Minha lista de blogs

Mostrando postagens com marcador A história do casamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A história do casamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

AMOR E SEXO NA MITOLOGIA

 


            Na mitologia greco romana, as referências aos deuses portadores de sexualidade são intensas. Entre ele Pã, Priapo, Dionísio, Zeus, Apolo, Eros, Hera, Deméter, Afrodite, além dos Silenos e Centauros. Cada uma dessas divindades representa uma forma de iniciação à sexualidade. Trata-se de um modelo de fantasia pelo qual é possível experimentar as várias modalidades do instinto sexual. 

           O culto a essas divindades e os ritos iniciáticos realizados em seus templos são vividos como mistério do masculino e do feminino. Eles retratam a aquisição do conhecimento sobre a vida e a morte, implicando na transformação da consciência e respeito  da sexualidade. 

           Na nossa cultura religiosa judaico-cristã, não dispomos de uma imagem divina como exemplo a ser seguido na iniciação sexual. Na mítica cristã, por exemplo,a figura de Cristo apresenta-se totalmente destituída de afetos, ideias ou atitudes sexualizadas. No mito judaico-cristã, o surgimento de um novo padrão de consciência e a tomada de conhecimento do poder criador, soba forma da descoberta da sexualidade por Adão e Eva, configuram realidades a eles interditadas. Eles descobrem a sexualidade  e seus poderes sem a permissão do deus criador. Na simbologia, depois de comerem a maçã e acordarem para um novo tempo, homem e mulher se descobrem nus e se envergonham. Comer o fruto proibido da árvore do conhecimento representa descobrir em si mesmo  a capacidade para conceber outro ser à sua imagem e semelhança. Naquele momento, homem e mulher unidos descobrem-se como criatura e criador. 

             Saber que somos seres sexualizados e, portanto, com competência para gerar outro ser semelhante a nós mesmos nos confere poderes temerários que demandam um padrão de consciência alicerçados na condição reflexiva. A capacidade de questionar a si mesmo colocando-se no lugar do outro. 

         O conhecimento consciente da sexualidade representa a entrada de um grandioso quantum de energia que se traduz por um estado de confusão mental, permeando sentimentos dispares: prazer, medo, vergonha, etc. Durante as transformações da adolescência, ritos iniciáticos são necessários para aprender lidar com esse fenômeno tão pouco compreendido. A masturbação é o modo mais prático que permite conhecer os instintos sexuais, desejos e o próprio corpo.

            O corpo denuncia o sofrimento da alma. O estudo das manifestações mórbidas da psique; a psicologia demonstra que a grande maioria dos distúrbios orgânicos expressa tentativas de solução ou disfarces para os conflitos internos. Muitos dos sintomas corporais são mensagens ou expressões da psique e podemos encontrar neles um significado simbólico. É possível facilmente constatar que esses distúrbios estão ligados à negação ou representação da sexualidade. 

           Em um ciclo de conferências da Universidade Ford-ham, em Nova Iorque, em setembro de 1912, Jung propõe que a etiologia da neurose não seja mais buscada no passado, em desejos sexuais infantis reprimidos, mas no presente, convertendo a neurose  em um malsucedido ato de adaptação às dificuldades atuais. A psicologia junguiana utiliza os mitos como recursos de ampliação de materiais psíquicos. 

         A  TPM - tensão pré-menstrual, síndrome caracterizada  por retenção hídrica e alterações humorais, pode ter seu sentido simbólico ampliado pela dinâmica de Dionísio, deus da orgia, do êxtase, da embriaguez, do prazer, da fertilidade, mas também do úmido e do quente (contrates), cultuada por todos e cada  manifestação cotidiana de festejo pela vida. Quando, ao contrário, ele é negado pela rigidez de nossas estruturas sócio-culturais (como inflexibilidade ou condutas obsessivo-compulsivas), simbolicamente se manifesta pelo "enlouquecimento do corpo", pela irritabilidade, por dores físicas, etc. 

           A grande deusa Deméter, perseguida por Poseidon, metamorfoseia-se em égua e é violentada pelo deus cavalo. Deméter concebe dois filhos desse encontro: o filho cavalo Árion e a filha Despoina (ou Despina) que significa neve, frieza, algo gélido, expressão incontestável do seu feminino ferido. O único lugar onde Despoina pode ter seu nome pronunciado é nos ritos de Elêusis, dentro do recinto sagrado. Desse relato mítico é possível inferir que a frigidez feminina é decorrente de abusos, violência explícita ou de caráter estritamente emocional. 

          Pã, deus da floresta e dos campos, que deu origem á palavra "pânico", é abandonado pela sua mãe Filira, que fora violentada  por Crono. Pã é levado pelo pai ao Olimpo, onde é criado e recebe dotações de todas as divindades. Pã desce à Terra e, desejoso de companhia, fica a observar as ninfas. Para atraí-las toca divinamente sua flauta doce. Quando fascinadas, as jovens se aproximam e ele sai de trás dos arbustos, se mostra por inteiro e corre em direção a elas. Era um jovem belíssimo da cintura para cima, mas  excitado pela presença feminina, exibe seu pênis de cavalo com tamanho descomunal. As ninfas, ao vê-lo, fogem "em pânico" - o que sugere uma problemática sexual no cerne dessa síndrome. 

          Dafne, inca da beleza espetacular, atrai Apolo que se apaixona por ela e tenta seduzi-la. Em um primeiro momento, a jovem ignora a presença divina, mas Apolo insiste e Dafne foge  desesperada. Para enganá-lo transforma-se em fêmeas de muitas  espécies de animais. O deus não desiste e a persegue também metamorfoseado na forma animal de machos correspondentes às fêmeas. Por fim Dafne, exaurida pelo assédio, implora que seu pai, o rio Peneu, a transforme em uma árvore - o Loureiro. Apolo, não podendo possuí-la, arranca-a do solo, leva-a para seu jardim e faz de seus ramos e folhas uma coroa de louros, mantendo-a como eterna prisioneira. Nesse caso, a casca e o tronco da árvore podem ser vistos como a armadura protetora usada pela ninga contra os desmandos da sexualidade. Aqui temos a simbologia dos aspectos psicológicos da obscenidade, em especial suas relações com a sexualidade. 

           Zeus, o divino deus Olímpico, amou Métis, a deusa da prudência, que concebeu uma filha, Atena. Alertado, entretanto, por um oráculo de que, se tivesse um segundo filho com aquela deusa, o menino seria maior que o pai. Então, para garantir seu lugar de deus supremo, devorou Métis, ainda grávida da primeira filha. Entretanto, a gestação da deusa Atena continuou no corpo de Zeus. Muito tempo se passou até o dia em que ele foi assolado por uma insuportável dor de cabeça. Nada conseguia amenizá-la. Desesperado, procurou seu outro filho Hefeso, o deus artesão das forjas, pedindo-lhe ajuda. Hefeso então criou o machado com o qual cortou a cabeça de Zeus. Nesse instante surgiu Atena, adulta,  com 21 anos de idade, vestida e armada, soltando um grito de guerra em defesa do pai. 

           Ao nos servirmos dessa realidade simbólica podemos olhar para nós mesmos, compreendendo e elaborando melhor os distúrbio da nossa própria sexualidade. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO 

Clique no link > A ARTE DO ROMEO


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

COMO É VISTA A MENSTRUAÇÃO EM CERTAS CULTURAS



                   Algumas culturas e religiões consideram que a mulher   quando está menstruada é impura para praticar sexo. O Alcorão (Bíblia dos muçulmanos), impõe rigorosa restrição às mulheres  quanto à pratica do ato sexual neste período. Igualmente abstêmio do contato sexual com a mulher deve ser o marido no curso dos dias de jejum religioso, bem como durante três semana quando,por acaso, regressa de longa viagem. Curiosamente, não permite  o Código do Direito Civil muçulmano que o marido se divorcie  da mulher (processo geralmente sumário) no decorrer do período  menstrual. Por outro lado, o Alcorão autoriza que os devotos de Alá tenham até quatro esposas, embora também numerosas concubinas. O próprio Maomé, que era monógamo até os 50 anos por amor à sua opulenta esposa Khadidja, após sua morte teve nove esposas e duas concubinas. Aqui fica bem evidente o poder que tem o amor. 

 Nicéas Romeo Zanchett

CONHEÇA A LITERATURA DO ROMEO

Clique no Link > LIVROS DO ROMEO


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O DESRESPEITO À VIRGINDADE DA MULHER

 

                O desrespeito à mulher é secular e mesmo nos dias atuais, em muitos lugares, elas ainda são consideradas propriedade dos homens. 

            Muitas das populações primitivas, semi-bárbaras e até mesmo totalmente selvagens, valorizam a condição virginal da mulher, chegando a exigi-la para o casamento, ou pelo menos a festejá-la quando encontrada. 

             Certos povos africanos tinham o costume bárbaro de costurar os  lábios da vulva das virgens (infibulação) a fim de fechar o orifício da vagina até o matrimônio, momento de desfazer por incisão a ligadura ou acolamento dos tecidos. Esta era também a providência usada por beduínos da planície Bejuda, ao norte de Chartum. Fatos como esses aconteceram em múltiplas regiões da Rússia, Lituânia, Finlândia, Portugal e outros países antigos.

            Entre os povos africanos da Núbia, Angola, África Ocidental e outros, o marido podia repudiar a esposa não virgem ou, nesse caso, receber uma espécie de indenização sob forma  de haveres, principalmente gado (bois e vacas). 

              Por outro lado, também levados pela selvageria e ignorância, muitos povos tinham o costume de contratar estranhos para o defloramento de suas virgens que eram conhecidos como "perfuradores" experientes. Assim era entre os visayas ou bisayas, nas Filipinas e na Nova Caledônia. Eles consideravam que as mulheres não disvirginadas eram indesejáveis por algum motivo oculto, qualquer defeito ou  má qualidade, que faziam com que não fossem desejadas por ninguém. Visava, pois, o desvirginamento pré-matrimonial ao preparo da esposa para poder dar ao marido. Outros povos interpretavam o defloramento das virgens como oferenda da sua condição aos deuses através de seus representantes, os sacerdotes ou feiticeiros. Assim procediam certos povos negros da Senegâmbia, os Acowaschen e Kumares na América, os índios na Nicarágua e também indianos e habitantes de Malabar.

            No Camboja o defloramento era feito pelo sacerdote com o dedo mergulhado em vinho, com o qual, depois, praticava unção na fronte, seguindo-se a sua ingestão pelos pais e parentes da noiva. No Egito havia também este mesmo costume, mas o defloramento da noiva era praticado pelo marido e com o dedo  envolto em lenço de musseline branco, seguindo-se a sua exibição aos pais e convidados. O mesmo aconteci na ilha de Samos, segundo testemunho de St"ubel e de Kramer em obras de 1896 e 1903 respectivamente. 

             A exposição de roupas ensanguentadas da noiva ou dos lençóis, após a primeira noite nupcial, como prova do defloramento pelo coito, dominou muitos povos primitivos até o século 16. Isso também era um costume recente na Itália. 

              Certas tribos índias do canadá: iroquezes, hurons, algonquins tinham um costume que consistia na obrigação do casal de jovens permanecer sem contato sexual durante um ano, ou mais, apesar de regularmente unidos pelo ritual do casamento. Já as raparigas do Tibete tinham ostensivo brio sexual e usavam no pescoço tantos colares quantos amantes tivessem tido, e isto para elas era motivo de muito orgulho. 

              São inúmeros os grupamentos humanos não civilizados, no passado ou no presente, estimando ou não a castidade pré-matrimonial das mulheres. Entretanto, nada ultrapassa a maravilhosa inventiva das "mil e uma noites" de Sheherazade e Shahrigar, o sultão que, para tem certeza de que não seria traído, mandava matar no dia seguinte toda aquela com a qual passasse a noite. Conta-se que Sheherazade, a bela filha do seu grão-vizir, a fim de escapar à morte, entreteve o sultão por mil e uma noites com suas atraentes histórias. Sabe-se hoje que se trata de lendas de origem persa e hindu. 

            Retrata a luxuosa vivência com as mulheres o ardoroso poema "Jardim Perfumado" que, à semelhança do kama-Sutra indiano, recomendava nada menos que vinte e cinco posições para o coito perfeito. 

               Em várias regiões arábicas era praxe que o marido realizasse o defloramento da esposa na noite nupcial enquanto convidados e parentes conversavam no quarto ao lado. Legislava também neste sentido o Alcorão, livro sagrado: "Quando possuirdes uma virgem, fazei reunir na câmara vizinha amigos..." Também era costume, após a noite de núpcias (geralmente em sete noites de ritual, levar a roupa ensanguentada da cama aos pais da moça, proclamando com orgulho e satisfação: "Que Alá purifique as vossas faces, de fato, mantiveram pura a vossa filha..." Caso, entretanto, a jovem não fosse presumida virgem, poderia o noivo repudia-la, ou pelo menos receber de volta a soma do seu pagamento feito à família. 

      No mundo árabe, geralmente por motivos religiosos, a vida das mulheres continua complicada. Não obstante dominados pelas delícias do convívio sexual, os homens arábicos jamais  se libertaram do mau juízo que sempre fizeram das mulheres, atribuindo-lhes inclinação inata para a mentira, infidelidade, cupidez e astúcia.ç Felizmente temos sinais de que isso está mudando, embora lentamente. Muitos ainda adotam a reclusão rigorosa e sua permanente vigilância de suas parceiras. Reza neste sentido  o Alcorão, a Bíblia  islâmica onisciente, atribuindo aos próprios  maridos a responsabilidade da escolha das esposas: "Mulheres honradas devem ser sempre obedientes, leais e reservadas". A condição essencial das moças árabes para o casamento ou separação por venda é a virgindade. A jovem desde cedo sabe que dever guardar seu "tesouro da castidade" e quando encontra seu pretendente proclama ameaçadoramente: "Sou virgem por Alá".  Não escapou, entretanto, a sabedoria do Alcorão que, certas vezes, pode-se relevar a fraqueza de uma virgem inculta: "Se quiserdes perdoar a uma rapariga que vos enganou com uma falsa  virgindade, eu o permito..." ou, mais especificamente ainda: "Se for uma mulher com a qual tiverdes contratado casamento, repudia-a imediatamente; mas, se for uma rapariga que vós tiverdes comprado à sua família, ou a um mercador, ou ainda adquirido na guerra, fechai-a sozinha nos seus aposentos durante o espaço de duas luas. Que ela não possa ver ninguém, nem comunicar-se com qualquer pessoa durante esse tempo. Perdoai-lhe em seguidanão voltando nunca mais a falar no assunto". 

           Quando o defloramento de filha solteira ou sua gravidez se tornava conhecido do pai, (no passado) poderia o fato levá-lo à morte; mais comumente nos nossos dias provoca sua exclusão de casa, seguida de inexorável vingança da família sobre o sedutor ou a um membro feminino de sua família. A violência não poupava  ninguém. Basta pensar que poderia consistir em decepar-lhe as mãos.  

          Ainda hoje, donzelas árabes devem sempre conservar os olhos baixos na presença de homens. Proíbe o Alcorão que as mulheres exibam a sua beleza física, determinando que as vestes  recubram todo o seu corpo, ou melhor. "tudo o que se acha acima dos joelhos e abaixo do umbigo..." Belos cabelos ou longas tranças constituem, para os pretendentes, os maiores atrativos das jovens, cujos rostos e bocas devem sempre permanecer ocultos por véus. O resultado disso é que, "a revelação de qualquer pequena parte do corpo torna-se repleta de significado erótico" inclusive  as mãos, cujo simples contato, ao serem seguradas, têm expressivo significado sensual. Também a circuncisão masculina era obrigatória e recomendada no Alcorão antes do casamento. Em certas tribos de beduínos, como prova de bravura, os jovens praticavam o sacrifício de verdadeiro escorchamento da pele, abrangendo o ventre, a partir do umbigo, incluindo o escroto e faces internas das coxas. Atualmente este costume já não existe; foi proibido pelo governo da Arábia Saudita.  Quando as mulheres, em certas tribos, praticava-se também a excisão do clitóris e grandes lábios vulvares, como se fazia no Egito, Núbia, Abissínia, em algumas áreas do Sudão e múltiplos agrupamentos selvagens africanos. Ainda hoje, em alguns lugares, esse horror continua acontecendo. 

           Tudo isso decorre da afirmativa de propriedade da mulher pelo homem, aliada à satisfação de sua vontade quanto a não ser comparada com antecessores no primado sexual de sua virgindade. Enquanto os ser humano permanecer ignorante, respeitando e praticando religiões com pregações absurdas, esses crimes contra as mulheres, em maior  ou menor grau, continuarão acontecendo. Felizmente, muito dessa ignorância secular está sendo revista e abolida em várias partes do nosso pequeno mundo. Cada um de  nós tem o dever de informar esses fatos absurdos, mas tão recentes, a todas as pessoas. Só assim poderemos vislumbrar a completa liberação das mulheres. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO 

Clique no link > PINTURAS DO ROMEO



O PARCEIRO PREFERIDO NA CAMA


             Embora muita gente acredite que homens e mulheres tem prioridades diferentes na hora da conquista, na realidade ambos os sexos agem praticamente da mesma forma. A beleza física é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres. O primeiro canal de comunicação certamente é sempre a aparência física e a partir dai vão surgindo novas avaliações. Já a questão do padrão social fica em segundo plano para ambos os sexos. 

            Quando homens e mulheres partem para a conquista, seja de um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, os critérios de seleção são praticamente iguais.

             Existe um mito de que as mulheres são mais seletiva, que se preocupam mais com o status social e que só os homens super-valorizam a parte física. Isso não é verdade. Também existe o mito de que as mulheres preferem homens brutos, rudes, na cama. Ma verdade há mulheres masoquistas que gostam de homens que tenham um lado sádico, mais brutal; mas, a maioria gosta de homens que seguem seus instintos no jogo erótico. Isso implica em envolver-se com a dança dos desejos femininos que, dependendo da sintonia do casal, pode resultar em sexo mais impulsivo e selvagem ou numa transa suave, calma e repleta de trocas carinhosas. O importante é que tudo seja feito sem pressa e de forma harmônica. Assim sendo, o próprio instinto sexual guiará o casal. 

             Analisando pelo lado científico, podemos observar que há uma aparente mudança na forma física de homens e mulheres. A beleza de muitos homens está se igualando a de lindas mulheres; e não é a tão falada beleza masculina dos antigos rapazes gregos. São homens lindos, delicados, mas heterossexuais. É bem possível  que a nova aparência dos homens tenha algo a ver com o uso  dos anticoncepcionais que, depois do seu surgimento, resultou no nascimento de várias gerações cujas mães fizeram uso prolongado desse medicamento.

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO

Clique no link > PINTURAS DO ROMEO




COISAS QUE OS HOMENS ODEIAM NA MULHERES

 



   Esta é apenas uma pequena lista das coisas que os homens odeiam nas mulheres. 

Mulheres vulgares;

beijar mulher com lábios pintados;

Mulher com cheiro de cigarro; 

Mulher que pede seu carro preferido emprestado; 

Sempre ter que ouvir o que a mulher pensa;  

Mulher que está sempre ocupada na hora do telefonema; 

Mulher que não tem vergonha de contar o que faz na cama; 

Mulher que dá telefonema de forma desconfiada;

Mulher que costuma dar chilique ou histeria; 

Mulher com complexo de superioridade, que se acha uma joia rara;

Ter sempre que transar enlouquecidamente para agradá-la;

Mulher que transa com seus amigos; 

Mulher que gosta de mimá-lo em público; 

Mulher que quer compromisso sem sexo; 

Quando ela está usando máscara de beleza; 

Quando ela usa meias difíceis de tirar na hora H; 

Mulher com excesso de humor; 

Aquela que é muito difícil de conquistar - cansa e desiste; 

Mulher que vive de dieta;

Mulher com músculos de halterofilista; 

Aquela que sempre quer discutir a relação;

Jantar num restaurante de comida light que tem preços absurdos;

Aquela que não sabe a hora de parar de beber; 

Mulher que se acha super especial; 

CONHEÇA A ARTE LITERÁRIA DO ROMEO

Clique no link > LIVROS DO ROMEO





quinta-feira, 21 de outubro de 2021

FALANDO DE SEXO COM AS CRIANÇAS

 

          Já vai longe o ideal educativo do resguardo da "pureza" e da "inocência" da criança diante daquilo que era maliciosamente tratado pelos pais como segredos da vida. A psicologia moderna considera como desejável um "acerto" de noções que ela deve ter sobre a sexualidade humana. 

            Antes de tudo é bom ficar bem claro que os pais devem sempre ter uma resposta pronta para quando o filho lhe fizer uma pergunta "embaraçosa". É preciso ter a consciência de que educar não é esconder a verdade, e os pais devem aprender para saber ensinar. Se sua resposta não for convincente, seu filho um dia irá buscá-la na rua, e certamente aprenderá de forma errada. 

            Para os pais, muitas vezes, torna-se difícil responder às perguntas da criança a respeito de assuntos com AIDS,estupro, violência sexual, sexo, nascimento, morte, etc. O mais importante é que não fiquem preocupados em dar respostas absolutamente certas, mas sim significativas. A criança que pergunta só quer tirar alguma dúvida, mas não está interessada em detalhes. O futuro das crianças de exige que elas sejam muito mais  do que apenas seguras e ajustadas. É com diálogo sincero que se pode ajudar os filhos aprenderem o verdadeiro sentido da vida.

           Muitos pais pensam que educação sexual é aquela "conversinha" que obrigatoriamente algum dia terá com o filho ou filha adolescente. Acham que o importante é alertar os meninos para os perigos das doenças sexualmente transmissíveis e as meninas sobre os riscos de uma gravidez indesejada. A verdadeira educação sexual começa muito mais cedo, na verdade, com as atitudes dos pais em relação a sua própria sexualidade. Qualquer que sejam os sentimentos em relação ao próprio corpo e ao do companheiro, podem ser percebidos pela criança. Uma simples conversa sobre reprodução de plantas ou animais; as conversas e atitudes com os amigos; a maneira como encaram suas trocas e relações, serão transmitidas naturalmente às crianças.  

            É preciso levar em conta que desde cedo existe uma forma de sexualidade em seu bebê, que pode ser no simples ato de amamentação. Embora diferente do adulto, o prazer que a criança está preparada para sentir em todo o seu corpo, desde o nascimento, é de natureza sexual. 

             Durante os primeiros meses de vida, é através da boca que a criança estabelece os seus contatos com o mundo. O seio da mãe não é somente sua fonte de alimentação, mas também de alegria e bem-estar.

          Um garoto de três anos que observa a mãe enquanto toma banho ou banha a nova irmãzinha, presta atenção em todas as suas atitudes. Ele observa, também, que "naquele lugar" a irmãzinha não tem nada; fica logo imaginando que deve haver algum problema. Se ele fizer uma pergunta e a mãe silenciosamente ignorar, a dúvida ficará "martelando" na sua cabecinha. Este pode ser um ótimo momento para iniciar os esclarecimentos sobre  a sexualidade humana. Ela tem direito de saber, por exemplo, o nome dos órgãos genitais de ambos os sexos. Uma criança nunca poderá vir a entender o mecanismo da reprodução se, de início, não lhe for possível nomear os órgãos que exercem esta função. É sempre importante escolher nomes que não sejam complicados e nem pejorativos. Ex: pipi, saquinho,a conchinha da irmãzinha, etc. Se a mãe tiver alguma dúvida sobre os nomes que costumam ser usados na sua região, procure saber como os filhos dos seus amigos os chamam. 

             Toda a criança tem necessidade de sentir-se amada, e esta carência precisa ser satisfeitas com amor, carinho e elogios. Caso isso não aconteça ela pensará que existe algo em si que não merece amor. 

             A educação sexual de toda a criança, também passa pela auto-exploração do próprio corpo. Para que seus órgãos sexuais não lhes sejam estranhos durante toda a vida, é preciso que ela toque neles. Se não o fizer, toda a sua evolução poderá ser prejudicada, pois o que não pode tocar ela também não poderá compreender. Se for deixada à vontade em suas investigações, o bebê, à medida que cresce, vai descobrindo no toque de seus órgãos sexuais, uma espécie de brinquedo agradável e tranquilizador. Esta fase,definida como onanismo ou auto-erotismo, voltará a surgir na adolescência, aí com características nitidamente genitais. Se os pais impedem ou castigam a criança que se auto-erotiza, ela passará a experimentar este prazer como algo proibido e às escondias. No entanto, é preciso observar que se a criança faz isso com muita frequência, pode ser porque está se sentindo negligenciada ou sem companhia. 

               O treino para higiene é uma das fazes mais difíceis, tanto para as crianças quanto para a mãe. Um treino errado dos hábitos higiênicos pode levar uma criança a pensar que tudo o que "fica lá embaixo" é ruim e não se deve fazer. A ideia de que o que é sujo é sempre mau e o que é limpo é sempre bom, pode levar a valorizações errôneas da própria pessoa ou de seus sentimentos. Se ela é forçada à higiene com grande rigor e castigos, pode comprometer sua capacidade de se expandir mais tarde.  Muitas vezes a dificuldade de uma mulher para o orgasmo está relacionada com esta fase. Também podem vir a ser adultos sexualmente violentos ou inseguros. Esta é uma fase muito sensível da formação da consciência cerebral.  Um passo importante no esclarecimento sexual é apontar a diferença entre os sexos. A principal curiosidade das crianças é saber por que o menino tem "pipi" e a menina não. A mãe pode simplesmente dizer que as meninas são diferentes, que tem apenas uma "conchinha" para fazer xixi e quando elas crescerem vão ter seios como os da mamãe, que servirão para alimentar seus filhinhos. Já os meninos quando crescerem serão homens fortes e amorosos para cuidar de toda a família. 

             A velha pergunta "de onde vem os bebês? deve sempre ser respondida com honestidade em qualquer idade. Um boa oportunidade  é quando a mãe está esperando um novo bebê. Entretanto, muitas vezes a criança não nota as transformações físicas da gravidez; nesse caso a mãe poderá chamar  sua atenção para o fato, a partir do momento em que o feto começar se mexer, dizendo, por exemplo, "mamãe está esperando um irmãozinho para você; ele sera seu amiguinho e juntos irão brincar muito" permitindo que a criança ponha a mão ou a cabeça em sua barriga para sentir os movimentos. A partir de então a criança terá sua curiosidade  aguçada e irá fazer muitas perguntas que a mãe deverá estar  preparada para responder. Mas isso se dará de forma lenta e a mãe terá oportunidade de "preparar a cabecinha da criança" para a chegada do novo bebê. Comece dizendo, por exemplo, "quando seu irmãozinho chegar você poderá ajudar a mamãe cuidar dele". Isso irá despertar amor e expectativa que a ajudarão responder às muitas perguntas. A criança precisa estar preparada para um farto que poderá transformar a sua vida. As perguntas são imprevisíveis e dependem da idade, desenvolvimento e sentimento dela. Uma dúvida muito comum entre elas é "por que só as mães podem ter  bebês?". Procure dar res´postas simples e sem detalhes como, por exemplo: "as mães são diferentes e tem barriga  que pode caber  bebês", você também já esteve dentro da minha barriga e papai e eu ficamos esperando você nascer"; "os bebês são pequeninos e precisam ficar na barriga por algum tempo até crescer um pouco e ficarem mais fortes". Nesta fase da vida o interesse da criança abrange apenas "o que e como?". Mas, em qualquer idade é importante que a ideia das relações entre o sexos esteja sempre associada ao amor entre os parceiros. "É por se amarem que papai e mamãe dormem juntos e tem bebês". 

             Quando o desenvolvimento da criança está se processando  normalmente, aos 3 anos já estará sabendo, por exemplo: a/que as crianças nascem da barriga da mãe; b/ que as meninas são diferentes dos meninos - elas parecem com as mães e eles com os pais; c/ que os meninos tem pênis e que às vezes fica ereto; d/que as meninas, quando forem adultas, também poderão ter bebês; e/ quer as meninas foram feitas para serem mamães, e que elas não tem pênis por serem diferentes, mas terão seios para amamentar seus filhinhos. 

             A criança que toma consciência de que um dia será adulto como os pais, tem grande curiosidade e quer vê-los, por exemplo, trocar de roupa, tomar banho, etc. É uma curiosidade inocente para saber como ela própria será quando for adulto. Esta relação, entretanto, vai depender, em grande parte, da atitude da família a respeito de algo que ainda embaraça, mesmo os pais mais esclarecidos. Muitos se confundem e não sabem como agir. Mas foi sua própria atitude, ao se ocultarem de algum modo quando trocavam roupa, que chamou sua atenção. Nesta fase a criança está muito atenta ás diferenças entre os sexos. Ficam imaginando  que os pais devem fazer alguma coisa diferente que ainda não lhe contaram. A curiosidade fica mais aguçada com a insistência dos pais para que ela "saia do quarto" ou "não abra a porta do banheiro" quando eles estão sem roupa. A situação é sempre um pouco difícil. O pai não pode, de repente, ficar nu diante da filha de 4 anos. Se ele tivesse assumido uma atitude natural desde o início, por certo não ficaria nesta situação penosa. Entretanto, a criança  tem direito de saber como são as mulheres e os homens adultos; de ter uma noção real do mundo, para poder se sentir bem nele: de saber que é parte importante das relações básicas da vida. Se isto lhe for negado só aumentará sua curiosidade e, tão logo tenha oportunidade, ela irá buscar essa informação de outra forma, muitas vezes perigosa.

            Os pais que acostumaram seus filhos a vê-los sem roupa de vez em quando, terão sua função de educadores muito facilitada. Mas é importante que isto aconteça desde o primeiro ano de vida.  Crianças que crescem assim, consideram a nudez dos pais como algo natural, obtém suas respostas e deixam de se preocupar com isso. Porém, esta naturalidade não deve ser forçada. Toda a criança é observadora e perspicaz, pois ela está descobrindo o mundo e as informações são importantes; ela sempre perceberá o constrangimento dos pais que apenas estão fazendo aquilo  para atender seu pedido. Quando os filhos não foram preparados desde os primeiros dias, é melhor não atender de imediato os pedidos mais constrangedores como, por exemplo: (para vê-los sem roupa), mas deixar que em outra ocasião ela os veja naturalmente sem que tenha pedido. 

            Muitos pais têm o tabu da nudez arraigado, mas não colocam nenhum obstáculo a respeito de terem seus filhos dormindo com eles no mesmo o quarto, apesar de todas as sérias implicações que esta atitude pode ter. Os cuidados devem ser redobrados. A criança não tem condições psicológicas, nem mesmo quando é bebê, de enfrentar o impacto da visão de um ato sexual. Tudo tem seu tempo certo. Embora possa estar pronta para receber muitas  informações que envolvam sexo, não está preparada para assuntos  íntimos que só dizem respeito ao casal. Se de todo for impossível um quarto só para a criança, ela deverá ter sua cama separada - ao menos por um biombo - da cama dos seus pais. 

           Ao entrar para a escola é importante que a criança já tenha satisfeito toda a sua curiosidade inicial pelos pais, que serão que serão seus principais orientadores e fonte de informações diante dos muitos mistérios da vida e do mundo. A partir do início escolar, a natural evolução intelectual da criança se encarregará de fazer com que estes assuntos percam sua atual predominância. Entretanto, não se deve esperar quer ela vá desinteressar-se totalmente deles, pois toda a pergunta é parte de sua formação. 

             Quando o filho atinge a adolescência, a maioria dos pais costuma deixar a tarefa de educação para os professores  que se dispõem a esclarecê-los. No entanto, não se deve esquecer  de que a adolescência é o segundo estágio do aparecimento das naturais curiosidades da criança. Suas interrogações surgiram há muito tempo. Pode ter sido, por exemplo, quando aos 3 anos a menina viu o amiguinho fazer "pipi"; e se naquela época seus pais  se furtaram a responder suas perguntas, pode estar certo de que ela buscou por outros meios satisfazer sua curiosidade. Agora, a um passo de se tornar adulto, a criança adolescente desinformada corre  riscos muito maiores. ela irá buscar informações junto a seus colegas que naturalmente não são as pessoas mais indicadas para tal tarefa. 

             Por tudo isso, é importante que a educação sexual do seu filho comece no primeiro ano de vida. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO 

Clique no link > A ARTE DO ROMEO

AS MULHERES QUE PROCURAM AMOR



Brigitte Bardot nos anos 60  - Sex-símbolo e sonho dos homens.


         Geralmente as pessoas imaginam que uma mulher muito bonita e sensual não tem dificuldade de encontrar um amor para sua vida. Na verdade, diante de uma beleza exuberante, a maioria dos homens se sentem inferiorizados, rebaixados, perdem a coragem e ficam sem saber como agir. Muitos, mesmo sem nenhuma tentativa de abordagem sentem-se rejeitados, insignificantes e com medo de não serem bem-sucedidos. Imaginam que aquela linda mulher é um ser intocável, uma espécie de deusa que está muito além de suas possibilidades. Não sabem como começar uma conversa e reagem com verdadeira servilidade diante de mulheres  muito bonitas. Quando cria alguma coragem e se aproxima da "deusa", imagina que ela o está escutando apenas por educação ou porque quer alguma outra coisa, além de sua simples companhia. Pensando assim, procuram alguma desculpa para dar por encerrada uma boa conversa e afasta-se. 

            Para elas, os homens interessantes, que povoam suas fantasias e sonhos, parecem estar sempre  com outras mulheres menos atraentes. Pode acreditar, isto é mais comum do que se imagina. 

            Os atributos de mulheres muito bonitas, que deveriam atrair  facilmente os homens interessantes, transforma-se numa blindagem difícil de ultrapassar. Vários experimentos conduzidos por  cientistas sociais mostram que as mulheres extremamente lindas, com raríssimas exceções, sempre tem essa espécie de dificuldade. 

            O homem é por natureza orgulhoso e tem muita dificuldade  em lidar com um "não" da mulher desejada. Um sentimento de inferioridade, receio da concorrência e a antevisão de serem rejeitados fazem com que a maioria desista de conquistá-las. Aquele que se aproxima já está de antemão preparado para receber uma rejeição e por isso muitas vezes nem toma uma iniciativa. 

            O fato de uma mulher ser muito bonita e sensual não quer dizer que ela está ali apenas para ser vista e apreciada. A maioria delas quer um relacionamento sério, mas sua beleza impede a inciativa dos homens bem intencionados. Diante disso sobra a oportunidade para os "playboys bonitinhos", uma espécie de "Don Juan moderno" que querem apenas levá-la para a cama,  e o que é pior, sem nenhum compromisso. Para esses indivíduos, conquistar mais uma mulher bonita é como ganhar um troféu para sua coleção. 

             Mulher bonita, se este for o seu caso, não fique aí parada esperando a iniciativa do seu eleito e vá à luta. Aproxime-se dele e mostre claramente  suas intenções. Provavelmente ele também está sonhando com você, mas não tem coragem para se aproximar. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE LITERÁRIA DO ROMEO

Clique no link > LIVROS DO ROMEO


quarta-feira, 20 de outubro de 2021

A NAMORADINHA DO CASAL


             O grande acontecimento dos anos 60 e 70 foi a pílula anticoncepcional, que liberou as mulheres para o sexo recreativo. Surgiram então os movimentos de amor livre, dos Hippies e da estruturação da indústria pornográfica no cinema, que incentivaram  as orgias. 

           Hoje as mulheres já amadureceram e perderam as inibições  que as mantinham amarradas a preconceitos. É comum que elas assumam a postura de caçadoras que era uma atitude tipicamente masculina. Muitas viraram "garanhonas" que não se satisfazem com o sexo rotineiro e sempre querem novas modalidades. É a atitude liberal das mulheres que fez surgir novos tipos de relacionamentos. 

      Vivemos um novos tempo sexualmente revolucionário, onde  as relações a dois têm sido sistematicamente substituídas por novos arranjos amorosos mais interessantes. É o caso dos relacionamentos  a três. 

          O mais comum é o casal que adota uma namoradinha fixa e com ela participam do momentos íntimos. Não se trata de garota  de programa e sim de uma verdadeira namorada do casal. Mas, o casamento a três, onde todos vivem a rotina de um casamento  convencional, é o mais interessante. São pessoas que vivem na mesma casa, onde a divisão de responsabilidades e a fidelidade são os marcos principais. Para um relacionamento harmônico a três é preciso que haja perfeita integração, respeito, desprendimento e fidelidade. Não pode haver ciúmes e nem preferências. 

           Esses casais, que geralmente são formados por duas mulheres e um homem, costumam ter a vida rotineira de um casal  comum. Muitos dormem na mesma cama, fazem as refeições e vêem TV juntos. Na hora do sexo o homem precisa tomar alguns cuidados para satisfazer as duas parceiras. Por razões óbvias, além das preliminares, ele têm que penetrar as duas e fazê-las gozar. para só então ejacular. Isso exige bastante auto-controle.

          Como se vê, não há limites para as fantasias que se possa ter no campo da sexualidade. Já no campo da ação, ideias que permitem ao casal esquentar o relacionamento, quando colocadas  em prática, podem ser o combustível que faltava para incendiar o desejo.

           Um casal que está  há muito tempo juntos acaba por fazer  sexo sempre da mesma maneira e entram para as estatísticas de casais que vivem e "disfunção de desejo" - a terceira maior causa de queixa sexual entre  homens e a segunda entre as mulheres. 

             Inovar é buscar uma alternativa que não prejudique ninguém e que possa resgatar felicidade a todos os envolvidos. Pode ser muito saudável e prazeroso enquanto durar. 

          Existem casais que buscam alternativas em Swings, mas é mais arriscado e não é seguro devido aos risco com DST. O casamento a três cria um envolvimento e dá mais segurança aos parceiros inovadores. Com mo prazer e a melhora no relacionamento, a infidelidade passa a ser coisa rara. na verdade, embora fosse mais raro e mantido a sete chaves, este tipo de relacionamento é bem antigo. 

           A grande dificuldade inicial para quem quer dar uma virada no relacionamento é a comunicação. É importante corrigir a falta de sintonia, procurando uma nova combinação de mensagens verbais e não-verbais que sejam mais condizentes com os sentimentos  de cada um. Conseguir enviar mensagens claras e consistentes, assumindo a responsabilidade pela sua metade, no que diz respeito à comunicação sexual, são duas importantes etapas  em direção ao aperfeiçoamento de qualquer relação. Mas é importante ter consciência de que uma comunicação clara e sem duplos sentidos é responsabilidade de ambos. 

              A interpretação errônea das intenções de um parceiro é fonte de fracassos na comunicação sexual. Isto acontece porque as pessoas compreendem de forma diferente os valores básicos como o amor, fidelidade e compromisso. É por meio de nossa educação e experiências de vida que aprendemos o verdadeiro significado destas palavras. E assim, quando duas pessoas têm  experiências e educação diferentes , existe a possibilidade de haver confusão  na interpretação desses conceitos. 

             Inicialmente a mulher tende a fazer a vontade do parceiro, mais motivada pelo medo de perdê-lo ou pelo desejo de controlá-lo, do que pelo seu próprio prazer. Para ela, prazer garantido só é possível quando a relação for apenas sexual e os sentimentos  minimizados. Geralmente só aceita quando não ultrapassam seus limites. Já o homem está mais preocupado com o prazer do que com os sentimentos. Para ele o relacionamento a três representa  a realização de sua mais profunda fantasia de forma prática, econômica e segura. 

             A forma mais fácil de conseguir um relacionamento a três  é dando preferência à amiga mais próxima do casal. É que nessa condição já existe confiança, simpatia e amor fraternal que são condições indispensáveis para um bom entendimento. 

             O mais importante, em qualquer espécie de relacionamento, é a busca da felicidade pela troca de prazeres, onde todos se sintam bem à vontade e sem cobranças desnecessárias. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO    

Clique no link > PINTURAS DO ROMEO





terça-feira, 19 de outubro de 2021

ATRAÇÃO SEXUAL

 


         A atração sexual entre pessoas, sejam elas do mesmo sexo ou de sexo diferente, depende principalmente do visual e do odos, mas também do que sentem ou pensam um do outro; isso acontece com muita frequência, embora confundam o que cada um acha que o outro tem de atrativo. Os homens costumam achar que as mulheres gostam de braços e ombros musculosos, além de um pênis grande. Mas quando essa mesma pergunta é feita para as mulheres, quatro entre dez dizem que nádegas sexy e bem-feitas  são a parte mais atraente de um homem, seguidas de um ventre magro e liso e de olhos bonitos. Para a maioria delas, o tamanho do  pênis é um detalhe menos importante. Quanto a braços musculosos elas nem sequer falam a respeito. 

          Além do visual, há toda uma outra linguagem de atração da  qual mal temos ideia. O odor ocupa um papel importante para ambos os sexos. Eles são portadores de importantes mensagens químicas que são absorvidas e imediatamente transmitidas ao cérebro. Quando não agrada, o possível relacionamento fica de antemão comprometido e dificilmente irá adiante. As pessoas costumam susar perfumes com o objetivo de atrair pelo odor. A indústria de cosméticos está sempre à procura de uma fórmula  mágica para atrair o sexo oposto. Muitos dos estudos e pesquisas são baseados no comportamento dos animais. Em alguns desses animais, o odor  é um atrativo sexual muito desenvolvido. As mariposas produzem odores capazes de atrair machos a quase dois quilômetros de distância. Os gatos também produzem substâncias altamente atrativas para o sexo oposto. Tais substâncias entram na composição de perfumes para aumentar a atração sexual entre humanos, mas não há evidência positiva de seu resultado para garantir que funcionam com a mesma eficiência  entre as pessoas. os macacos também produzem esse tipo de sinal. Quando estão sexualmente receptivas, algumas fêmeas secretam substâncias em seu fluido vaginal. Elas são moléculas de estrutura química muito simples e tem o nome de "copulinas". As mulheres, aparentemente produzem substâncias similares nas suas secreções vaginais. Os especialistas concluíram que isso significa  que elas estão mais receptivas para o sexo em determinados períodos. Partindo dessas pesquisas foram produzidos alguns aromas para serem utilizados pelas mulheres com o objetivo de atrair os homens. Mas é preciso considerar que a mulher vai atrair artificialmente qualquer homem e sem sempre é o que ela deseja. 

             Os milhões de dólares gastos pela indústria de cosméticos em perfumes e loções são, provavelmente, bastante incidentais para a questão de quem se aproxima de quem e como. 

          Alguns biólogos acham que os homens estão geneticamente  programados para uma ampla variedade de mulheres atraentes, e gostariam de levá-las todas para a cama; que sua missão ancestral  em relação à espécie é apenas espalhar seus genes. Quanto às mulheres, por tradição ancestral, parecem desejar um parceiro  que protegerá suas crianças recém-nascidas; alguém responsável e competente. Portanto, para elas, a atração sexual tende a ser mais do que uma simples questão de nádegas e barrigas lisas. Talvez tenha muito mais com o fato de um homem ser gentil, atencioso e dedicado, tanto quanto forte e confiável. Mais do que atrair para o sexo e o relacionamento, pressupões uma partilhas de vida porque o sexo é apenas uma parcela do relacionamento entre duas pessoas. É daí que vem a ideia de companheirismo, cumplicidade  e amor fraterno que unem pessoas nos mesmos objetivos formando almas gêmeas. 

Nicéas Romeo Zanchett

CONHEÇA A OBRA LITERÁRIA DO ROMEO 

Clique no link > LIVROS DO ROMEO



segunda-feira, 18 de outubro de 2021

CASAMENTO CELIBATÁRIO

             O casamento celibatário é aquele onde o casal, mesmo sentindo amor e atração, já não sente mais a necessidade de sexo. 

              Freud sempre considerou o homem como um animal sexual. Em seus livros ele prega que o sexo é vital e que ninguém pode sobreviver sem ele. É evidente que essa afirmação é exagerada, pois o número de casais que vivem felizes e sem sexo é muito grande. 

            Do ponto de vista biológico, o casamento é uma necessidade para a reprodução da espécie. Quando falo a palavra "casamento" estou me referindo á vida conjugal de um casal - homem e mulher e não à cerimônia nupcial. Por outro lado, a reprodução sexual  trouxe consigo a necessidade evolutiva da morte. É a clássica renovação que se dá para que o idoso ceda seu lugar a um jovem com capacidade para reproduzir. Sem considerar as implicações metafísicas ou religiosas do tema, há clara visão das razões naturais da morte e a necessidade para unir os sexos e garantir a continuidade das espécies.

            Os seres unicelulares - não sexuados - que povoaram os mares  primitivos da Terra não tinham necessidade de morrer. Morriam apenas por razões acidentais, como mudanças nas condições ambientais ou falta de alimento. Os parentes mais próximos desses seres, que ainda hoje sobrevivem , são as bactérias que,de certa forma, são virtualmente imortais uma vez que nunca envelhecem. Já as células humanas saudáveis cultivadas em laboratório não apresentam a mesma vitalidade. Reproduzem-se algumas vezes e depois para e morrem. A diferença está no fato de que a bactéria  é sua própria célula reprodutiva. Ela não precisa de sexo para passar seu DNA ás próximas gerações; basta realizar uma divisão celular para produzir outra bactéria, exatamente idêntica a ela. Entretanto, há ceres pluricelulares que se reproduzem por meio do sexo como os humanos, e são um tanto mais complicados. Seus corpos são constituídos de trilhões de células com especialidades distintas, que compõem diferentes tecidos e órgãos. Toda essa complicada máquina está a serviço de umas poucas células especiais chamadas germinativas - o óvulos e espermatozoides, que conjugados produzem uma vida garantindo que o DNA seja transmitido adiante. 

             Na medida em que envelhecemos, a manutenção do corpo saudável torna-se cara, biologicamente falando. As células reprodutivas já cumpriram, ou pelo menos tiveram a chance de cumprir sua missão e não há mais sentido em se conservarem e deixam de se renovar. As células velhas acabam morrendo, em um processo chamado "Apoptose" - morte programada, uma espécie de suicídio celular. Aos poucos, o corpo como um todo vai envelhecendo e também morre. 

             Do ponto de vista afetivo, tudo é mais simples e fácil de entender. Ao envelhecermos, os hormônios reprodutivos tendem  a se acalmar. Há uma quietude natural que desvia as atenções  para outros prazeres da vida. Tomemos como exemplo a mulher; o envelhecimento produz uma diminuição gradual da resposta sexual, embora mulheres em idade avançada seja capazes de ter  orgasmos. Pouco antes da menopausa começa a lenta reprodução dos níveis de estrógeno, afinando os tecidos da vagina - que então demora mais a ficar lubrificada para a penetração. Ao parar de menstruar, o nível de testosterona, hormônio responsável diretamente  pelo desejo, reduz em cerca de dois terços. O amor, antes forjado pelo intenso desejo, agora se torna fraternal, mas muito mais intenso. Nessas condições os parceiros podem tornarem-se celibatários e continuarem juntos e muito felizes. 

           Quando somos jovens nossos pensamentos estão sempre ocupados com a sexualidade. É natural porque estamos na fase  reprodutiva. Nesse período da vida, um casamento de muito tédio e pouco sexo, transforma o leito conjugal num templo de monotonia. 

             Pesquisas recentes apontam o sexo - heterossexual  ou homossexual - como a área de maior atrito entre os casais. Mais de 90% das separações acontecem porque não há mais entendimento na cama. As mulheres culpam os homens de as tratarem como objetos e esses se queixam da frieza de  suas parceiras. Quando um casal - não interessa se homo ou heterossexual - tem relações, o que acontece na maioria das vezes é que cada um se preocupa com seu prazer sem pensar no parceiro. No fundo cada um considera  que o outro lhe pertence. Trata aquela pessoa como se fosse sua propriedade e não quer dividi-la com ninguém. Em resumo, ele não quer ter relações sexuais com seu parceiro ou parceira, mas também não permite que este tenha com outro ou outra parceira. Isso gera ciúme, irritação e brigas. Muitas delas extremamente violentas. Seria muito mais justo e inteligente que houvesse liberdade, com responsabilidade. 

              Depois do evento da pílula anticoncepcional, o sexo liberou os instintos individuais e passou a ser maus uma forma de lazer. Esse lazer se transformou numa grande indústria sexual que envolve bilhões de dólares em todo o mundo. 

            Todos envelhecemos e, portanto, todos seremos celibatários. Alguns mais cedo, outros mais tarde. O foco das prioridades muda radicalmente e o sexo, que antes era prioridade, entra para as estatísticas como um prazer eventual e muito mais movido pelo amor fraternal do que pelo sexual. O importante para ser feliz é saber aproveitar cada fase da vida. Manter a vitalidade durante toda a vida significa estar disposto a reavaliar constantemente seu modo de pensar sobre as coisas que fazem parte do seu dia-a-dia. E isto começa, por exemplo, desde o perfume e o sabonete que usa à rotina do seu casamento. Implica em permanecer aberto a novas experiências, enfrentar desafios, preocupar-se mais em aprender do que em estar certo. Não importa se você está com 20, 50 ou 80 anos, a chave para pensar a vida está na flexibilidade. Manter-se envolvido e entusiasmado - em vez de deixar ser levado monotonamente ao sabor da correnteza; o caminho mais curto para embotar o cérebro é sepultar-se noite e dia em frente  da TV. O que nos mantém jovens e atraentes à medida que vamos ficando mais velhos são os nossos interesses - ler, escrever, cozinhar, cuidar de plantas e animais, ficar às voltas com as crianças e qualquer outra atividade de que se goste. 

             Até recentemente os cientistas acreditavam que as células do cérebro, ao contrário das outras do corpo, perdiam a capacidade de se regenerar e milhares eram perdidas todos os dias. Isso significa que o cérebro, como o corpo, ia perdendo a eficiência com a idade. Estudos recentes realizados por especialistas em envelhecimento provaram que as células do cérebro e os neurônios podem regenerar-se sim.  Cérebros continuamente expostos a um ambiente  rico em estímulos - companhia inteligente, novos desafios, novas ideias - tem um desempenho melhor até do que cérebros mais jovens. Mantendo-nos ativos e pensantes podemos conseguir que nossos cérebros continuem brilhantes e jovens até o último dia de nossas vidas. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A OBRA ARTÍSTICA DO ROMEO

Clique no link > PINTURAS DO ROMEO



 

OS FILHOS DO DIVÓRCIO


             O casamento era aquela instituição concebida para desafiar o tempo e o amor era uma aventura que se desenvolvia  além dele. A paixão viveria até a morte, lenta ou rápida. Todos, mesmo teoricamente, sabiam disso e aceitavam essas condições antes de casar. 

            A visão da relação amorosa durável e triunfante vem mudando a cada dia. As pessoas estão se unindo já pensando em como ficarão depois que a paixão acaber e estiverem separados. E, naturalmente, os bens materiais, que porventura adquirirem, é o primeiro item da lista de prioridades. Talvez fosse interessante  que, ao casar, pensassem também nos filhos que virão e como será a vida deles no caso de uma separação. 

          É inegável que as formas de vida moderna estão promovendo um aumento generalizado na fragilidade dos casamentos. É até mesmo possível que um índice relativamente alto de divórcio seja uma concomitante inevitável das modernas condições sociais em que os casais se vêem. 

            Nos casamentos que acontecem mais por necessidade emocional  do que por razões econômicas o risco de separação é provavelmente bem maior. Com o passar do tempo, o que dava prazer emocionalmente, pode tornar-se significativamente menos satisfatório e as razões para continuarem juntos tendem a parecer cada vez menores. Nessa situação, quando a atração romântica começa a evaporar e o amor não está mais presente, os parceiros passam a cultivar seus próprios egos de forma impressionante.  

              Quando as relações de um casal vão mal, nem sempre isto se deve exclusivamente a problemas de sexo. O mais provável é que as más relações, oriundas de diversos fatores, se reflitam também  na área sexual. É raro casais se darem perfeitamente bem em todas as áreas, mas o sexo continua sendo um fator determinante para a separação. 

             Vivemos numa sociedade em que cerca de metade dos casamentos serão desfeitos. Isto sugere um grave alerta para os possíveis problemas das crianças. A situação levanta outra questão que é o grande comprometimento da saúde mental dos filhos do divórcio. Muitos se tornam joguetes de ódio e de ressentimentos. 

            As "Varas de família" estão lotadas de brigas pela guarda dos filhos. A maioria dos casais que se divorciam procura, consciente ou inconscientemente, uma oportunidade para castigar o outro fazendo-o sofrer. Não importa como se sentirão os filhos, vencê-lo é uma questão de honra. Pela maneira como certas mães e pais reivindicam a posse deles, deixa evidente que a criança não é o principal alvo de interesse. A finalidade visada é mesmo castigar  o ex parceiro e conseguir dele as maiores vantagens financeiras possíveis. O ex-marido precisa pagar para garantir o convívio com os filhos. 

             Mães manipuladoras são tipos muito comuns. São mulheres  imaturas, que nunca admitem culpa; ficam ressentidas, sentido-se desprezadas ou abandonadas. O pensamento equilibrado é substituído pelo ódio. E, em seu desespero, ela procura ganhar a simpatia dos filhos falseando a verdade. Sua ambição e ódio não lhe permitem visionar que eles crescerão e então, inevitavelmente, ela cairá no descrédito de um filho adulto. 

           Um dos principais problemas dos filhos da separação é o afastamento do pai ou da mãe, fruto do arranjo típico de visitações quinzenais nos fins-de-semana e na metade dos períodos de férias. 

            A maior participação dos pais na vida dos filhos vem pressionando as mudanças no sistema jurídico. A busca para saber  quem é o mais capaz dos genitores tem sido uma prática cada vez mais comum na justiça. 

           Um novo perfil de família está surgindo. A guarda compartilhada parece ser a forma mais benéfica para os filhos de pais divorciados e é a tendência nas varas de família. A guarda dos filhos não é apenas da mãe ou do pai, mas compartilhada entre o casal. Entretanto, para que isso possa acontecer é preciso que os novos divórcios sejam emocionalmente maduros, economicamente  independentes e tentem fazer tudo para o bem das crianças. 

             A situação jurídica da guarda compartilhada tem duas vertentes. Na primeira delas, a criança passa um tempo com o pai e outro com a mãe, desde que haja proximidade da casa deles e do colégio. Na outra, há uma ampla convivência, sem visitas rígidas, e os pais tomam junto as decisões. 

           Para felicidade das crianças, muitos pais são diferentes e as mães compreendem que a convivência com o pai é fundamental para o equilíbrio emocional dos filhos. 

              A nossa constituição estabelece ser o sustento dos filhos  uma obrigação não só do pai como também da mãe. Felizmente o padrão de mulher que só pensa no dinheiro da pensão e usa os filhos como joguetes de uma insana vingança contra o ex-marido está em vias de extinção. 

              Quando a mãe, no momento da separação, não está trabalhando, os novos juízes costumam determinar uma pensão só por um ano, até que ela possa sustentar a si e aos filhos quando então pode haver uma revisão dos valores. Há sempre um consenso no qual a maioria dos menores fica com a mãe, mas o número de pais com guarda está aumentando. Sempre que esta situação for a melhor para a criança, o juiz  tende a dar a guarda ao pai, mas os cuidados psicológicos nunca podem ser esquecidos. Existem "pais" e "pais". Partindo dessa premissa, o pai candidato à guarda dos filhos deve antes passar por um rigoroso exame psicológico. Muitos, aparentemente normais, têm sérios problemas psiquiátricos e até dependência de álcool e outras drogas e, nessas condições, quem sofrerá as consequências será sempre a criança. 

             Por outro lado, hoje vemos pais altamente participantes. Em razão disso a ótica da lei  está mudando. O principal critério é a maior disponibilidade para os filhos, o laço afetivo mais profundo e, principalmente, o que realmente for melhor para a criança. O pai pode obter a guarda em caso de mãe negligente, que vive fora de casa e deixa os filhos sozinhos; mãe que usa a pensão alimentícia dos filhos em benefício próprio e não das crianças; mãe emocionalmente prejudicial às crianças.

            Outra questão que tem surgido nas varas de família é em relação ao direito de visitação dos avós que estão brigados com os pais e são impedidos de ver os netos. E, quando os avós são melhores do que o pai e a mãe para as crianças, o juiz pode até dar a guarda para eles. Em muitos casos até padrastos tem conseguido na justiça a visitação obrigatória de netos de criação e enteados. 

              A partir de 12 anos, quando por lei a criança é considerada adolescente, ela também pode ser ouvida para dizer com quem prefere ficar, desde que seja referendada pelo juiz. Neste caso a decisão é auxiliada pela avaliação de uma equipe de psicólogos e assistentes sociais. Muitas vezes o filho quer ficar com o pai porque ele é mais relaxado; deixa-o faltar às aulas, ficar diante do computador ou da TV e ir dormir na hora que quiser. A investigação analisa o motivo de cada escolha para buscar o melhor para garantir o bem-estar da criança. 

             Por tudo isso, antes de casar, pense também nos filhos que terão e como ficarão no caso de divórcio. Agindo assim você não irá contribuir para o aumento no número de desajustados do nosso mundo. 

Nicéas Romeo Zanchett 

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO

Clique no link > PINTURAS DO ROMEO


        Este artigo está na página 59 (volume 2) do livro AMOR E SEXO SEM PRECONCEITOS -


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

SOB O DOMÍNIO DO CIÚME

            A relação amorosa cria laços únicos, talvez os mais intensos que somos capazes de formar. Além do envolvimento sexual, há também a união, a cumplicidade e a entrega. Quando a traição vem romper esses laços, a raiva que sentimos é proporcional ao afeto anterior. Nós a vivemos como uma forma de intromissão em nosso próprio âmago, uma espécie de invasão da alma. 

            O ciúme surge quando começamos fantasiar acerca de um terceiro elemento que, em nosso imaginário, passa a compor um triângulo amoroso conosco. O sentimento de inferioridade toma maior vulto quando passamos a atribuir-lhe qualidades que não possuímos. Por isso o rival desconhecido é mais assustador. Nunca tendo visto e nem possuindo uma foto para melhor nortear  nosso pensamento, passamos a investi-lo de tudo o que consideramos ideal. Esta é a atitude mais comum de quem está dominado pelo ciúme. 

            Evidentemente não há garantias no amor. E o ciúme é o "demônio perigoso" que solapa nossa segurança e alimenta nossos medos mais profundos e secretos. A arte de lidar com o ciúme começa com o tipo de relação que cada um tem consigo mesmo, com a capacidade de reconhecer e de lidar com aquilo que os teóricos chamam "aspecto interior infantil de personalidade". 

           O triângulo amoroso, imaginário ou real, traz à tona  fantasias submersas relacionadas ao Complexo de Édipo (ou Eletra). Aquela fase entre 4 e 7 anos, quando o desejo de tomar para si a mãe (ou pai) se transforma em uma obsessão. Os meninos sonham seduzir a mãe, e as meninas flertam com  o pai, tentando vencer os encantos da mãe. Mas, destinados a perder, soterram sua raiva e sofrimento, e desistem dessa conquista impossível. Algumas mães observam com carinho as artimanhas das filhas pequenas para tomar-lhe o marido. Mas outras podem reagir com rigor, transmitindo o recado de que a insistência na rivalidade poderá levar a menina à perda do amor. E o recado fica sempre armazenado.  Com a chegada da idade adulta, qualquer rival que ameace o equilíbrio de uma relação amorosa reaviva esses sentimentos reprimidos. De repente, nossas qualidades parecem desinteressar e nos vemos tomados de insegurança, ódio, e uma insuportável sensação de derrota. Sem saber que boa parte desses sentimentos provém do passado, nos surpreendemos com a violência gerada pelo ciúme. Nessas condições, a vingança é um ato que vem imediatamente á cabeça. E para satisfazer este sentimento procura-se uma forma de atingir aqueles que imaginam serem os culpados. 

            Perder o amor é o medo maior. às vezes basta imaginar que o amado está interessado por alguém para que nossos dias se encham de sofrimento. E mais sofremos quanto mais somos desconfiados, vendo ameaças onde não existem, provocando a própria vida de dúvidas. Freud descreveu o ciúme como "uma ferida narcisista" - um doloroso golpe para a auto-estima. 

             Os sentimentos gerados pelo ciúme são tão primitivos que muitas vezes nos arrastam a atitudes completamente fora do nosso padrão de comportamento.

            Mesmo sem ter a menor certeza de que nossa imaginação não está nos enganando, podemos mandar bilhetes ameaçadores, dar telefonemas anônimos; procuramos difamar e denegrir a imagem dos supostos adversários que geralmente nem conseguem entender o que está acontecendo. 

            Numa relação amorosa revelamos nossa essência. E, embora estejamos dispostos a partilhar nossos sentimentos mais pessoais, a entrega nos torna vulneráveis porque confidenciamos coisas muito pessoas com a pessoa amada que mais tarde poderão ser usadas contra nós. Nessas horas, por mais que sejamos seguros, temos sempre a impressão de que há algo errado conosco, e que ninguém nunca nos amará. É então que surge a raiva , como uma espécie de defesa contra a humilhação e o sofrimento causados pelo ciúme. São sentimentos muito perigosos, pois vem sempre junto com o desejo de vingança. A raiva funciona como um remédio contra a depressão e a autocomiseração. É preciso muito cuidado, porém, para que não nos cegue e nos leve a cometer loucuras irreparáveis. 

            Os ciumentos mais violentos, porém, são as pessoas possessivas e inseguras. Para elas o amor sempre se transforma em armadilha, pois estão certas de que, se não "controlar" a pessoa amada, ela irá embora. Não tendo desenvolvido sua auto-estima, tenta fabricar uma identidade para si através da fusão com mo parceiro e entram em pânico diante da ideia de que este possa deixá-lo, mas não consegue perceber que é exatamente isso que inevitavelmente está provocando. Em casos extremos, podem tornar-se perigosos.

              Responsável por tantos crimes, o ciúme é geralmente visto como sentimento negativo e destrutivo. As diferenças entre ciúme normal e patológico se confundem. Mas a verdade é que em sua forma normal pode até ter uma função biológica, pois, de acordo com os antropólogos que tem estudado o assunto, se  não fosse necessário para a evolução da espécie, esse sentimento já teria desaparecido. 

             O ciúme de um violento pode até levá-loa matar a pessoa amada. Atos dessa natureza estão mais próximos da loucura     do que ciúme; felizmente poucos são os que ultrapassam a barreira  que separa a raiva, mesmo intensa, da violência. Mas todos nós conhecemos em algum momento a força do ciúme e sua capacidade de alterar não só nossos sentimentos como também nosso comportamento. Basta o parceiro se deitar com outra pessoa - ou apenas desejar fazê-lo - para despertar em nós ímpetos assassinos. 

             A mulher ciumenta se preocupa em salvar a relação á qualquer  preço, enquanto o homem fica mais enraivecido e se preocupa em proteger a auto-estima. Entretanto, os dois sexos  tem reações comuns. O ciúme consegue desarticular o ego adulto e fortalecer os aspectos infantis que contém. Exatamente por isso é tão terrível. Tem capacidade de transformar  adultos em crianças assustadas, choramingando pelos cantos, flagelando-se destrutivamente, ameaçadas e sem controle. Além de todo o sofrimento acrescentamos a vergonha e a culpa por sermos ciumentos. 

             Por mais detestável e doloroso que seja, o ciúme é também um acompanhamento inevitável do amor e um testemunho evidente de vitalidade. Ter ciúme é querer e, geralmente, é disposição para lutar pelo próprio amor. Como tal, torna-se muito mais perigos quando elegantemente insistimos em negá-lo do que quando juntamos nossos cacos e nossa coragem para enfrentá-lo. 

              O ciúme é uma emoção protetora, que nos põe em estado de alerta para defesa daquilo que mais prezamos. A dor funciona como uma luz de alerta dizendo para prestarmos mais atenção,tomar cuidado. Por isso a negação do ciúme, embora pareça uma atitude sensata, é arriscada e pode levar à alienação, à ansiedade e a tentativas disfarçadas  de vingança. Ele conduz à acusação. mas isso só faz colocar o outro na defensiva e leva a discussão a um impasse. Em geral, quando estamos com ciúme reagimos com gritos, choro, acusações, ou até mesmo agressões físicas. Muitos se calam e guardam um silêncio ressentido. Nesse contexto, não conseguiremos apresentar nossos sentimentos de forma clara e nem criamos um clima propício para discutir o assunto amigavelmente. A melhor forma de lidar com esse poderoso sentimento é nunca afirmar que o outro fez isso ou aquilo, mas falar de como a gente se sente diante da situação. Se conseguirmos admitir honestamente nosso ciúme, e falar de nossas ansiedades e fantasias de abandono, veremos que o sofrimento torna-se menos intenso ou até desparece. 

            Devemos deixar a superfície e descer às raízes, ao sentimento de desamparo. Agindo assim estaremos protegendo a relação e dando-lhe possibilidade decrescer e amadurecer. 

            Às vezes uma infelicidade esconde um problema mais profundo da relação, ou acontece como expressão de raiva, ou retaliação. Algumas relações até melhoram depois que uma traição é detectada e discutida. 

           Com a entrada de um rival, algumas mulheres se encolhem, enquanto outras ficam tão tomada pela disputa, que "vencer" se torna a questão principal. Essas reações estão ligadas à primeira luta amorosa. Procurar evidências, embora humilhante, é uma forma de não ficar sofrendo passivelmente. 

             Muitas vezes  a sexualidade desenfreada que atribuímos a nosso parceiro é apenas aquela que nós mesmos gostaríamos de estar vivendo. O trauma de uma infidelidade pode levar o casal a reavaliar sua relação e analisar seus pontos de vista. Esta pode ser a forma encontrada por um dos dois para forçar essa confrontação. 

Nicéas Romeo Zanchett

CONHEÇA A ARTE DO ROMEO

Clique no link > PINTURAS DO ROMEO

 

domingo, 26 de setembro de 2021

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO NO CASAMENTO

 


            A comunicação é um fator fundamental na vida de um casal. Normalmente as pessoas compreendem de forma diferente os valores básicos como  amor, fidelidade e compromisso.

        A interpretação errônea das intenções do parceiro é fonte comum de fracassos na comunicação sexual. Conseguir enviar mensagens claras e consistentes, e assumir a responsabilidade pela sua metade, no que diz respeito à comunicação sexual, são duas importantes etapas em direção ao aperfeiçoamento de qualquer relacionamento. As mensagens mal expressadas e mal recebidas sempre levam ao desentendimento. Se há erros de interpretações desde o início de um relacionamento e se não houver uma comunicação direta para acabar com tais erros, mesmo amais bem intencionada tentativa de entendimento estará fadada ao fracasso. Os erros de interpretação aliados a significados diferentes, que normalmente já existem num relacionamento, podem se reforçar  para produzir situações de conflitos. 

           Os comportamentos sexuais são particularmente passíveis  de falsas interpretações. O que para uma pessoa não passa de um flerte inconsequente e despido de significado pode ser interpretado como um ato de sedução por outra. 

         Aprendemos o significado das palavras por meio de nossa educação e de nossas experiências de vida. Quando duas pessoas têm experiências de educação diferentes, que normalmente é o que ocorre, existe a possibilidade de haver confusão na interpretação. O que uma mulher acredita ser um comportamento feminino pode ser visto pelo parceiro como uma atitude de dependência, fraca e sufocante. 

           A mulher, pela própria natureza, tem um lado romântico muito mais acentuado do que o homem. Isso pode levá-la a imaginar que se seu parceiro realmente a amasse trar-lhe-ia flores de vez em quando e mostrar-se-ia mais apaixonado na frente de outras pessoas; ele, no entanto, acredita que se deve demonstrar amor garantindo-lhe uma boa casa e segurança financeira. Como consequência dessas diferenças básicas eles nunca discutem o significado que a palavra amor tem para ambos, e em nome do amor se atacam e se defendem constantemente. As palavras amor, compromisso e fidelidade aparecem frequentemente em suas conversas, mas nunca discutem o que cada um desses conceitos quer de fato dizer para seu companheiro. 

            Os comportamentos sexuais são particularmente passíveis de falsas interpretações. Um dos obstáculos que pode surgir num diálogo mal interpretado é quando um dos parceiros demonstras querer alguma coisa considerada impossível ou não aceita pelo outro. Ou seja, um pode formular um desejo de tal maneira que sua realização se torne virtualmente impossível para o outro. É possível corrigir falta de sintonia procurando uma nova combinação de mensagens verbais e não-verbais que sejam mais condizentes com os seus sentimentos. Se um tal desejo for expresso honesta e gentilmente, frequentemente pode ser realizado através de experiências e tentativas de ambas as parte. Se, no entanto, ele se tornar uma exigência unilateral, será simplesmente mais um fator de desavença. 

            Uma boa parte das dificuldades na comunicação entre casais ocorre quando existe desconfiança no relacionamento. Quanto  maior for a desconfiança tanto mais provável que as pessoas deixem  de se comunicar diretamente, passando a interpretar ou tentar adivinhar o que se passa dentro do outro. Agindo com base  em adivinhações, duas pessoas não sé darão muitas oportunidades  para reduzir a desconfiança existente entre ambas. 

Nicéas Romeo Zanchett

CONHEÇA A OBRA ARTÍSTICA DO ROMEO 

Clique no link > PINTURAS E ESCULTURAS DO ROMEO