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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
AMOR E SEXO - SEM PRECONCEITOS - VOLUME 2: A INFIDELIDADE TEM ORIGEM ANCESTRAL
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
AMOR E SEXO NA MITOLOGIA
Na mitologia greco romana, as referências aos deuses portadores de sexualidade são intensas. Entre ele Pã, Priapo, Dionísio, Zeus, Apolo, Eros, Hera, Deméter, Afrodite, além dos Silenos e Centauros. Cada uma dessas divindades representa uma forma de iniciação à sexualidade. Trata-se de um modelo de fantasia pelo qual é possível experimentar as várias modalidades do instinto sexual.
O culto a essas divindades e os ritos iniciáticos realizados em seus templos são vividos como mistério do masculino e do feminino. Eles retratam a aquisição do conhecimento sobre a vida e a morte, implicando na transformação da consciência e respeito da sexualidade.
Na nossa cultura religiosa judaico-cristã, não dispomos de uma imagem divina como exemplo a ser seguido na iniciação sexual. Na mítica cristã, por exemplo,a figura de Cristo apresenta-se totalmente destituída de afetos, ideias ou atitudes sexualizadas. No mito judaico-cristã, o surgimento de um novo padrão de consciência e a tomada de conhecimento do poder criador, soba forma da descoberta da sexualidade por Adão e Eva, configuram realidades a eles interditadas. Eles descobrem a sexualidade e seus poderes sem a permissão do deus criador. Na simbologia, depois de comerem a maçã e acordarem para um novo tempo, homem e mulher se descobrem nus e se envergonham. Comer o fruto proibido da árvore do conhecimento representa descobrir em si mesmo a capacidade para conceber outro ser à sua imagem e semelhança. Naquele momento, homem e mulher unidos descobrem-se como criatura e criador.
Saber que somos seres sexualizados e, portanto, com competência para gerar outro ser semelhante a nós mesmos nos confere poderes temerários que demandam um padrão de consciência alicerçados na condição reflexiva. A capacidade de questionar a si mesmo colocando-se no lugar do outro.
O conhecimento consciente da sexualidade representa a entrada de um grandioso quantum de energia que se traduz por um estado de confusão mental, permeando sentimentos dispares: prazer, medo, vergonha, etc. Durante as transformações da adolescência, ritos iniciáticos são necessários para aprender lidar com esse fenômeno tão pouco compreendido. A masturbação é o modo mais prático que permite conhecer os instintos sexuais, desejos e o próprio corpo.
O corpo denuncia o sofrimento da alma. O estudo das manifestações mórbidas da psique; a psicologia demonstra que a grande maioria dos distúrbios orgânicos expressa tentativas de solução ou disfarces para os conflitos internos. Muitos dos sintomas corporais são mensagens ou expressões da psique e podemos encontrar neles um significado simbólico. É possível facilmente constatar que esses distúrbios estão ligados à negação ou representação da sexualidade.
Em um ciclo de conferências da Universidade Ford-ham, em Nova Iorque, em setembro de 1912, Jung propõe que a etiologia da neurose não seja mais buscada no passado, em desejos sexuais infantis reprimidos, mas no presente, convertendo a neurose em um malsucedido ato de adaptação às dificuldades atuais. A psicologia junguiana utiliza os mitos como recursos de ampliação de materiais psíquicos.
A TPM - tensão pré-menstrual, síndrome caracterizada por retenção hídrica e alterações humorais, pode ter seu sentido simbólico ampliado pela dinâmica de Dionísio, deus da orgia, do êxtase, da embriaguez, do prazer, da fertilidade, mas também do úmido e do quente (contrates), cultuada por todos e cada manifestação cotidiana de festejo pela vida. Quando, ao contrário, ele é negado pela rigidez de nossas estruturas sócio-culturais (como inflexibilidade ou condutas obsessivo-compulsivas), simbolicamente se manifesta pelo "enlouquecimento do corpo", pela irritabilidade, por dores físicas, etc.
A grande deusa Deméter, perseguida por Poseidon, metamorfoseia-se em égua e é violentada pelo deus cavalo. Deméter concebe dois filhos desse encontro: o filho cavalo Árion e a filha Despoina (ou Despina) que significa neve, frieza, algo gélido, expressão incontestável do seu feminino ferido. O único lugar onde Despoina pode ter seu nome pronunciado é nos ritos de Elêusis, dentro do recinto sagrado. Desse relato mítico é possível inferir que a frigidez feminina é decorrente de abusos, violência explícita ou de caráter estritamente emocional.
Pã, deus da floresta e dos campos, que deu origem á palavra "pânico", é abandonado pela sua mãe Filira, que fora violentada por Crono. Pã é levado pelo pai ao Olimpo, onde é criado e recebe dotações de todas as divindades. Pã desce à Terra e, desejoso de companhia, fica a observar as ninfas. Para atraí-las toca divinamente sua flauta doce. Quando fascinadas, as jovens se aproximam e ele sai de trás dos arbustos, se mostra por inteiro e corre em direção a elas. Era um jovem belíssimo da cintura para cima, mas excitado pela presença feminina, exibe seu pênis de cavalo com tamanho descomunal. As ninfas, ao vê-lo, fogem "em pânico" - o que sugere uma problemática sexual no cerne dessa síndrome.
Dafne, inca da beleza espetacular, atrai Apolo que se apaixona por ela e tenta seduzi-la. Em um primeiro momento, a jovem ignora a presença divina, mas Apolo insiste e Dafne foge desesperada. Para enganá-lo transforma-se em fêmeas de muitas espécies de animais. O deus não desiste e a persegue também metamorfoseado na forma animal de machos correspondentes às fêmeas. Por fim Dafne, exaurida pelo assédio, implora que seu pai, o rio Peneu, a transforme em uma árvore - o Loureiro. Apolo, não podendo possuí-la, arranca-a do solo, leva-a para seu jardim e faz de seus ramos e folhas uma coroa de louros, mantendo-a como eterna prisioneira. Nesse caso, a casca e o tronco da árvore podem ser vistos como a armadura protetora usada pela ninga contra os desmandos da sexualidade. Aqui temos a simbologia dos aspectos psicológicos da obscenidade, em especial suas relações com a sexualidade.
Zeus, o divino deus Olímpico, amou Métis, a deusa da prudência, que concebeu uma filha, Atena. Alertado, entretanto, por um oráculo de que, se tivesse um segundo filho com aquela deusa, o menino seria maior que o pai. Então, para garantir seu lugar de deus supremo, devorou Métis, ainda grávida da primeira filha. Entretanto, a gestação da deusa Atena continuou no corpo de Zeus. Muito tempo se passou até o dia em que ele foi assolado por uma insuportável dor de cabeça. Nada conseguia amenizá-la. Desesperado, procurou seu outro filho Hefeso, o deus artesão das forjas, pedindo-lhe ajuda. Hefeso então criou o machado com o qual cortou a cabeça de Zeus. Nesse instante surgiu Atena, adulta, com 21 anos de idade, vestida e armada, soltando um grito de guerra em defesa do pai.
Ao nos servirmos dessa realidade simbólica podemos olhar para nós mesmos, compreendendo e elaborando melhor os distúrbio da nossa própria sexualidade.
Nicéas Romeo Zanchett
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quarta-feira, 27 de outubro de 2021
O CORPO HUMANO DA JUVENTUDE À VELHICE
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
O VIAGRA NÃO EVITA E NEM CURA A IMPOTÊNCIA
Quando o pênis está relaxado e não há nenhum tipo de excitação sexual, a quantidade de sangue que entra pelos vasos sanguíneos do corpo esponjoso é a mesma que sai.
Quando o cérebro recebe um estímulo sexual, células do corpo cavernosos do pênis liberam óxido nítrico. Esse óxido atua sobre a molécula chamada GMP (guanosina monofosfato cíclica), responsável pela dilatação dos vasos e relaxamento do corpo esponjoso, o que permite a ereção. Mas a enzima PDS (fosfodiesterase 5) pode estragar tudo, inativando a GMP cíclica. Quando isso ocorre, a mesma quantidade de sangue que entra,sai do pênis e ele não fica ereto o suficiente para a penetração na vagina.
O Viagra age bloqueando a PDE5. Com isso, a GMP cíclica volta a entrar em ação. Desse modo, os vasos do corpo esponjoso se dilatam para o sangue entrar até o ponto de expandir o tecido erétil e comprimir as veias que fazem o sangue sair do pênis. Com as veias comprimidas, o sangue é bloqueado dentro do corpo esponjoso e o pênis se mantém ereto. Mas o estímulo sexual, que inicia todo o processo, é fundamental para a ereção.
A pílula facilita a ereção, mas não evita a impotência em casos como a obstrução das artérias de membros inferiores.
O processo de ereção depende diretamente da excitação do homem. O Viagra não é um excitante e nem atua sobre o sistema nervoso central nesse sentido. Ao agir de modo específico sobre o corpo cavernoso, que é o tecido erétil do pênis, a droga facilita a ereção, mas não a provoca se houver causas psíquicas ou orgânicas impedindo o estímulo sexual.
A disfunção da ereção pode ser vista como um problema global, que envolve o corpo e a mente. Tudo depende do estado físico e mental do indivíduo. Assim sendo, uma preocupação, cansaço, ou estresse podem neutralizar o efeito do Viagra pela falta de excitação que é componente indispensável para que o mecanismo funcione. Um paciente deprimido não consegue ter uma vida sexual normal. Da mesma forma, um homem que se excita com uma parceira, mãs não com outra, também não terá sucesso com a pílula. Observe como a excitação é importante para que o pênis fique ereto. Muitos homens se excitam normalmente, mas mesmo assim usam comprimidos para ereção. Nesse caso ele funciona como um estímulo psicológico; uma espécie de efeito placebo.
O remédio pode dar bons resultados quando o homem tem a ereção, mas perde durante a relação sexual; isso acontece por um problema chamado "fuga venosa". Nesse caso o sangue foge do pênis, não ficando nele o tempo necessário para que a ereção seja mantida até o orgasmo. Como o famoso comprimido tem a prioridade de concentrar por mais tempo o sangue na região genital, pode ajudar na impotência. Mas até 70% dos casos são de origem psicológica e nestas condições o efeito do remédio também é apenas psicológico e não necessariamente de efeito químico. Ele produz um estado de segurança para o indivíduo que sem ele se sente inseguro e temeroso. É a tal impotência psicológica que afeta homens organicamente saudáveis, mas psicologicamente enfermos.
Há vários motivos que causam a impotência, tais como a anemia, o diabetes não controlado, a insuficiência renal, baixos níveis de testosterona e a atrofia dos testículos. É preciso investigar bem as causas do problema, para que se possa tratá-lo adequadamente. Se houver obstrução das artérias cavernosas, por exemplo, não adianta tomar a pílula, pois o pênis não enrijecerá e corre-se o risco de um enfarto.
Basicamente a droga funciona com efeito químico, em casos leves e impotência, em que o pênis não fica rígido o suficiente para penetrar na vagina. E isto pode acontecer com homens de qualquer idade, inclusive jovens. Os jovens também apresentam problemas sexuais, sobretudo devido á ansiedade quanto ao desempenho. Nestes casos o tratamento deve ser estritamente psicológico e não químico. Aqui aproveito para dar um alerta aos jovens que estão fazendo uso destes medicamentos para impressionar as garotas; muitas vezes tomam, irresponsavelmente, mais de um comprimido; nesse caso o risco é enorme porque podem manter o pênis cheio de sangue por longo tempo causando sérios danos (uma espécie de priapismo) e, muitas vezes acabam num hospital para drenar o sangue.
A rigidez do pênis é resultado de um complexo mecanismo do qual participam os sistemas neurológico, vascular, hormonal e psicológico. Para se utilizar a terapia adequada é indispensável identificar a causa correta da perturbação que a provoca. Sem isso. qualquer tratamento irá fracassar.
Hipertensão, doença coronariana, tabagismo, drogas e traumas pélvicos podem levar à impotência. Só o médico, depois de avaliar todas as possíveis causas da impotência, irá diagnosticar e prescrever o tratamento certo.
Jamais faça uso de drogas para resolver problemas de impotência sem rigorosa orientação médica.
Nicéas Romeo Zanchett
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A IMPOTÊNCIA SEXUAL E OS AFRODISÍACOS
Desde que o homem surgiu na terra foi vítima da impotência sexual. E, justamente para fugir deste fenômeno, ele procurou nos vegetais simples ou compostos, condimentos e substâncias estimulantes, um paliativo para o mal de origem orgânica. Para aumentar a potência sexual, inventou-se toda uma farmacopeia natural de beberragens e receitas "infalíveis" e supostamente capazes de garantir a ereção. A ciência de hoje prova - e os homens sabem disso desde sempre, que tais soluções milagrosas só funcionam para disfunções de ereção de origem emocional. A pimenta, por exemplo, só serve para abrasar a mucosa da boca, esquentar o trato digestivo e inflamar as hemorroidas. Para quem não sofre de nenhuma disfunção, especiarias como canela, cravo, ginseng, catuaba, etc., podem no máximo dar suporte psicológico à libido e enriquecer os preparativos para a festa dos sentidos.
A verdade é que a manutenção da ereção depende diretamente de uma boa saúde. E aí entra o fluxo sanguíneo que depende de um bom coração que bombeia o sangue por veias desobstruídas; pois o pênis só fica ereto quando está cheio de sangue. Uma boa saúde depende de uma boa alimentação, descanso em noites bem dormidas, ar puro para oxigenar o sangue e por aí vai.
As recentes novidades da medicina como o famoso Viagra não resolve o problema da impotência; apenas provoca e prolonga a ereção atuando diretamente no fluxo sanguíneo. Por outro lado, é preciso ter boa saúde para usá-lo, e sempre com orientação de um médico, pois é perigosíssimo.
Nicéas Romeo Zanchett
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O SEXO DURANTE A MENSTRUAÇÃO
A menstruação não é um obstáculo à vida sexual da mulher. Embora alguns casais não vejam com bons olhos as relações sexuais mantidas durante o período menstrual, isso não passo de um tabu. Nem a mulher está indispostas nessas ocasiões, nem a sua capacidade de sentir prazer é menor; ao contrário, muitas se tornam até mais excitáveis. Dores de cabeça, cólicas, etc, são passageiras e nem sempre acontecem. A ideia de associar as regras femininas á impureza tem origem numa moral religiosa que não procede. Homem e mulher devem viver sua relação amorosa sempre que sentir vontade. Quanto ao que pode ou não pode ser feito em tais situações, depende do gosto pessoal de cada um.
A ideia de que as mulheres tem mais desejo quando termina a menstruação, à priore, não tem fundamento. Para as mulheres existem períodos distintos: o anterior e o posterior à ovulação. Uma mulher que não esteja na meno pausa e nem sob efeito de pílulas anticoncepcionais segrega o hormônio conhecido como progesterona após a ovulação, o que pode motivá-la sexualmente. Mas este apetite sexual, comum a partir do quinto dia da menstruação, é sentido por muitas na segunda metade do ciclo. O mecanismo do desejo é complexo e não permite uma simplificação ginecológica; os hormônios são mensageiros entre os órgãos e as zonas de decisão da libido. Uma coisa é certa: a primeira metade do ciclo, geradora do estrogênio, tem como função assegurar o amadurecimento do óvulo e preparar confortavelmente a chegada dos espermatozoides até o útero. Isso pode gerar a necessidade mais intensa de fazer amor.
Na verdade, o desejo das mulheres é imprevisível e cada caso é um caso. Não se pode analisá-las apenas pelo lado científico porque existem outros fatores gerados pelos sentimentos pessoais.
Nicéas Romeo Zanchett
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COMO É VISTA A MENSTRUAÇÃO EM CERTAS CULTURAS
Algumas culturas e religiões consideram que a mulher quando está menstruada é impura para praticar sexo. O Alcorão (Bíblia dos muçulmanos), impõe rigorosa restrição às mulheres quanto à pratica do ato sexual neste período. Igualmente abstêmio do contato sexual com a mulher deve ser o marido no curso dos dias de jejum religioso, bem como durante três semana quando,por acaso, regressa de longa viagem. Curiosamente, não permite o Código do Direito Civil muçulmano que o marido se divorcie da mulher (processo geralmente sumário) no decorrer do período menstrual. Por outro lado, o Alcorão autoriza que os devotos de Alá tenham até quatro esposas, embora também numerosas concubinas. O próprio Maomé, que era monógamo até os 50 anos por amor à sua opulenta esposa Khadidja, após sua morte teve nove esposas e duas concubinas. Aqui fica bem evidente o poder que tem o amor.
Nicéas Romeo Zanchett
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sexta-feira, 22 de outubro de 2021
O DESRESPEITO À VIRGINDADE DA MULHER
O desrespeito à mulher é secular e mesmo nos dias atuais, em muitos lugares, elas ainda são consideradas propriedade dos homens.
Muitas das populações primitivas, semi-bárbaras e até mesmo totalmente selvagens, valorizam a condição virginal da mulher, chegando a exigi-la para o casamento, ou pelo menos a festejá-la quando encontrada.
Certos povos africanos tinham o costume bárbaro de costurar os lábios da vulva das virgens (infibulação) a fim de fechar o orifício da vagina até o matrimônio, momento de desfazer por incisão a ligadura ou acolamento dos tecidos. Esta era também a providência usada por beduínos da planície Bejuda, ao norte de Chartum. Fatos como esses aconteceram em múltiplas regiões da Rússia, Lituânia, Finlândia, Portugal e outros países antigos.
Entre os povos africanos da Núbia, Angola, África Ocidental e outros, o marido podia repudiar a esposa não virgem ou, nesse caso, receber uma espécie de indenização sob forma de haveres, principalmente gado (bois e vacas).
Por outro lado, também levados pela selvageria e ignorância, muitos povos tinham o costume de contratar estranhos para o defloramento de suas virgens que eram conhecidos como "perfuradores" experientes. Assim era entre os visayas ou bisayas, nas Filipinas e na Nova Caledônia. Eles consideravam que as mulheres não disvirginadas eram indesejáveis por algum motivo oculto, qualquer defeito ou má qualidade, que faziam com que não fossem desejadas por ninguém. Visava, pois, o desvirginamento pré-matrimonial ao preparo da esposa para poder dar ao marido. Outros povos interpretavam o defloramento das virgens como oferenda da sua condição aos deuses através de seus representantes, os sacerdotes ou feiticeiros. Assim procediam certos povos negros da Senegâmbia, os Acowaschen e Kumares na América, os índios na Nicarágua e também indianos e habitantes de Malabar.
No Camboja o defloramento era feito pelo sacerdote com o dedo mergulhado em vinho, com o qual, depois, praticava unção na fronte, seguindo-se a sua ingestão pelos pais e parentes da noiva. No Egito havia também este mesmo costume, mas o defloramento da noiva era praticado pelo marido e com o dedo envolto em lenço de musseline branco, seguindo-se a sua exibição aos pais e convidados. O mesmo aconteci na ilha de Samos, segundo testemunho de St"ubel e de Kramer em obras de 1896 e 1903 respectivamente.
A exposição de roupas ensanguentadas da noiva ou dos lençóis, após a primeira noite nupcial, como prova do defloramento pelo coito, dominou muitos povos primitivos até o século 16. Isso também era um costume recente na Itália.
Certas tribos índias do canadá: iroquezes, hurons, algonquins tinham um costume que consistia na obrigação do casal de jovens permanecer sem contato sexual durante um ano, ou mais, apesar de regularmente unidos pelo ritual do casamento. Já as raparigas do Tibete tinham ostensivo brio sexual e usavam no pescoço tantos colares quantos amantes tivessem tido, e isto para elas era motivo de muito orgulho.
São inúmeros os grupamentos humanos não civilizados, no passado ou no presente, estimando ou não a castidade pré-matrimonial das mulheres. Entretanto, nada ultrapassa a maravilhosa inventiva das "mil e uma noites" de Sheherazade e Shahrigar, o sultão que, para tem certeza de que não seria traído, mandava matar no dia seguinte toda aquela com a qual passasse a noite. Conta-se que Sheherazade, a bela filha do seu grão-vizir, a fim de escapar à morte, entreteve o sultão por mil e uma noites com suas atraentes histórias. Sabe-se hoje que se trata de lendas de origem persa e hindu.
Retrata a luxuosa vivência com as mulheres o ardoroso poema "Jardim Perfumado" que, à semelhança do kama-Sutra indiano, recomendava nada menos que vinte e cinco posições para o coito perfeito.
Em várias regiões arábicas era praxe que o marido realizasse o defloramento da esposa na noite nupcial enquanto convidados e parentes conversavam no quarto ao lado. Legislava também neste sentido o Alcorão, livro sagrado: "Quando possuirdes uma virgem, fazei reunir na câmara vizinha amigos..." Também era costume, após a noite de núpcias (geralmente em sete noites de ritual, levar a roupa ensanguentada da cama aos pais da moça, proclamando com orgulho e satisfação: "Que Alá purifique as vossas faces, de fato, mantiveram pura a vossa filha..." Caso, entretanto, a jovem não fosse presumida virgem, poderia o noivo repudia-la, ou pelo menos receber de volta a soma do seu pagamento feito à família.
No mundo árabe, geralmente por motivos religiosos, a vida das mulheres continua complicada. Não obstante dominados pelas delícias do convívio sexual, os homens arábicos jamais se libertaram do mau juízo que sempre fizeram das mulheres, atribuindo-lhes inclinação inata para a mentira, infidelidade, cupidez e astúcia.ç Felizmente temos sinais de que isso está mudando, embora lentamente. Muitos ainda adotam a reclusão rigorosa e sua permanente vigilância de suas parceiras. Reza neste sentido o Alcorão, a Bíblia islâmica onisciente, atribuindo aos próprios maridos a responsabilidade da escolha das esposas: "Mulheres honradas devem ser sempre obedientes, leais e reservadas". A condição essencial das moças árabes para o casamento ou separação por venda é a virgindade. A jovem desde cedo sabe que dever guardar seu "tesouro da castidade" e quando encontra seu pretendente proclama ameaçadoramente: "Sou virgem por Alá". Não escapou, entretanto, a sabedoria do Alcorão que, certas vezes, pode-se relevar a fraqueza de uma virgem inculta: "Se quiserdes perdoar a uma rapariga que vos enganou com uma falsa virgindade, eu o permito..." ou, mais especificamente ainda: "Se for uma mulher com a qual tiverdes contratado casamento, repudia-a imediatamente; mas, se for uma rapariga que vós tiverdes comprado à sua família, ou a um mercador, ou ainda adquirido na guerra, fechai-a sozinha nos seus aposentos durante o espaço de duas luas. Que ela não possa ver ninguém, nem comunicar-se com qualquer pessoa durante esse tempo. Perdoai-lhe em seguidanão voltando nunca mais a falar no assunto".
Quando o defloramento de filha solteira ou sua gravidez se tornava conhecido do pai, (no passado) poderia o fato levá-lo à morte; mais comumente nos nossos dias provoca sua exclusão de casa, seguida de inexorável vingança da família sobre o sedutor ou a um membro feminino de sua família. A violência não poupava ninguém. Basta pensar que poderia consistir em decepar-lhe as mãos.
Ainda hoje, donzelas árabes devem sempre conservar os olhos baixos na presença de homens. Proíbe o Alcorão que as mulheres exibam a sua beleza física, determinando que as vestes recubram todo o seu corpo, ou melhor. "tudo o que se acha acima dos joelhos e abaixo do umbigo..." Belos cabelos ou longas tranças constituem, para os pretendentes, os maiores atrativos das jovens, cujos rostos e bocas devem sempre permanecer ocultos por véus. O resultado disso é que, "a revelação de qualquer pequena parte do corpo torna-se repleta de significado erótico" inclusive as mãos, cujo simples contato, ao serem seguradas, têm expressivo significado sensual. Também a circuncisão masculina era obrigatória e recomendada no Alcorão antes do casamento. Em certas tribos de beduínos, como prova de bravura, os jovens praticavam o sacrifício de verdadeiro escorchamento da pele, abrangendo o ventre, a partir do umbigo, incluindo o escroto e faces internas das coxas. Atualmente este costume já não existe; foi proibido pelo governo da Arábia Saudita. Quando as mulheres, em certas tribos, praticava-se também a excisão do clitóris e grandes lábios vulvares, como se fazia no Egito, Núbia, Abissínia, em algumas áreas do Sudão e múltiplos agrupamentos selvagens africanos. Ainda hoje, em alguns lugares, esse horror continua acontecendo.
Tudo isso decorre da afirmativa de propriedade da mulher pelo homem, aliada à satisfação de sua vontade quanto a não ser comparada com antecessores no primado sexual de sua virgindade. Enquanto os ser humano permanecer ignorante, respeitando e praticando religiões com pregações absurdas, esses crimes contra as mulheres, em maior ou menor grau, continuarão acontecendo. Felizmente, muito dessa ignorância secular está sendo revista e abolida em várias partes do nosso pequeno mundo. Cada um de nós tem o dever de informar esses fatos absurdos, mas tão recentes, a todas as pessoas. Só assim poderemos vislumbrar a completa liberação das mulheres.
Nicéas Romeo Zanchett
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O PARCEIRO PREFERIDO NA CAMA
Embora muita gente acredite que homens e mulheres tem prioridades diferentes na hora da conquista, na realidade ambos os sexos agem praticamente da mesma forma. A beleza física é a característica mais desejada, tanto para os homens quanto para as mulheres. O primeiro canal de comunicação certamente é sempre a aparência física e a partir dai vão surgindo novas avaliações. Já a questão do padrão social fica em segundo plano para ambos os sexos.
Quando homens e mulheres partem para a conquista, seja de um parceiro do mesmo sexo ou de sexo diferente, os critérios de seleção são praticamente iguais.
Existe um mito de que as mulheres são mais seletiva, que se preocupam mais com o status social e que só os homens super-valorizam a parte física. Isso não é verdade. Também existe o mito de que as mulheres preferem homens brutos, rudes, na cama. Ma verdade há mulheres masoquistas que gostam de homens que tenham um lado sádico, mais brutal; mas, a maioria gosta de homens que seguem seus instintos no jogo erótico. Isso implica em envolver-se com a dança dos desejos femininos que, dependendo da sintonia do casal, pode resultar em sexo mais impulsivo e selvagem ou numa transa suave, calma e repleta de trocas carinhosas. O importante é que tudo seja feito sem pressa e de forma harmônica. Assim sendo, o próprio instinto sexual guiará o casal.
Analisando pelo lado científico, podemos observar que há uma aparente mudança na forma física de homens e mulheres. A beleza de muitos homens está se igualando a de lindas mulheres; e não é a tão falada beleza masculina dos antigos rapazes gregos. São homens lindos, delicados, mas heterossexuais. É bem possível que a nova aparência dos homens tenha algo a ver com o uso dos anticoncepcionais que, depois do seu surgimento, resultou no nascimento de várias gerações cujas mães fizeram uso prolongado desse medicamento.
Nicéas Romeo Zanchett
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COISAS QUE OS HOMENS ODEIAM NA MULHERES
Esta é apenas uma pequena lista das coisas que os homens odeiam nas mulheres.
Mulheres vulgares;
beijar mulher com lábios pintados;
Mulher com cheiro de cigarro;
Mulher que pede seu carro preferido emprestado;
Sempre ter que ouvir o que a mulher pensa;
Mulher que está sempre ocupada na hora do telefonema;
Mulher que não tem vergonha de contar o que faz na cama;
Mulher que dá telefonema de forma desconfiada;
Mulher que costuma dar chilique ou histeria;
Mulher com complexo de superioridade, que se acha uma joia rara;
Ter sempre que transar enlouquecidamente para agradá-la;
Mulher que transa com seus amigos;
Mulher que gosta de mimá-lo em público;
Mulher que quer compromisso sem sexo;
Quando ela está usando máscara de beleza;
Quando ela usa meias difíceis de tirar na hora H;
Mulher com excesso de humor;
Aquela que é muito difícil de conquistar - cansa e desiste;
Mulher que vive de dieta;
Mulher com músculos de halterofilista;
Aquela que sempre quer discutir a relação;
Jantar num restaurante de comida light que tem preços absurdos;
Aquela que não sabe a hora de parar de beber;
Mulher que se acha super especial;
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quinta-feira, 21 de outubro de 2021
FALANDO DE SEXO COM AS CRIANÇAS
Já vai longe o ideal educativo do resguardo da "pureza" e da "inocência" da criança diante daquilo que era maliciosamente tratado pelos pais como segredos da vida. A psicologia moderna considera como desejável um "acerto" de noções que ela deve ter sobre a sexualidade humana.
Antes de tudo é bom ficar bem claro que os pais devem sempre ter uma resposta pronta para quando o filho lhe fizer uma pergunta "embaraçosa". É preciso ter a consciência de que educar não é esconder a verdade, e os pais devem aprender para saber ensinar. Se sua resposta não for convincente, seu filho um dia irá buscá-la na rua, e certamente aprenderá de forma errada.
Para os pais, muitas vezes, torna-se difícil responder às perguntas da criança a respeito de assuntos com AIDS,estupro, violência sexual, sexo, nascimento, morte, etc. O mais importante é que não fiquem preocupados em dar respostas absolutamente certas, mas sim significativas. A criança que pergunta só quer tirar alguma dúvida, mas não está interessada em detalhes. O futuro das crianças de exige que elas sejam muito mais do que apenas seguras e ajustadas. É com diálogo sincero que se pode ajudar os filhos aprenderem o verdadeiro sentido da vida.
Muitos pais pensam que educação sexual é aquela "conversinha" que obrigatoriamente algum dia terá com o filho ou filha adolescente. Acham que o importante é alertar os meninos para os perigos das doenças sexualmente transmissíveis e as meninas sobre os riscos de uma gravidez indesejada. A verdadeira educação sexual começa muito mais cedo, na verdade, com as atitudes dos pais em relação a sua própria sexualidade. Qualquer que sejam os sentimentos em relação ao próprio corpo e ao do companheiro, podem ser percebidos pela criança. Uma simples conversa sobre reprodução de plantas ou animais; as conversas e atitudes com os amigos; a maneira como encaram suas trocas e relações, serão transmitidas naturalmente às crianças.
É preciso levar em conta que desde cedo existe uma forma de sexualidade em seu bebê, que pode ser no simples ato de amamentação. Embora diferente do adulto, o prazer que a criança está preparada para sentir em todo o seu corpo, desde o nascimento, é de natureza sexual.
Durante os primeiros meses de vida, é através da boca que a criança estabelece os seus contatos com o mundo. O seio da mãe não é somente sua fonte de alimentação, mas também de alegria e bem-estar.
Um garoto de três anos que observa a mãe enquanto toma banho ou banha a nova irmãzinha, presta atenção em todas as suas atitudes. Ele observa, também, que "naquele lugar" a irmãzinha não tem nada; fica logo imaginando que deve haver algum problema. Se ele fizer uma pergunta e a mãe silenciosamente ignorar, a dúvida ficará "martelando" na sua cabecinha. Este pode ser um ótimo momento para iniciar os esclarecimentos sobre a sexualidade humana. Ela tem direito de saber, por exemplo, o nome dos órgãos genitais de ambos os sexos. Uma criança nunca poderá vir a entender o mecanismo da reprodução se, de início, não lhe for possível nomear os órgãos que exercem esta função. É sempre importante escolher nomes que não sejam complicados e nem pejorativos. Ex: pipi, saquinho,a conchinha da irmãzinha, etc. Se a mãe tiver alguma dúvida sobre os nomes que costumam ser usados na sua região, procure saber como os filhos dos seus amigos os chamam.
Toda a criança tem necessidade de sentir-se amada, e esta carência precisa ser satisfeitas com amor, carinho e elogios. Caso isso não aconteça ela pensará que existe algo em si que não merece amor.
A educação sexual de toda a criança, também passa pela auto-exploração do próprio corpo. Para que seus órgãos sexuais não lhes sejam estranhos durante toda a vida, é preciso que ela toque neles. Se não o fizer, toda a sua evolução poderá ser prejudicada, pois o que não pode tocar ela também não poderá compreender. Se for deixada à vontade em suas investigações, o bebê, à medida que cresce, vai descobrindo no toque de seus órgãos sexuais, uma espécie de brinquedo agradável e tranquilizador. Esta fase,definida como onanismo ou auto-erotismo, voltará a surgir na adolescência, aí com características nitidamente genitais. Se os pais impedem ou castigam a criança que se auto-erotiza, ela passará a experimentar este prazer como algo proibido e às escondias. No entanto, é preciso observar que se a criança faz isso com muita frequência, pode ser porque está se sentindo negligenciada ou sem companhia.
O treino para higiene é uma das fazes mais difíceis, tanto para as crianças quanto para a mãe. Um treino errado dos hábitos higiênicos pode levar uma criança a pensar que tudo o que "fica lá embaixo" é ruim e não se deve fazer. A ideia de que o que é sujo é sempre mau e o que é limpo é sempre bom, pode levar a valorizações errôneas da própria pessoa ou de seus sentimentos. Se ela é forçada à higiene com grande rigor e castigos, pode comprometer sua capacidade de se expandir mais tarde. Muitas vezes a dificuldade de uma mulher para o orgasmo está relacionada com esta fase. Também podem vir a ser adultos sexualmente violentos ou inseguros. Esta é uma fase muito sensível da formação da consciência cerebral. Um passo importante no esclarecimento sexual é apontar a diferença entre os sexos. A principal curiosidade das crianças é saber por que o menino tem "pipi" e a menina não. A mãe pode simplesmente dizer que as meninas são diferentes, que tem apenas uma "conchinha" para fazer xixi e quando elas crescerem vão ter seios como os da mamãe, que servirão para alimentar seus filhinhos. Já os meninos quando crescerem serão homens fortes e amorosos para cuidar de toda a família.
A velha pergunta "de onde vem os bebês? deve sempre ser respondida com honestidade em qualquer idade. Um boa oportunidade é quando a mãe está esperando um novo bebê. Entretanto, muitas vezes a criança não nota as transformações físicas da gravidez; nesse caso a mãe poderá chamar sua atenção para o fato, a partir do momento em que o feto começar se mexer, dizendo, por exemplo, "mamãe está esperando um irmãozinho para você; ele sera seu amiguinho e juntos irão brincar muito" permitindo que a criança ponha a mão ou a cabeça em sua barriga para sentir os movimentos. A partir de então a criança terá sua curiosidade aguçada e irá fazer muitas perguntas que a mãe deverá estar preparada para responder. Mas isso se dará de forma lenta e a mãe terá oportunidade de "preparar a cabecinha da criança" para a chegada do novo bebê. Comece dizendo, por exemplo, "quando seu irmãozinho chegar você poderá ajudar a mamãe cuidar dele". Isso irá despertar amor e expectativa que a ajudarão responder às muitas perguntas. A criança precisa estar preparada para um farto que poderá transformar a sua vida. As perguntas são imprevisíveis e dependem da idade, desenvolvimento e sentimento dela. Uma dúvida muito comum entre elas é "por que só as mães podem ter bebês?". Procure dar res´postas simples e sem detalhes como, por exemplo: "as mães são diferentes e tem barriga que pode caber bebês", você também já esteve dentro da minha barriga e papai e eu ficamos esperando você nascer"; "os bebês são pequeninos e precisam ficar na barriga por algum tempo até crescer um pouco e ficarem mais fortes". Nesta fase da vida o interesse da criança abrange apenas "o que e como?". Mas, em qualquer idade é importante que a ideia das relações entre o sexos esteja sempre associada ao amor entre os parceiros. "É por se amarem que papai e mamãe dormem juntos e tem bebês".
Quando o desenvolvimento da criança está se processando normalmente, aos 3 anos já estará sabendo, por exemplo: a/que as crianças nascem da barriga da mãe; b/ que as meninas são diferentes dos meninos - elas parecem com as mães e eles com os pais; c/ que os meninos tem pênis e que às vezes fica ereto; d/que as meninas, quando forem adultas, também poderão ter bebês; e/ quer as meninas foram feitas para serem mamães, e que elas não tem pênis por serem diferentes, mas terão seios para amamentar seus filhinhos.
A criança que toma consciência de que um dia será adulto como os pais, tem grande curiosidade e quer vê-los, por exemplo, trocar de roupa, tomar banho, etc. É uma curiosidade inocente para saber como ela própria será quando for adulto. Esta relação, entretanto, vai depender, em grande parte, da atitude da família a respeito de algo que ainda embaraça, mesmo os pais mais esclarecidos. Muitos se confundem e não sabem como agir. Mas foi sua própria atitude, ao se ocultarem de algum modo quando trocavam roupa, que chamou sua atenção. Nesta fase a criança está muito atenta ás diferenças entre os sexos. Ficam imaginando que os pais devem fazer alguma coisa diferente que ainda não lhe contaram. A curiosidade fica mais aguçada com a insistência dos pais para que ela "saia do quarto" ou "não abra a porta do banheiro" quando eles estão sem roupa. A situação é sempre um pouco difícil. O pai não pode, de repente, ficar nu diante da filha de 4 anos. Se ele tivesse assumido uma atitude natural desde o início, por certo não ficaria nesta situação penosa. Entretanto, a criança tem direito de saber como são as mulheres e os homens adultos; de ter uma noção real do mundo, para poder se sentir bem nele: de saber que é parte importante das relações básicas da vida. Se isto lhe for negado só aumentará sua curiosidade e, tão logo tenha oportunidade, ela irá buscar essa informação de outra forma, muitas vezes perigosa.
Os pais que acostumaram seus filhos a vê-los sem roupa de vez em quando, terão sua função de educadores muito facilitada. Mas é importante que isto aconteça desde o primeiro ano de vida. Crianças que crescem assim, consideram a nudez dos pais como algo natural, obtém suas respostas e deixam de se preocupar com isso. Porém, esta naturalidade não deve ser forçada. Toda a criança é observadora e perspicaz, pois ela está descobrindo o mundo e as informações são importantes; ela sempre perceberá o constrangimento dos pais que apenas estão fazendo aquilo para atender seu pedido. Quando os filhos não foram preparados desde os primeiros dias, é melhor não atender de imediato os pedidos mais constrangedores como, por exemplo: (para vê-los sem roupa), mas deixar que em outra ocasião ela os veja naturalmente sem que tenha pedido.
Muitos pais têm o tabu da nudez arraigado, mas não colocam nenhum obstáculo a respeito de terem seus filhos dormindo com eles no mesmo o quarto, apesar de todas as sérias implicações que esta atitude pode ter. Os cuidados devem ser redobrados. A criança não tem condições psicológicas, nem mesmo quando é bebê, de enfrentar o impacto da visão de um ato sexual. Tudo tem seu tempo certo. Embora possa estar pronta para receber muitas informações que envolvam sexo, não está preparada para assuntos íntimos que só dizem respeito ao casal. Se de todo for impossível um quarto só para a criança, ela deverá ter sua cama separada - ao menos por um biombo - da cama dos seus pais.
Ao entrar para a escola é importante que a criança já tenha satisfeito toda a sua curiosidade inicial pelos pais, que serão que serão seus principais orientadores e fonte de informações diante dos muitos mistérios da vida e do mundo. A partir do início escolar, a natural evolução intelectual da criança se encarregará de fazer com que estes assuntos percam sua atual predominância. Entretanto, não se deve esperar quer ela vá desinteressar-se totalmente deles, pois toda a pergunta é parte de sua formação.
Quando o filho atinge a adolescência, a maioria dos pais costuma deixar a tarefa de educação para os professores que se dispõem a esclarecê-los. No entanto, não se deve esquecer de que a adolescência é o segundo estágio do aparecimento das naturais curiosidades da criança. Suas interrogações surgiram há muito tempo. Pode ter sido, por exemplo, quando aos 3 anos a menina viu o amiguinho fazer "pipi"; e se naquela época seus pais se furtaram a responder suas perguntas, pode estar certo de que ela buscou por outros meios satisfazer sua curiosidade. Agora, a um passo de se tornar adulto, a criança adolescente desinformada corre riscos muito maiores. ela irá buscar informações junto a seus colegas que naturalmente não são as pessoas mais indicadas para tal tarefa.
Por tudo isso, é importante que a educação sexual do seu filho comece no primeiro ano de vida.
Nicéas Romeo Zanchett
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AS MULHERES QUE PROCURAM AMOR
Para elas, os homens interessantes, que povoam suas fantasias e sonhos, parecem estar sempre com outras mulheres menos atraentes. Pode acreditar, isto é mais comum do que se imagina.
Os atributos de mulheres muito bonitas, que deveriam atrair facilmente os homens interessantes, transforma-se numa blindagem difícil de ultrapassar. Vários experimentos conduzidos por cientistas sociais mostram que as mulheres extremamente lindas, com raríssimas exceções, sempre tem essa espécie de dificuldade.
O homem é por natureza orgulhoso e tem muita dificuldade em lidar com um "não" da mulher desejada. Um sentimento de inferioridade, receio da concorrência e a antevisão de serem rejeitados fazem com que a maioria desista de conquistá-las. Aquele que se aproxima já está de antemão preparado para receber uma rejeição e por isso muitas vezes nem toma uma iniciativa.
O fato de uma mulher ser muito bonita e sensual não quer dizer que ela está ali apenas para ser vista e apreciada. A maioria delas quer um relacionamento sério, mas sua beleza impede a inciativa dos homens bem intencionados. Diante disso sobra a oportunidade para os "playboys bonitinhos", uma espécie de "Don Juan moderno" que querem apenas levá-la para a cama, e o que é pior, sem nenhum compromisso. Para esses indivíduos, conquistar mais uma mulher bonita é como ganhar um troféu para sua coleção.
Mulher bonita, se este for o seu caso, não fique aí parada esperando a iniciativa do seu eleito e vá à luta. Aproxime-se dele e mostre claramente suas intenções. Provavelmente ele também está sonhando com você, mas não tem coragem para se aproximar.
Nicéas Romeo Zanchett
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quarta-feira, 20 de outubro de 2021
ORGASMO E EJACULAÇÃO
O orgasmo é um processo que ocorre no cérebro; é a liberação de morfina natural do próprio corpo - sinônimo de prazer. Essa morfina é uma substância natural, sem nenhum para-efeito. Ainda não existe em nenhuma substância química sintética com poderes de integração do circuito cerebral, ou com o poder de aumentar a capacidade elaborativa do ser humano. A ejaculação é um processo, um fenômeno periférico, é a expulsão de um líquido pelo pênis.
É muito comum encontrar mulheres poli-orgásmicas que desenvolvem essa capacidade intuitivamente. Essas mulheres, depois de vários orgasmos, alcançam naturalmente o êxtase. Isso ocorre porque a concentração de morfina no cérebro e na circulação sanguínea é tão grande que vai aumentar o nível da superconsciência. Já com os homens é um caso muito mais raro. O homem tem, pela própria natureza, o desejo de penetrar e ejacular para sentir prazer. É por isso que se diz que o homem é mais apressado que a mulher.
Enquanto o homem pode também ter vários orgasmos para depois ejacular, a maioria nem sabe que isto é possível; mas é preciso que ele desenvolva a capacidade de introspecção para obter esse tipo de prazer. O primeiro passo para desenvolver essa capacidade é saber ativar as contrações espasmódicas das vias que expulsam o líquido, que irão ativar os núcleos do cérebro e liberar a morfina desencadeando o prazer. No momento em que o homem desenvolve essa capacidade (ativar a contração das vias espasmódicas sem ejacular) vai desenvolver também a capacidade de ter orgasmos muito mais prazerosos. Mas, o importante é sempre falar claramente com seu médico, que lhe dará as orientações de que precisa para melhorar sua vida sexual.
Os homens, ao contrário das mulheres, normalmente não precisam de preliminares para ter orgasmo e ejaculação. Mas ao habituarem-se a esta prática só terão a ganhar com este prazer muito maior. É que durante as preliminares, também o homem tem aumentada a quantidade de morfina endógena (produzida pelo corpo), que atinge o cérebro e circula no sistema sanguíneo.
No momento do encontro sexual, um desempenho satisfatório é a moal propulsora para uma vida feliz e a plena satisfação pessoal. Portanto, uma boa orientação de um especialista é fator fundamental, que pode mudar a vida de um casal.
Na primeira fase da ejaculação normal, os músculos de cada "epidídimo" e de cada "canal deferente" contraem-se para impelir os espermatozoides até à próstata e à uretra. Até então os espermatozoides são inertes, por causa do meio ácido e da insuficiência de oxigênio. Na próstata e pouco adiante, eles se misturam a vários líquidos constituintes do sêmen: secreções prostáticas dos dutos ejaculatórios, das vesículas e das glândulas de Cowper (bulbo-uretrais). A alcalinidade desses fluídos anima os espermatozoides, mas só na vagina é que eles irão adquirir plena mobilidade.
Na segunda fase da ejaculação o espermatozoide é ejetado por efeito de contrações espasmódicas da próstata e de outras estrutura, principalmente os músculos bulbo-cavernosos que envolvem o "corpo esponjoso" (Pênis), ao longo do qual passa a uretra. As três ou quatro primeiras contrações uretrais expulsam o esperma em outras tantas golfadas, com intervalos de menos de um segundo. Seguem-se outras contrações, mais débeis e irregulares, que fazem fluir mais algumas gotas de sêmen.
A ejaculação precoce (prematura) é um tormento para muitos homens. Pode ocorrer até antes da introdução do pênis na vagina ou, se já introduzido, antes que a mulher tenha tido pelo menos um orgasmo. O conceito é reconhecidamente vago, pois não se aplica ao caso de mulher incapaz de orgasmo, nem á que tem dificuldade anormal de obtê-lo no coito. Ninguém sabe precisar qual o prazo "normal" para que a mulher tenha o seu orgasmo. Daí a importância de nunca ter pressa e não economizar em carinhos preliminares para que a mulher tenha tempo de preparação para o orgasmo. Masters e Johnson, arbitrariamente, consideraram que o homem sofre de ejaculação precoce quando não consegue levar as mulher ao orgasmo em pelo menos 50% dos coitos.
Entre homens jovens a ejaculação precoce é uma aflição comum, tanto pelo efeito da impetuosidade natural da idade, como pela inexperiência. A dificuldade decorre essencialmente da incapacidade de o homem controlar o reflexo ejaculatório. Mas está demonstrado que o grau satisfatório de controle pode ser obtido mediante aprendizagem.
Entre os diversos tipos de ejaculação destacam-se também a "retardada", e a "retrógrada".
A ejaculação retardada é uma disfunção que a dupla Masters e Johnson chamou de "incompetência ejaculatória" e consiste em persistente inibição do reflexo ejaculatório, apesar da capacidade de ereção ser normal. Alguns portadores da disfunção só a experimentam no coito com determinada mulher, ou ainda em certas situações e assim por diante. A causa desse tipo de ejaculação é quase sempre de ordem psicológica: sentimentos de culpa associados ao sexo, timidez, particularidades afetivas do relacionamento e outros fatores do mesmo tipo. É, portanto, indispensável consultar um bom médico para determinar o caminho certo a seguir, que pode ser o de um psicólogo especializado.
A ejaculação retrógrada é uma anormalidade pela qual o esperma não é expelido, mas descarregado na bexiga, de onde mais tarde é eliminado juntos com a urina na micção normal. Ela ocorre espontaneamente em alguns homens, mas é mais comum nos que tiveram a próstata extirpada por cirurgia ou afetada por acidente. Para entender melhor: na ejaculação normal, a contração de um esfincter (válvula muscular) interrompe a comunicação da bexiga com a uretra, o que não apenas previne a mistura de urina com sêmen, mas também o recuo do esperma. A destruição desse esfincter faz o esperma desviar-se para trás no momento do orgasmo e cair na bexiga. Aqui, mais uma vez fica evidente a importância de um médico especializado para orientação precisa.
Nicéas Romeo Zanchett
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