estado genérico de namoro existem horas frias e indiferentes, onde o maior prazer pode ser o de estar sozinho. O maior amor do mundo está sujeito ao momento. Somos pessoas humanas e, portanto, passíveis de mudanças comportamentais. Quando acordamos de mau humor, o melhor é conter as expressões verbais para que não venhamos a magoar a pessoa amada. O tempo é o melhor remédio, até para o amor.
Nicéas Romeo Zanchett
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MULHER SEXUALMENTE FELIZ
Não há a menor dúvida de que o melhor sexo é aquele feito com amor. É com ele que os parceiros conseguem entregar-se totalmente ao prazer.
Como chegar ao prazer?
Mais uma vez não se pode generalizar. Há mulheres que preferem a estimulação clitoriana; algumas apenas carinho; outras que se satisfazem com a penetração vaginal, e assim por diante. O certo é que, mesmo para as mulheres sexualmente satisfeitas, nem sempre o orgasmo acontece. Apesar disso, um encontro sexual pode ser altamente realizador e feliz; nesse caso a mulher sabe tirar o maior prazer, mesmo de relações frustradas, porque sabe que o orgasmo é facultativo e nem sempre seu corpo e cabeça estão dispostos a lhe conceder este prêmio. O importante é não perder a oportunidade e entregar-se ao amor e assim ser feliz, que é o objetivo de todos nesta vida.
Nicéas Romeo Zanchett
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sábado, 2 de outubro de 2021
EJACULAÇÃO PRECOCE
O fenômeno da ejaculação precoce não tem nenhuma relação com o orgasmo feminino. Esta disfunção sexual masculina se caracteriza pela emissão de esperma antes do momento desejado durante o coito.
Em relação à velocidade da emissão do sêmen, a ejaculação pode ser super prematura (antes mesmo da penetração), prematura simples (entre 10 segundos e dois minutos após o início do coito) e instável (dependendo da circunstância psicológica do indivíduo). De modo geral, este problema transforma a relação sexual em verdadeira angústia, dificultando a situação do prazer. A medicina não identificou nenhuma doença física responsável pelo fenômeno. As pesquisas indicam que a ansiedade, o temor de um mau desempenho e o medo de fracassar com a mulher podem gerar o mal. Também pode ser resultado de um verdadeiro condicionamento do indivíduo. Homens que desempenham atividade sexual sob pressão ou em situações de pressa e estresse. Não há um tratamento específico, já que as origens do mal podem ser várias. Somente o andrologista pode detectar a raiz do problema e prescrever desde manobras do compressão do pênis durante o ato sexual, autocontrole para ser praticado com masturbação a drogas que equilibram os estados de ansiedade. Contrariamente ao que se divulga, a ejaculação precoce não é devida à hiper-sensibilidade da glande. Por isso, de nada adianta besuntá-la com pomadas, unguentos ou géis analgésicos. Esse produtos podem ter efeito indesejado, pois ao anestesiarem o grande altamente erógena e inclusive as sensíveis paredes da vagina, acabam transformando o sexo num vai e vem mecânico e sem nenhuma qualidade.
Muitos homens chegam ao absurdo de culpar a companheira por seu problema. Isto pode desequilibrar totalmente o relacionamento e causar enorme infelicidade ao casal. Na verdade a mulher é a mais prejudicada, uma vez que não conseguirá obter nenhum prazer com a rápida relação.
Não se deve, de forma alguma, guiar-se por propagandas que prometem verdadeiros milagres. O que pode mesmo resolver o problema é a orientação de um bom profissional - o andrologista. Confie nele e siga suas orientações que tudo vai ficar bem.
Nicéas Romeo Zanchett
sexta-feira, 1 de outubro de 2021
O HOMEM PREFERIDO DAS MULHERES
No tempo das cavernas o preferido das mulheres era o homem forte, grande caçador e defensor da prole. Sua meta era engravidar o maior número possível de parceiras belas e saudáveis que pudessem aumentar a espécie.
Milhões de anos se passaram, os tempos são outros, mas o comportamento sexual humano traz em suas raízes os mesmos mecanismos psicológicos ancestrais.
Nos nossos dias, o preferido são aqueles homens mais inteligentes, capazes de ganhar dinheiro e galgar status na sociedade consumista em que vivemos. A escolha de homens que preencham estes requisitos criam dificuldades para as mulheres. A herança evolutiva explica porque hoje status, sexo, dinheiro e poder continuam intimamente ligados. Mesmo após a conquista de direitos e liberdade sexual das mulheres, seus sonhos ainda se norteiam significativamente pelas velhas táticas. No mundo moderno, a escassez de homens dentro dos quesitos ideais tornou a competitividade feminina uma árdua tarefa. Muitas mulheres tendem a ver suas amigas como rivais ou concorrentes. As solteiras descompromissadas gostam muito de falar da anatomia íntima de seus parceiros. A troca de informações, muitas vezes propositadamente enganosa, é uma forma inconsciente de dizer às outras quais os parceiros que valem a pena e quais devem ser evitados. Já casadas não costumam elogiar os maridos para não instigar a concorrência.
É muito natural que a força do passado primitivo ainda se imponha, pois a trajetória evolutiva da nossa espécie viveu muito tempo na era ancestral, dominadas pelo instinto, e pouquíssimo tempo - talvez 1% -na era moderna do racionalismo.
O sexo sempre dominou a cabeça das pessoas. É o responsável pela nossa evolução de forma mais rápida que outros animais. A beleza física da mulher ancestral, sua coragem para recusar parceiros fracos, debilitados e doentes, garantiu descendentes saudáveis e inteligentes que permitiram a aceleração evolutiva da espécie. A força física do homem da caverna era atributo indispensável. Eles garantiam alimentos e segurança para a prole. Hoje, a inteligência substituiu a força física e isto levará nossa espécie a uma seleção natural de seres mais inteligentes.
Muita mulheres saudáveis preferem homens fortes, altos e bonitos, mas estes atributos são facilmente substituídos por uma bela conta bancária que pode ser prova de inteligência, sucesso e poder.
A estratégia feminina de impor resistência, fingida ou não, continua sendo transmitida de mãe para filha. Fazer-se difícil para fisgar um bom partido é a ordem. Muitas se entregam por uma simples cesta básica, mas as mais belas e cobiçadas requerem jantares especiais, flores, jóias, etc.
O homem que quer conquistar uma mulher deve tomar conhecimento de que elas são mais vulneráveis à conquista quando estão no período fértil. Também os homens, mesmo sem saber, se sentem mais atraídos pelas mulheres que estão nestes períodos. É que a natureza age para proliferar a espécie com o cheiro da fêmea no cio atraindo o macho. Daí a quantidade de gravidez indesejáveis, que muitas vezes acabam em aborto provocado.
A mulher tende a procurar um parceiro esculpido pela evolução para ser um líder de sucesso. Já o homem bem-sucedido e endinheirado gosta de viver rodeado por jovens bonitas e saudáveis. Em ambos os casos é apenas o trabalho natural da evolução que está em andamento e, portanto, não há porque censurar.
Nicéas Romeo Zanchett
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A TESÃO PELOS PÉS
O amor sexual pelos pés alheios não é recente. Muitos poetas fizeram versos homenageando os pés da mulher amada. O cearense José de Alencar, escritor clássico de nossa literatura, tendo nos presenteados com "Iracema e O Cortiço", escreveu também "A Pata da Gazela". É uma belíssima história erótica onde Horácio, um grande garanhão, acaba esquecendo-se de todas as mulheres quando encontra na rua um pé de botinha de senhora, tamanho 29. Então passa a imaginar como será o pesinho que a calçara e fica com ideia fixa de encontrar e amare os pés da dona daquele atributo erótico. O poeta francês Charles Baudelair, que morreu há mais de 100 anos, cantou em versos a "podolatria"; "Sob teu sapato rendado, / Sob teus pés que são de seda,/ Ponho de Alma sempre leda;/ Meu gênio com teu fado".
O fetiche da podolatria também é comum no mundo homossexual. O escritor Glauco Mattoso, que integra a coletania de "O melhor conto erótico brasileiro", soube como ninguém falar sobre a podolatria. Na década de 80 ele publicou seu conto "O Dedo-Duro", que narra o relacionamento entre dois rapazes num vestiário de colégio. Nenhum outro conto daquela antologia consegue ser tão explícito ao contar a sensualidade dos pés.
O fetiche faz parte da sexualidade humana. É uma sensação mágica numa relação de dois seres, em que a fantasia sexual por determinada parte do corpo toma conta do cérebro, conduzindo sempre os olhares e sentimentos para ela. A apalavra fetiche tem origem francesa e significa feitiço. É uma espécie de obsessão, uma fixação, uma atração incontrolável que dá origem a um prazer intenso.
As obsessões por partes do corpo das pessoas são várias - cabelo, pernas, nádegas, mãos, pés, etc. Eles geralmente se estendem para objetos utilizados por elas: roupas, jóias, tatuagens, sapatos, cintos, calcinhas, etc.
O fetiche da podolatria é um tipo de parafilia (quando o prazer sexual não está na cópula, mas em determinada parte do corpo), cujo desejo se concentra nos pés. O podólatra tem prazer exclusivamente com o ato de ver, tocar com as mãos, lamber, cheirar, beijar, por massagear os pés amados. Ele sente desejo pelos pés da mesma forma que outras pessoas sentem pelas nádegas, seios ou outras partes do corpo. Muitos podólatras sentem enorme prazer em ter seus genitais massageados pelos pés do parceiro até atingir o orgasmo. Dessa forma ele é levado à satisfação completa sem que haja penetração (sexo genital).
O fetiche se concentra nos pés e varia enormemente e em muitos casos é altamente especializados. Cada podólatra tem sua preferência. Alguns preferem somente a sola dos pés, outros sentem desejo por dedos longos, pés descalços, calçados com meias, etc. A maioria prefere pés bem limpos e perfumados, mas existem os que se excitam apenas com pés sujos e fedorentos. Alguns chegam a preferir pés com frieiras, micoses e outros fungos. Diante disso podemos perceber o quanto a sexualidade humana é complexa.
Veja algumas frases ditas por podólatras:
"- Adoro cair de boca num pesinho limpo e perfumado; faz-me delirar de prazer"; - Adoro a sola dos pés, lamber o espaço entre os dedos, chupar o dedão... vou subindo pelo peito do pé,pela canela, pelas coxas... e aí começa outra história; - aí um de nós se deita no chão e o outro passa o pé na cara do que está deitado, que retribui beijando e lambendo a sola do dominador; depois vem a pisadinha no pescoço, tipo caçador orgulhoso do que caçou; a submissão de quem está por baixo é super exitante para os dois, tem a ver com sadomasoquismo, eu acho; se quem pisa sou eu, faço questão de passar a planta dos pés nas tetas, de apertar os mamilos entre o dedão e o dedo vizinho, de percorrer rápida e levemente seu ventre achatado, até lhe pressionar a xoxota com pisadinhas sem peso; já cheguei a enfiar o dedão na xota, e ela gozou no ato." Uma mulher me falo: "Eu começo alisar seu pau com a sola do pé, e aí vibro de prazer sentindo-o endurecer contra essa parte do meu corpo. Minha sensibilidade aumenta intensamente quanto mais eu percorro seu membro num vai e vem gostoso que nos leva a um gozo simultâneo". - Não me ligo num pé fedido, é claro; só que para me excitar mesmo, a "gata" tem de estar com cheirinho natural de mulher; se quiser tomar banho antes, tudo bem, desde que não se encha de perfume e nem de sabonete; aí sim, é uma delícia sentir o calcanhar passando sobre meu rosto, demorando-se nos meus lábios". Outro disse: "- Uma vez cheguei a parar o carro escondido num matagal, ao lado da estrada, só para chupar os pés da "gatinha" que estava comigo; Quando vi aqueles pesinhos lindos sobre uma sandália, fiquei doidão e não resisti a tesão".
Estatisticamente é mais comum o home gostar de pés femininos do que a mulher gostar de pés masculinos. No entanto, aquelas que massageiam os pés do seu homem, e gostam que ele faça o mesmo, tem nessa iniciativa uma forma de demonstrar suas intenções. A mulher inteligente, que sabe como prender seu homem, não perde a oportunidade de fazer-lhe uma massagem refrescante após ele chagar cansado de um dia de trabalho. Ele vai pensar muitas vezes antes de deixar sua mulher em casa e sair em busca de uma amante. É importante que os homens saibam que a maioria das mulheres detesta pés mal cuidados; e a maioria dos homens geralmente os que não são podólatras, não dão muita importância aos cuidados dos pés.
Os pés femininos estão sempre prontos psara serem acariciados, mas raramente o são. Apenas homens mais espertos sabem que não existe mulher que não goste.
Nicéas Romeo Zanchett
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A MENINA MULHER
O abuso sexual de meninas transformou o Brasil num paraíso para a prostituição infantil. Só somos superados pela Tailândia. Diariamente vemos notícias nas páginas policiais, mas as punições são raras.
Para entender melhor as origens dos abusos sexuais praticados pelos adultos contra meninas menores de 14 anos, precisamos olhar para séculos passados. Do Velho Testamento Judaico-Cristão até os códigos feudais, o estupro foi tratado como um ato contra a propriedade. As mulheres, objetos sexuais, eram consideradas propriedade dos homens. Quando alguma mulher era estuprada, o crime cometido era contra o homem, seu proprietário, e a ele era pago uma eventual indenização. Naquela época muitas meninas casavam aos 13 anos e não tinham direito de escolher o parceiro com quem viveriam pelo resto de seus dias. Somente a partir do século XX é que se abriu a possibilidade de reconhecimento da individualidade da mulher e seus direitos femininos e infantis.
Em nossos dias, sempre que uma menina com menos de 14 anos é seduzida ou estuprada, surgem argumentos absurdos de que elas já não são mais ingênuas como no passado. Mas o fato de uma menina menstruar todo o mês, ter acesso irrestrito à informações, discutir a sexualidade e direito ao prazer com as colegas, não quer dizer que é capaz de escolher um parceiro de cama com o dobro de sua idade. Saber o que é sexo é diferente de ter capacidade de decisão sobre sua vida sexual. Uma menina de 10 anos, precocemente amadurecida, pode ter aparência de 14 anos, mas é preciso considerar a sua verdadeira idade mental. Toda a adolescente tem enorme carência emocional, pois está numa fase de mudanças e precisa de atitudes coerentes dos adultos.
Por volta de 123 anos, a menina está revivendo o complexo de Édipo feminino (como denominou Freud) ou Electra (como denominou Jung) e sua referência primordial é o pai, que ela ama incondicionalmente. Se esta fantasia da relação com o pai for atendia por um adulto, a menina se sentirá momentaneamente vencedora na competição com a mãe, mas logo cairá numa realidade para a qual não está preparada. Seu nível de desordem psicológica interna é muito grande e mais tarde poderá sentir-se como a única culpada pelo abuso sofrido. E muitas vezes, na vida adulta, acabam rejeitando o sexo oposto.
É bem verdade que as meninas de hoje tem muito mais informação sexual do que tiveram suas mães e avós, mas tudo deve ficar restrito à fantasia de sedução e nunca à prática. A sua vontade ou fantasia não corresponde ao seu desenvolvimento biológico, psicológico e social. É inaceitável que o adulto se prevaleça dessa condição para seduzi-la. Se prestarmos atenção veremos que a menina adolescente, que fala com naturalidade no uso de camisinhas, terá vergonha de ir à farmácia comprar um absorvente íntimo. Isto mostra claramente sua insegurança e dificuldade em relação à sexualidade e ao seu corpo em desenvolvimento.É muito natural que as meninas se fantasiem de adultos usando maquilagem e roupas como suas mães. Entretanto, isso pode estimular o desejo de adultos imaturos, psicologicamente doentes e incapazes de uma relação saudável com uma mulher no nível de sua idade; sem falar nas questões criminais que envolve.
Muitas mães, também sexualmente imaturas, acabam provocando a precocidade amorosa e sexual das suas filhas. São mães que não conseguiram resolver a tempo seus complexos de Electra e agora entram em competição com as filhas. Na maioria dos casos de abuso sexual, o agressor (criminoso) é conhecido ou até íntimo da família. De modo consciente ou não, a mãe se omite, sobretudo se depende afetivamente e/ou economicamente dele.
Segundo o código penal brasileiro, existe presunção de violência toda vez que um adulto tem relações sexuais com menor de 14 anos. Entretanto, num direito penal democrático, não pode haver pena sem culpa. Por outro lado, toda a presunção admite a prova ao contrário, mas nenhuma presunção deve impedir os julgadores de investigar a culpabilidade do suposto criminoso.
É dever de cada adulto consciente, zelar pelo bem-estar e perfeito desenvolvimento dos adolescentes. Eles estão numa faze muito difícil e são facilmente ludibriados por adultos criminosos. Fique atento e denuncia sempre. Assim estaremos construindo uma sociedade mais justa e feliz.
Nicéas Romeo Zanchett
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quinta-feira, 30 de setembro de 2021
A FALTA DE DESEJO
A qualidade de vida das pessoas pode ser medida pela atividade sexual. Mas, mesmo assim, são inúmeras as mulheres que tem rotina e vida normal e só conhecem ou experimentam as delícias do amor sexual nas telas de TV e cinema.
Teoricamente é impossível não gostar de sexo, pois se trata do maior prazer físico que o ser humano pode experimentar. Entretanto, algumas pessoas passam a vida toda sem sentir o menor desejo. Muitas, que já tiveram vida sexual ativa, hoje engrossam as fileiras dos "sem sexo". Os obstáculos são muitos, mas a maioria, que tem parceiro fixo e não sente desejo, alega que há falta de prazer durante a relação.
As pesquisas indicam que os que mais admitem problemas na cama são as mulheres jovens e os homens mais velhos. Elas, geralmente, têm de enfrentar a ansiedade delas próprias e de seus parceiros decorrente da pouca experiência. A tensão pode levar dor na relação sexual. Forma-se então um círculo vicioso. O sexo não prazeroso acaba em inapetência. Já os senhores entre 50 e 60 anos vivem uma angústia três vezes maior que os rapazes de 18 a 30 anos, resultante de dificuldade de conseguir e manter uma ereção. Com o passar dos anos, e a chegada de doenças típicas da velhice, aliada a hábitos pouco saudáveis, uso indiscriminado de medicamentos, tabaco, bebida alcoólica, má alimentação e vida sedentária, o vigor sexual diminui. A culpa também pode recair no estresse, traumas com experiências sexuais do passado, doenças, ejaculação precoce, orgasmos inatingíveis, ansiedade, etc. Na verdade essas pessoas não rejeitam o ato sexual em si, mas tem problemas e dificuldades de excitação, e daí, aos poucos vão se habituando a uma vida sem sexo e o desejo desaparece.
Nicéas Romeo Zanchett
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ORGASMO - PRAZER CULMINANTE
Numa sociedade onde o sexo está associado às grandes realizações e conquistas, a ausência de prazer nos jogos amorosos é para muitos motivo de frustração e vergonha. No entanto, milhares de pessoas sem sabem o que é sentir orgasmo.
Os homens chegam ao orgasmo mais facilmente que as mulheres, mas há disfunções como a ejaculação precoce ou excessivamente retardada que são um verdadeiro tormento para o "sexo forte".
Embora boa parte das pessoas oculte socialmente seus problemas sexuais, as queixas de insatisfação são muito frequentes nos consultórios médicos.
Entre as mulheres também existe disfunções de gozo e se manifesta de várias formas; há mulheres que só atingem o orgasmo ao som de uma música, outras com as pernas fechadas, fora da cama ou com penetração anal. A insatisfação sexual da mulher acaba se refletindo diretamente no seu comportamento. Quando ela atinge o orgasmo e leva uma vida saudável, seu nervosismo e irritação diminuem e auto-estima aumenta.
Casos de homens com inibição ejaculatória também são raros. Quando a parceira reclama ele fica pulando de uma mulher para outra. Ao encontrar alguém com com quem queira ficar e ter filhos, aí então o problema surge com mais clareza. Muitos homens com inibição ejaculatória no ato sexual com parceiras, atingem facilmente o orgasmo ao se masturbarem.
Quando parceiros estão envolvidos no mesmo processo, quando seus ritmos se equiparam e acontece aquele intercâmbio de sensações corporais, o orgasmo acontece.
O orgasmo simultâneo, entretanto, é mais raro. À medida que o conhecimento de um pelo outro se aprofunda surge uma maior afinidade, destruindo barreiras inclusive sexuais e colocando duas pessoas em comunicação através de uma linguagem comum que os ajuda a encontrar o melhor momento. Muitos homens, coma preocupação de impressionar, de mostrar performance, acham que devem perseguir o ideal do orgasmo simultâneo, o que acaba virando folclore. Na cama, quando sente que vai gozar e a mulher ainda não está preparada, ele começa a pensar em outras coisas como trabalho, futebol, etc para esperar por ela. Este tipo de distorção desvia todo o prazer espontâneo que se poderia ter na relação.
O bom sexo é muito importante na vida de um casal. O ser humano já nasce desamparado e o casamento é a forma que nossa cultura inventou para atenuar este desamparo.
Muitos casamentos frustrados são mantidos pelo medo da solidão. As pessoas abrem mão de tudo e vão fazendo inúmeras concessões para manter uma relação estável e fria. Vivem relações péssimas e procuram justificar a falta de tesão com frases do tipo: "casamento é assim mesmo". É preciso atentar para o fato de que qualquer relação amorosa que seja condicionada e rotineira leva inevitavelmente ao desinteresse sexual e o único motivo que justifica a união de duas pessoas é o amor e a emoção. Por outro lado, dizer simplesmente que a causa é porque mulher tem um ritmo mais lento do que o homem pode ser uma forma de camuflar a verdadeira causa que talvez esteja no distanciamento do casal.
Alguns homens nem sequer percebem que tem ao seu lado uma mulher e não um objeto que deve ser levado a alguma realização prazerosa. A verdade é que a relação deve começar com preliminares e sem pressa, deixando que a emoção e os carinhos encontre o verdadeiro caminho do pleno prazer Essa mistificação quanto à simultaneidade do ato sexual só não se mostra completamente infundada porque, de imediato, o clímax masculino (e a consequente baixa da ereção), impossibilitam a mulher de alcançar o próprio clímax. As curvas de prazer tanto masculina quanto feminina, aparentemente desencontradas, se encontram quando os parceiros atingem um nível de entrosamento, identidade e afinidade como pessoas humanas. Isto pode acontecer num dia ou depois de muitos meses ou até anos de convivência.
A ocorrência do orgasmo tem tudo a ver com uma reação genital. Começa com uma contração dos órgãos internos (na mulher contração uterina; no homem, tensão na vesícula seminal, próstata e dutos deferentes) que, embora insensíveis por natureza, transmitem a sensação de que algo vai acontecer.
Os estudiosos Master e Johnson estabeleceram quatro fases para o ato sexual: a excitação, o platô, o orgasmo e a resolução (relaxamento). O orgasmo simultâneo ocorre quando os dois parceiros percorrem as fases de excitação e platô em igual tempo, caminhando para a etapa subsequente envolvidas num só nível de prazer. Mas, na maioria das vezes, um acaba tendo orgasmo antes. A simples visão do comportamento estrando em clímax, pode ser muito excitante e sua participação no orgasmo do outro também é um gatilho para se alcançar o próprio orgasmo. Se o homem chegar primeiro ao orgasmo, a mulher pode se concentrar nas pulsações do seu pênis dentro da vagina e também na sensação do esperma sendo liberado. Da mesma maneira, um homem, quando sua parceira já teve orgasmo, pode se concentrar nas contrações espasmódicas dos músculos em volta da vagina comprimindo e relaxando, e com movimentos do seu pênis, neste momento, conseguir maior excitação.
As pessoas sem parceiro fixo, tem mais dificuldades de ter prazer a dois. As mulheres precisam de vínculos afetivos para uma maior realização. Já os homens, pela sua própria educação, não precisam de tais vínculos. A maioria atinge o orgasmo sem dificuldades nas relações descompromissadas.
No mundo moderno o sexo virou assunto preferido da mídia. Todos querem ter muitos orgasmos e relações de todas as maneiras; quem não consegue se frustra.
Os preconceitos e problemas culturais, que transmitem os tabus de geração para geração, identificando o sexo como coisa pervertida, se traduz hoje num grande conflito. Muitas pessoas só se preocupam com a quantidade de relações e não consideram a qualidade do orgasmo. Este é um dos principais fatores determinantes para a falta de prazer. Somos o resultado de uma cultura judaico-cristã, onde o prazer nunca foi permitido. Neste contexto,a grande virtude é o sofrimento. Como sexo é puro prazer, pouquíssimas pessoas o vivem em sua plenitude.
O orgasmo solitário pode ser muito prazeroso e ao mesmo tempo uma forma de se autoconhecer. Com ele a pessoa pode aprender a sentir e controlar seus impulsos sexuais. Mas existem formas atípicas de autoerotismo que podem até levar à morte. Um caso que ficou conhecido é o do deputado inglês Stephem Milligan, que acabou morrendo quando se masturbava e utilizava uma técnica de asfixia para prolongar prolongar o prazer. Este tipo de prática é mais comum do que se imagina. Há casos de homens que, antes de usar esta técnica, deixaram de reserva até um balão de oxigênio para usá-lo na eventualidade de ultrapassar os limites.
MEU ORGASMO
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
DEPOIS DO PRIMEIRO FILHO
Com a chegada do primeiro filho o ambiente de casa se transforma. A criança modifica osa papéis do casal que passa a ser pai e mãe. É um momento único, especial,mas as responsabilidades que esses nomes trazem (pai e mãe) nem sempre são aceitas com tranquilidade. Geralmente o ambiente se transforma para pior.
Muitos casais felizes e apaixonados, de repente se vêem diante de um pesadelo. Começam as discussões por coisas insignificantes. O casal perde o desejo sexual e surge um sentimento de dúvida com relação à família. Muitos se perguntam: "será que era isso mesmo que eu queria? Será que este foi o momento certo para termos um filho em nossas vidas? "Esse estado de coisas é comum, costuma ser passageiro e não afeta só os pais biológicos, pois acontecem também no caso de filhos adotivos.
O primeiro filho pode causar um sentimento muito forte na mãe. Muitas vezes insegura e com medo de errar, passa a viver um estado permanente de atenção ao bebê. A mãe que se sente completamente segura costuma estabelecer uma relação em que não consegue se separar do filho por nada. Sendo mãe, ela sente ter atingido o todo da realização pessoal. Nessa condição, acha que pode prescindir do marido e se volta totalmente para a criança acreditando que ela a completará por inteiro. Cria-se então uma situação delicada para o marido que pode sentir ciúme e sair de cena. Diante desse quadro é natural que ambos sem queiram pensar em sexo.
A falta de libido da mulher pode estar ligada a fatores orgânicos, decorrentes das alterações hormonais ou psicológicos em consequência da relação quer a mãe estabelece com o filho. Já a falta de libido no homem tem a ver com questões menos objetivas. A sociedade mvê a maternidade como algo quase divino e o sexo pode passar a ser considerado uma futilidade dispensável. Com esse raciocínio alguns homens não procuram mais a mulher em virtude da aura de santidade que ela adquire com a maternidade.
Outra questão que se precisa levar em conta é o fato das mudanças ocorridas no corpo da mulher que ajudam a diminuir a libido do homem.
Muitas vezes a chegada do primeiro filho coincide com momentos de dificuldade que o pai está passando na vida profissional e financeira. Com aflição ele acaba descontando tudo na mãe que naquele momento está muito frágil.
A chegada de um bebê é também a chegada de um netinho. O ciume da mãe pode causar desentendimentos com os sogros. Ela imagina que os avós querem se meter na criação do filho que é só seu e as brigas se intensificam.
Muitos casais tem filhos sem estarem preparados. Costumam levar uma vida rotineira e repetitiva, onde o intercâmbio entre eles é satisfeito e nunca pensaram em mudanças. Com casais jovens é comum ter um passado ainda não resolvido com os próprios pais, ou seja, excessivamente acomodados e sem condições de funcionar como adultos. Dessa forma a mulher, que por seus próprios motivos não consegue se mostrar carente, não pode evitar sua tendência a funcionar apenas como mãe e amplia significativamente o distanciamento do seu homem. É, portanto, uma fase difícil que precisa ser enfrentada com paciência e compreensão pela casal.
Nicéas Romeo Zanchett
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SEXO - PURITANISMO E EXPLORAÇÃO DAS MULHERES.
Sempre ouvimos falar do "puritanismo vitoriano" que assolou a Inglaterra e por sua influência o resto do mundo durante o século XIX, deixando algumas heranças que até hoje persistem e precisam ser extirpadas definitivamente.
As explicações justificantes são as mais diversas. Dizem que surgiu da moral protestante, dos tabus religiosos, e até de fatores sociais éticos. Mas na verdade o puritanismo foi imposto à sociedade porque era financeiramente interessante para os homens.
Hipocritamente, disfarçados de moralistas, os homens tinham o absoluto controle do dinheiro de suas esposas até por volta de 1870. Filósofos da época como Frederick Ehgels e John Stuart Mill escreveram sobre o tema, mas foram solenemente ignorados.
Para ficar com o controle do dinheiro de suas esposas, os pseudos puritanos, criaram milhares de prostitutas baratas a seu serviço que se aglomeravam nos bairros pobres da Inglaterra. Muitos ricos senhores acabaram se apaixonando por alguma prostituta e a levaram para ser criada de sua fiel esposa. Foi por essa razão que, por medo de perder o dinheiro, os homens tanto se opuseram às conquistas legais feministas no final do Vitorianismo. na ocasião estava nascendo a profissão médica e os maridos aproveitaram-se da nova ciência para oprimir suas mulheres. Estas passaram a ser consideradas em permanente estado de doença não moral. Foi quando surgiram as expressões com "histeria" e "prostração nervosa", que até hoje são usadas. Com diagnósticos médicos os maridos mantinham suas lucrativas esposas presas em seu leito. A menstruação era considerada uma doença e um expeto médico da época chamado M. L. Holbrook, não teve escrúpulos ao escrever: "O Todo-poderoso, ao criar a mulher, fez apenas um útero, construindo a mulher ao seu redor".
Ultra moralistas dentro de casa, os homens passaram uma vida de intensa luxúria, reservando poucos momentos de sexo para as verdadeiras esposas. É muito natural que as mulheres se sentissem sexualmente carentes. Difícil é acreditar que, trancadas e ameaçadas, tivessem aventuras secretas com outros homens.
No final do século XX foi publicado na França o livro da escritora AnneFugier com o título de "La Place des Bonnes" - "o Lugar das Criadas" que fala de como as mulheres daquela época resolveram suas carências sexuais. O livro sugere que, além de recorrer à masturbação, as mulheres ricas do século XIX teriam formado o maior contingente Homossexual de todos os tempos. Longe dos devassos maridos e incapazes de sequer serem vistas por outros homens, apelaram para o único recurso disponível: as criadas. Naquela época era muito comum a vinda de milhares de belas jovens mulheres do meio rural para serem empregadas em casas de ricas senhoras. Estas sonhavam em fazer fortunas e conseguir um marido nas grandes cidades. Era muito comum que as prisioneiras esposas dos ricos empresários se apaixonassem perdidamente pelas criadas. Também muitos respeitáveis esposos se apaixonavam pelas belas raparigas interioranas, e aí virava uma grande confusão. A hipocrisia e a exploração são bem antigas, mas ainda persiste.
Nicéas Romeo Zanchett
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PORQUE O HOMEM TRAI - SUAS JUSTIFICATIVAS
Para quem é religioso, não cobiçar a mulher do próximo é o mandamento, masa...
Embora não existam provas, sabe-se que Adão cometeu adultério com muitas mulheres - que além disso eram suas filhas - e isso é outro "pecado" conhecido como incesto. Mas, quem sabe pensar percebe que ele não outra alternativa. Portanto, o adultério é tão antigo quanto o próprio homo-sapiens.
Mas, apesar de tanta "traição" o homem está sempre à procura de uma nova justificativa para sua última "escapada".
Se para a mulher o adultério é um drama dentro de outros dramas, para o homem é bem mais simples e facilmente justificável.
Seria praticamente impossível alinhar a totalidade das razões pelas quais os homens trocam temporariamente de alcova. Se é verdade que cada cabeça tem uma sentença, também é certo que cada marido tem seu motivo e visão pessoal da própria infidelidade.
A busca de uma solução para evitar a monotonia do casamento geralmente se transforma em mais um problema. Mas, em meio à infinita diversidade das motivações que levam ao adultério e das relações que sucedem à sua consumação, é sempre possível descobrir linhas gerais de comportamento e agrupar os indivíduos de acordo com as suas tendências adúlteras.
Entre as numerosos classificações da "adulterologia", fiz uma relação das mais aceitáveis, sigamos assim.
O religioso Tem sempre a desculpa de que a carne é fraca e a tentação o venceu. O pecado é condição "sine qua non" para o arrependimento - que na verdade nunca chega. Como existe a confissão tudo pode ser perdoado pelo padre. Portanto, não há motivo para abominá-la, pois é dentro de tal invólucro que temos de continuar nossa caminhada por esse vale de lágrimas. Quem não cai não se levanta; e assim todos continuam caindo e se levantando após uma boa confissão.
O vítima da natureza humana - Ser adúltero é condição natural da sua própria natureza do homem. Fruto da cultura de massa que ele não pode mudar. Sua filosofia é: não tem como mudar a natureza humana. Sua vida sexual é extremamente ativa e o mesmo não acontece com a esposa que não liga para sexo. Esse vazio tem de ser preenchido com o adultério. Seu raciocínio preferido é: "ela produz apenas um óvulo por mês e, portanto, está predisposta à monogamia; eu produzo milhões de células germinativas por dia - logo, nasci para a poligamia."
O discípulo de Ellis - Embora nunca tenha lido uma só página do Dr. Albert Ellis, é seu incondicional discípulo. Ouviu um amigo dizer que o psicoterapeuta norte-americano afirmou certa vez que nada melhor do que um adulteriozinho de vem em quando para aliviar as tensões e reavivar as chamas do casamento. De acordo com essa teoria, cada escapulida deveria ser seguida de uma espécie de nova lua-de-mel com a esposa, mas é importante que ela nada saiba do ocorrido. Embora ainda não tenha alcançado os resultados pelos quais espera, continua tentando com máximo empenho.
O Shakesperiano - Este nunca tem a oportunidade de se arrepender das infidelidades, pois o seu tormento começa no instante em que pensa em trair a parceira. É o Hamlet dos traidores. Fica o tempo todo repetindo para si mesmo: "trair ou não trair, eis a questão". Versado em filosofia existencialista, acaba por fazer conscientemente a escolha: será adúltero, mas continuará angustiado e arrependido. É o tipo que guarda poemas, ensaios e talvez até diários, onde metodicamente registra, de forma cifrada, suas constantes "puladas de cerca" e suas angustiantes dúvidas que nunca lhe saem da cabela.
O revoltado - Ele está convencido de que não tem vocação para o adultério, mas infelizmente cometeu o incorrigível erro de casar com uma mulher religiosa e criada dentro dos mais rígidos princípios de moral. Acho que ela sempre tem razão para recusá-lo e isto torna a vida do casal árida e insípida. Está convencido de que a ama perdidamente e só pratica adultério como uma forma de protesto contra sua submissão aos tabus da esposa.
O diplomata - Ele nasceu com a vocação de ser político. Para ele o adultério é uma espécie de jogo democrático onde para obter vantagens está obrigado a fazer concessões; sua forma é elaborada para amaciar o terreno e dessa forma tornar menos deletérios os resultados da crise conjugal quando, certamente, um dia explodirá. Ele sempre procura agradar a esposa com bastante antecedência, como uma forma de campanha bem planejada. Para preparar o caminho ele proporciona toda a diversão possível com fins-de-semana agradáveis, presentes caros, flores e tudo mais que estiver ao seu alcance. E assim, depois da sua escapulida, fica com a consciência tranquila.
O imoral tranquilo - Sua característica mais notável é a própria tranquilidade em trair. Simplesmente não se preocupa com qualquer justificativa para o adultério e também nunca sente nenhum arrependimento depois de ter traído. É o tipo de homem que troca de cama da mesma forma que troca de cueca. Ele faz tudo com a maior tranquilidade. Para não dar nada errado e não perder tempo, deixa o escritório uma hora mais cedo, dá uma passada na casa da amante e chega em casa a tempo de assistir a novela na TV e jantar com a esposa. Muitos, para mostrar sua dedicação até ajudam a esposa lavar e guardar a louça, cuidar da crianças. No dia seguinte tudo volta à rotina com se nada tivesse acontecido.
O conquistador triunfante - Este é o tipo mais raro dentro do grande ramo dos impenitentes. Vai para o adultério com quem vai para uma festa com amigos. Na infidelidade, não busca apenas uma satisfação de natureza física, mas a realização da própria personalidade. Por isso, escolhe sempre as mulheres mais difíceis, em autênticos redutos entre os quais fracassaram os esforços dos seus amigos paqueradores. Necessita provar para si mesmo que, apesar de sua aparente ingenuidade, é capaz de conquistar mulheres mais jovens e mais belas do que aquela com quem está casado. Em casa, a menos que seja insensatamente provocado, jamais se trairá. Seu comportamento habitual diante da esposa e filhos é de altiva condescendência, sempre ditada pela sua inata superioridade.
O arrependido - Este é um verdadeiro ator, capaz de interpretar tão bem quanto o famoso Vitório Gasman - o grande ator italiano já falecido. É o tipo solitário e pouco numeroso dos adulterinos. Age como se tivesse o propósito de ser pego em flagrante. Isto não sendo possível, carregará consigo todas as provas do crime - cartas, endereços, manchas de batom, chaves estranhas,números de telefone, etc. Isso o ajudará que, mais cedo ou mais tarde, seja descoberto pela esposa. Quando o desastre acontece ele logo confessará ser um pobre miserável, um fraco, um injusto, uma espécie de objeto sexual descontrolado. É capaz de ajoelhar-se diante da esposa, chorar na presença dos filhos e jurar que nunca mais trairá. No dia seguinte, é claro, partirá para uma nova aventura, sem a qual não conseguirá representar outra vez a sua preferida cena dramática.
O lógico - Seu cérebro trabalha na base das distinções. Em questão de adultério, estabelece nítida diferenciação entre infidelidade sexual e infidelidade humana. A primeira é aquela escapadinha sem importância, que ele dá de vez em quando a fim de arejar as idéias. A segunda seria faltar com o carinho à esposa adorada e descuidar-se dos sacrossantos deveres para com a prole. E isto ele jamais fará. E dessa forma a vida transcorre como ele gosta.
O amor é o amor que move o mundo. Ele é cantado,debatido, revirado e vivido intensamente, mas a verdade é que ninguém até hoje conseguiu compreender os verdadeiros mecanismos que guiam este sentimento. Devido a essa aura de mistério que o cerca, ele é um dos temas que mais fascinam os homens. Mas, na ânsia pelo esclarecimento do que parece incompreensível sempre surgem novas teorias.
Ao que parece, nos dias de hoje, os homens dão mais valor à parte física das mulheres e estas ao status social dos homens. Na verdade, a beleza é a característica mais desejada para ambos os sexos; afinal é este o primeiro canal de comunicação entre os casais e a partir daí são estabelecidas as novas etapas de avaliação mútua. É que quando homens e mulheres partem para a conquista, os critérios de seleção de um parceiro ou parceira são praticamente iguais. A verdade é que trair ou não trair é algo que sempre está na cabeça das pessoas compromissadas.
Nicéas Romeo Zanchett
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