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domingo, 26 de setembro de 2021

A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO NO CASAMENTO

 


            A comunicação é um fator fundamental na vida de um casal. Normalmente as pessoas compreendem de forma diferente os valores básicos como  amor, fidelidade e compromisso.

        A interpretação errônea das intenções do parceiro é fonte comum de fracassos na comunicação sexual. Conseguir enviar mensagens claras e consistentes, e assumir a responsabilidade pela sua metade, no que diz respeito à comunicação sexual, são duas importantes etapas em direção ao aperfeiçoamento de qualquer relacionamento. As mensagens mal expressadas e mal recebidas sempre levam ao desentendimento. Se há erros de interpretações desde o início de um relacionamento e se não houver uma comunicação direta para acabar com tais erros, mesmo amais bem intencionada tentativa de entendimento estará fadada ao fracasso. Os erros de interpretação aliados a significados diferentes, que normalmente já existem num relacionamento, podem se reforçar  para produzir situações de conflitos. 

           Os comportamentos sexuais são particularmente passíveis  de falsas interpretações. O que para uma pessoa não passa de um flerte inconsequente e despido de significado pode ser interpretado como um ato de sedução por outra. 

         Aprendemos o significado das palavras por meio de nossa educação e de nossas experiências de vida. Quando duas pessoas têm experiências de educação diferentes, que normalmente é o que ocorre, existe a possibilidade de haver confusão na interpretação. O que uma mulher acredita ser um comportamento feminino pode ser visto pelo parceiro como uma atitude de dependência, fraca e sufocante. 

           A mulher, pela própria natureza, tem um lado romântico muito mais acentuado do que o homem. Isso pode levá-la a imaginar que se seu parceiro realmente a amasse trar-lhe-ia flores de vez em quando e mostrar-se-ia mais apaixonado na frente de outras pessoas; ele, no entanto, acredita que se deve demonstrar amor garantindo-lhe uma boa casa e segurança financeira. Como consequência dessas diferenças básicas eles nunca discutem o significado que a palavra amor tem para ambos, e em nome do amor se atacam e se defendem constantemente. As palavras amor, compromisso e fidelidade aparecem frequentemente em suas conversas, mas nunca discutem o que cada um desses conceitos quer de fato dizer para seu companheiro. 

            Os comportamentos sexuais são particularmente passíveis de falsas interpretações. Um dos obstáculos que pode surgir num diálogo mal interpretado é quando um dos parceiros demonstras querer alguma coisa considerada impossível ou não aceita pelo outro. Ou seja, um pode formular um desejo de tal maneira que sua realização se torne virtualmente impossível para o outro. É possível corrigir falta de sintonia procurando uma nova combinação de mensagens verbais e não-verbais que sejam mais condizentes com os seus sentimentos. Se um tal desejo for expresso honesta e gentilmente, frequentemente pode ser realizado através de experiências e tentativas de ambas as parte. Se, no entanto, ele se tornar uma exigência unilateral, será simplesmente mais um fator de desavença. 

            Uma boa parte das dificuldades na comunicação entre casais ocorre quando existe desconfiança no relacionamento. Quanto  maior for a desconfiança tanto mais provável que as pessoas deixem  de se comunicar diretamente, passando a interpretar ou tentar adivinhar o que se passa dentro do outro. Agindo com base  em adivinhações, duas pessoas não sé darão muitas oportunidades  para reduzir a desconfiança existente entre ambas. 

Nicéas Romeo Zanchett

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PRESERVANDO A VIRGINDADE

 


      Hoje sempre ouvimos falar que os jovens estão iniciando a vida sexual prematuramente, mas para muitos não fazer sexo é uma opção. 

          Depois das pioneiras pesquisas de Bill Masters com pênis de plástico e dos remédios milagrosos que resolvem a impotência masculina, a ciência passou a olhar a sério para as práticas sexuais do Ocidente. A fisiologia feminina foi mapeada e cada vez mais se fala abertamente sobre sexo. 

            A pesquisa de Masters era basicamente sobre modos de medir a performance física. Ele transformou o orgasmo num direito também das mulheres. Mas na sociedade atual o orgasmo está deixando de ser um direito para se transformar  em dever. Com as milagrosas pílulas das relações sexuais, mesmo de forma mecânica, o sexo se transformou numa obrigação até para aqueles que não sentem desejo; e não sentir desejo também é um direito ou uma opção de cada pessoa. É intensa a propaganda e reportagens que tentam convencer a todos de que a mulher que não goza é menos mulher e que o homem que não tem múltiplos orgasmos é um incapaz. 

             Há casos em que a inapetência sexual se explica por problemas físicos ou psicológicos. No entanto, existem aquelas pessoas que não apresentam nenhum distúrbio catalogado pelos médicos  e mesmo assim não sentem desejo sexual. Uma hipótese para explicar esse tipo de comportamento assexuado é que a chave ativadora do centro cerebral da libido  não chega a ser ligada. Talvez seja um problema genérico, mas não existe nenhum estudo conclusivo a respeito dessa hipótese. 

         Ao longo da história humana, o modo como a sexualidade foi tratada variou muito. Já na época áurea de Roma o seu estadista Cícero (106 - 43 a.C.) citando Terêncio disse: "Sou humano, e nada que é humano me é estranho". Na Idade Média as freiras enclausuradas em conventos costumavam se privar do banho só para não terem um contato íntimo como próprio corpo.  Na década de 1960 houve o grande movimento de exaltação ao amor livre. Nos Estados Unidos e na Inglaterra de hoje, é cada vez maior o número de jovens que fazem questão de preservar a virgindade até o casamento. Um novo movimento batizado de "A-Pride", ou orgulho assexuado está ganhando força e já chegou ao Brasil e a diversas outras partes do mundo. Seus militantes ostentam orgulhosamente sua orientação sexual (ou falta dela) em camisetas e roupas íntimas estampadas com dizeres do tipo "Assexualidade não é apenas para ameba" "Sou assexuado, nasci assim e sou feliz". 

           Ser feliz é o objetivo maior. Cada um deve buscar a melhor forma de viver com felicidade e dignidade. Muitas pessoas em nenhum momento da vida desejam alguém sexualmente. Seu desinteresse por sexo não é uma questão de opção e nem dificuldade para encontrar um grande amor. Elas simplesmente não sentem desejo sexual e, portanto, não precisam dele para serem felizes.

Nicéas Romeo Zanchett 

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AMOR, DINHEIRO E SOLIDÃO


      O único motivo que justifica a união de duas pessoas é o amor e a emoção. Para manter essa união é necessário, antes de tudo, muita sinceridade, cumplicidade e compreensão. É preciso viver o dia-a-dia com muito interesse de se conhecer melhor e expandir as inúmeras possibilidades do corpo e da convivência. 
            Qualquer relação amorosa que seja condicionada e rotineira leva, inevitavelmente, ao desinteresse sexual.

         O orgasmo mútuo é o resultado espontâneo do encontro de dois amantes. É uma chama que precisa ser mantida, pois, do contrário o melhor é apagar e partir para outro relacionamento.  

          Após separar-se da mãe, o ser humano encontrou na união conjugal uma maneira para sentir-se amparado. Muitas vezes essa união é levada de forma robotizada, sem emoção e apenas para manter um casamento falido. O medo da solidão é tanto que as pessoas abrem mão de tudo e vão fazendo inúmeras concessões para manter uma relação estável e fria. 

            A quantidade de relacionamentos infelizes que continuam  sendo sustentados por puro medo ou falta de saída é enorme; são pessoas que vivem em casamentos péssimos e acham que é normal. O dinheiro vira sinônimo de amor e a vida do casal se torna uma grande e confusa mentira. 

             A maneira de dar, receber, gastar ou acumular dinheiro revela frustrações emocionais que se arrastam da infância por toda a vida.

           Existem pessoas que têm muito dinheiro, não conseguem gastar consigo mesmas e saem à procura  de alguém que nada lhe dará em troca. Mesmo com toda a sua generosidade, acaba sempre frustrado  e sentindo-se indigno de amor. 

           Comprar a felicidade não é uma forma saudável de se realizar. São situações mal resolvidas que acabam por tornar essas pessoas em sovinas e incapazes de dar afeto para alguém ou para si mesmo. 

            São muito comuns os casos de mulheres ricas, com baixa auto-estima, envolvidas com homens financeiramente falidos. O dinheiro é usado para esconder um profundo drama afetivo que muitas vezes tem origem na infância e na forma como seus pais lidavam com o vil metal.

          O importante é descobrir a tempo que dinheiro não é amor; pode trazer conforto e até algum prazer, mas a verdadeira felicidade  se conquista com saúde psíquica e não com uma polpuda conta bancária. Na verdade o dinheiro nunca é capaz de substituir  o afeto que necessitamos.

           O dinheiro seduz porque alimenta a ilusão de suprir as faltas e as necessidades emocionais, de sentir-se a salvo de contratempos da vida e de ser possível comprar a própria auto-estima. Relacionamento onde o dinheiro define tudo é uma forma de transformar as pessoas em objeto sem valor para provar seu poder sobre elas. 

            Estamos vivendo num mundo em que a estética material  prevalece sobre a da amizade, da solidariedade, do afeto e das emoções espontâneas. Muitos precisam, de todo o dinheiro do mundo para sentirem-se realizados. Isto expõe o verdadeiro sintoma da melancolia que tenta suprir o gigantesco vazio afetivo do ganancioso. É importante observar que essas pessoas assim se transformam em prósperos empresários, mas nunca deixam de ser maníacos-melancólicos que fazem da falta de afeto uma permanente compulsão por dinheiro. É só assim que encontram a segurança para sua fragilidade emocional.

Nicéas Romeo Zanchett 

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

A HORA DA SEPARAÇÃO

       .


               O casamento acaba quando o casal não mais encontra possibilidades de integração, união e prazer que a vida a dois pode proporcionar. 

         Duas pessoas que se unem maritalmente estão cheias de planos e até ilusões. Mesmo apaixonados vivem conflitos de vários sentimentos, entre eles o amor. Quando as expectativas não se realizam tudo vira uma grande confusão entre o que consideram atenção, cuidados ou controle. Se a época do namoro não foi de muita paz e compreensão, os dois imaginam que após o casamento poderão mudar o parceiro e adaptá-lo às suas vontades. Esse é o erro inicial de uma relação.

           Um casamento tem três componentes: os funcionais, os psicológicos e os emocionais. Quando um casal está junto a muito tempo, mas não há  paixão, os  únicos laços que se mantém são os funcionais que podem ser facilmente desfeitos na hora da separação. São laços que mantém os dois juntos apenas para dividir tarefas. No casamento baseado em laços psicológicos, apenas um dos parceiros acredita que está ao lado da pessoa certa, enquanto o outro se sente insatisfeito. Na hora da separação um irá sofrer muito e o outro irá sentir-se aliviado. Já os casamentos com laços emocionais são muito mais fáceis de serem desfeitos e o sofrimento é profundo para ambos. 

           A maioria das separações não acontece repentinamente. Aos poucos o casal vai se afastando e chega o dia em que um dos dois se pergunta: "por que continuo aturando ele ou ela? Estou sendo injusto comigo mesmo. Este é o primeiro passo silencioso de um processo que fatalmente levará ao dia que decidirá por fim à relação. 

            Os casamentos que acabam em separação tem muitas coisas em comum, mas a principal é a falta de diálogo, geralmente da parte do homem. Este, com seus inúmeros compromissos profissionais vai se envolvendo demais com o trabalho e ai o estresse provoca a diminuição do desejo sexual. Apesar das constantes da companheira, passa mais tempo no trabalho e com amigos do que com a família. Está aberta a possibilidade da companheira ter um caso amoroso, que na maioria das vezes dura poucos encontros, mas é suficiente para aumentar o desgaste.  Com o eventual amante, a mulher encontra tudo o que o marido está negando-lhe e aí surge um novo dilema: "Como é possível ter uma vida dupla?" Para o homem é mais fácil, mas para a mulher é um drama, porque ela não busca apenas sexo, mas carinho, amor  e atenção. A maioria dos casais rompe a confiança mútua quando vem à tona o episódio da infidelidade. 

          Como já afirmei, é a falta de diálogo e atenção que dá o início ao desinteresse que fatalmente levará à separação. A maioria das mulheres acha que seus parceiros não dão a merecida importância aos sentimentos e reagem de maneira nada compreensiva às suas queixas ou reclamações. Ela se atormenta com a reação do companheiro que simplesmente não quert ouvir o que ela tem a dizer, preferindo ignorar qualquer reclamação. Por sua vez o homem justifica sua falta de atenção dizendo que ela não tem razão de reclamar porque ele lhe dá tudo o que precisa. A falta de diálogo se torna permanente frustração que prejudica a auto-estima da companheira. 

         Os homens que vivem relacionamentos falidos costumam dizer que suas companheiras estão sempre à beira  de um ataque  de nervos; que vivem repetindo as mesmas coisas; que enxergam  tudo de acordo com seus interesses. Ele, ao contrário, nunca tem problemas; não fala de suas dúvidas e raramente levanta uma questão polêmica. Viver com um homem tão resistente ao diálogo é muito difícil para uma mulher que gosta de falar dos seus sentimentos. O aparente exagero pode ser uma forma de buscar a solução de problemas que melhorarão o relacionamento do casal. Quando o marido não houve, a mulher começa a falar baixo, vai se irritando pouco-a-pouco e acaba gritando. Essa forma de reação possibilita ao home ganhar a discussão dizendo-se atacado. 

          Os maridos desenvolveram naturalmente várias maneiras para evitar discutir a relação que está desgastada. a/ O silêncio - Ele fica totalmente silencioso e não diz nada. Diante dessa situação, para ser ouvida, a mulher começa a berrar ou também se tranca em seus próprios pensamentos e assim o problema jamais será resolvido; b/ O ataque - O homem ataca a mulher quando esta tenta dizer-lhe que está magoada. Para silenciá-la ele a qualifica de idiota por falar  em mágoas ; é uma egressão irracional e ao mesmo tempo uma auto-defesa de quem se sente culpado; é a velha técnica de atacar para se defender.  c/ Mudando de assunto - Mesmo que a companheira esteja se descabelando para ser ouvida, ele muda de assunto; se ela insiste ele simplesmente nega que o problema existe e ignora o que a mulher está falando. d/ Acusando de implicância - Quando ela insiste em discutir os problemas conjugais ele vai logo dizendo que trata-se de implicância. Com essa atitude ele demonstra não valorizar o relacionamento de forma suficiente para preocupar-se com o que estrá martelando na cabeça da companheira. Obviamente essa afirmação tem o poder de irritar, principalmente porque é mais uma demonstração de que ele não está interessado em ouvir o que ela tem a dizer. e/ Acusá-la de estar equivocada - Muitos homens preferem fugir da discussão dizendo que seu desabafo é apenas fruto de sentimentos equivocados, afirmando que logo tudo passará. Ao afirmar que são opiniões "bobocas" o homem demonstra uma reação emocionalmente violenta. A discussão vai se avolumando e chega ao ponto do homem chamá-la de débil mental, maluca, etc. Ela então fica mais irritada e acaba gritando e aí o homem diz  que não está entendendo porque tanta gritaria. 

             Essa permanente recusa ao diálogo tem como consequência  uma inversão de valores que sai do amor para o ódio. Todas essas atitudes vão criando uma indiferença silenciosa que pouco a pouco cortam definitivamente a comunicação entre o casal. 

            Para a mulher resta três opções: 1/ resignar-se à situação e deixar as coisas andarem a seu modo; 2/ lutar permanentemente para salvar o casamento; 3/ abandonar o casamento e procurar um novo caminho. 

         Ao que parece, os homens continuam vivendo num tempo em que as mulheres eram obrigadas a suportá-los porque dependiam deles para se sustentar. Hoje, embora a maioria das mulheres continua ganhando menos que os homens, elas tem muito mais possibilidades de abandonar a casa levando consigo os filhos. Este novo fato lhe dá mais poder de barganha e escolha do seu próprio futuro. Por sua vez, os homens estão sentindo menos poder e tem dificuldade em aceitar a nova realidade. 

            É muito difícil para a mulher entender a incapacidade que o homem tem de ouvir. Elas compartilham suas dores  com as amigas e isto não acontece com o homem que ela ama. Muitas desistem e se fecham num mundo particular, onde o choro é a forma de extravasar seus sentimentos não compreendidos. Obviamente as mulheres não querem ser obrigadas a optar entre o conforto, a resignação ou a separação. O que elas desejam é uma relação respeitosa de diálogo e com igualdade emocional. Em outras palavras, o que elas querem é um ombro amigo e um ouvido disposto a escutá-las. 

             Por sua natureza, a mulher é mais sensível do que o homem e muitas vezes as coisas quer a magoam passam despercebidas pelo companheiro. Daí a importância de parar e ouvir suas queixas e desabafos. As mágoas não esclarecidas e os mal-entendidos vão se avolumando a ponto de chegar a um rompimento. A separação com mágoa é acompanhada de ressentimentos que se prolongam no tempo e continuarão causando problemas na vida dos dois. Portanto, dialoguem sempre. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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HISTÓRIAS DE AMORES FAMOSOS

Cleópatra e Marco Antônio

        Mudam os homens  e as mulheres, mas o amor apenas se transforma. 
          A liberação do corpo e dos usos e costumes sempre fizeram parte do cotidiano desde os tempos da mitologia grega, onde encontramos deuses, semi-deuses, heróis, covardes, ninfas, sexo grupal, lesbianismo, homossexualismo, adultérios, Swing e tantos outros derivados. 
       Os amores gregos, na vida e nas artes, sempre tiveram uma tendência para a tragédia. A maioria das duplas amorosas olímpicas não teve final feliz. 
        Vênus e Adônis - Vênus, adeusa da beleza e do amor, perdeu prematuramente seu adorado Adônis, vítima do ataque de um javali. 
       Édipo e Jocasta - Édipo apaixonou-se pela própria mãe, Jocasta. Esta paixão, que evidentemente não podia dar certo, tem sido contada ao longo dos séculos e  deu origem ao tão conhecido "Complexo de Édipo". É um tema bem atual que atormenta muita gente e rende muito dinheiro para os psicanalistas. 
        Menelau e Helena - Elena possuía a reputação de mulher mais bela do mundo. Casou-se com Menelau que se tornou Rei de Esparta. Ela conheceu Páris e juntos fugiram para Troia, resultando na famosa guerra para resgatá-la.
        Ulisses e Penélope - Um amor marcado pela fidelidade de Penélope. Enquanto estava na guerra de Troia, para livrar-se dos inúmeros pretendentes, Penélope alegava estar muito ocupada tecendo uma tela, comprometendo-se a escolher um deles quando terminasse o trabalho. Trabalhava durante o dia e desmanchava tudo à noite. Dessa forma manteve-se fiel até a volta de Ulisses que todos davam como morto. 
         Pigmalião e Galatéla - Pigmalião esculpiu uma estátua, a quem deu o nome de Galateia  e apaixonou-se por ela. O mármore frio passou a ser seu único grande amor. Podemos considerá-lo como símbolo de auto-erotismo, talvez um precursor das conhecidas bonecas infláveis vendidas em sex-shoppings 
           Marco Antônio e Cleópatra - Ele saiu de Roma com o firme propósito de destruir Cleópatra, mas ao ver a bela rainha do Egito apaixonou-se perdidamente. Foi amor à primeira vista. O perigoso encanto da rainha, que tinha levado ao leito Júlio César, paralizou Marco Antônio que se aliou a ela contra Roma e juntos usufruíram de todos os prazeres da carne, mas ele perdeu a vida lutando contra os romanos, e ela, segundo a história, se deixou picar por uma serpente e também morreu. 
          Sansão e Dalila - Sansão, cujo nome significa homem do sol, perdido de amor por Dalila, acabou sendo despojado, não só do seu cabelo, mas também da sua superpotência. Dalila, que sabia os segredos da força de Sansão, traiu-o por 100 moedas de prata e contou que a origem de sua extraordinária força estava nos longos cabelos do herói. 
          Henrique e Ana Bolena - O sádico rei costumava ter muitas mulheres e como principal divertimento erótico mandava decapitá-las. Anna-Bolena foi a que mais despertou a paixão do rei, mas mesmo assim perdeu a cabeça. 
            Napoleão Bonaparte e Josephine - Um casamento tumultuado pela intensa atividade do marido guerreiro acabou em divórcio. O gênio da guerra dominou um império, mas nunca conseguiu ter controle sobre a sua amada Josephine. Em suas inúmeras cartas o imperador se queixava: "Não te amo mais, detesto-te. És horrenda, muito idiota e desajeitada. Não me escreves nunca, já não amas o vosso marido" (1796). 
           Lord Nelson e Lady Hamilton - Lord Nelson, muito famoso na Inglaterra por ter vencido Napoleão Bonaparte, sucumbiu à beleza da liberada Lady Hamilton, cujo marido, Sir Willian não se importava com seus relacionamentos extraconjugais. A infidelidade  consentida já era costume na época. 
          Mozart e Constanze - O gênio da música clássica também escrevia cartas de amor para sua Constanze. Sempre assinava  como apelido íntimo Plunpi-Strumpi (Querida  Esposinha), rogo-te que não fique triste, cuide da saúde e tenha cuidados com as brisas da primavera. 
           Lord Byron e Lady Caroline Lamb - O poeta britânico Lord Byron foi amante de várias mulheres casadas, pertencentes à alta sociedade. Essa particularidade, somada aos versos extravagantes para a época, que fazia apologia à bissexualidade, lhe rendeu fama de homem de vida "dissoluta e anormal". Com Caroline, também casada, ele teve um tumultuado relacionamento que se tornou famoso depois que ela tentou o suicídio cortando os pulso com cacos de vidro. 
            Charles Darwin e Emma Wedgwood - Charles e Emma casaram-se em 29 de janeiro de 1839. Nessa época Darwin já estudava a transformação das espécies e o casamento o ajudou muito naquelas pesquisas. Emma era uma mulher calma e paciente; isto deu estabilidade à vida do casal. Tiveram 10 filhos. Pode-se dizer que foi um casamento em benefício da ciência. 
            Frederic Chopin e George Sand - Chopin, cujo jeito frágil e romântico teve tempestuoso caso de amor com a escritora Amadine Aurore Dupin que, ao se tornar romancista, adotou o nome de George Sand. Além de grande romancista, a escritora foi precursora no uso de calças compridas. Costumava fumar charutos e tinha outras atitudes masculina que criavam polêmicas. Apesar de brigar muito, o casal viveu durante vinte e nove anos e tiveram uma filha. As más línguas não pouparam o casal dizendo que Chopin era mais feminino do que a madame George Sand. Um verdadeiro choque de sensibilidade. 
            Duque e a Duquesa de Windsor - Ele era nada mais nada menos que o Rei Eduardo VII da Inglaterra. Ela Wallis Simpson, uma norte-americana divorciada e pouco atraente. Foi o que se pode chamar de amor instantâneo e arrebatador. Contra tudo e contra todos, Eduardo abdicou do trono para unir-se á sua bem-amada. Foi o grande  escândalo da família real inglesa. Um amor como esse pode ser cego, mas é maravilhoso. É a prova de que um verdadeiro amor supera todas as barreiras. Como num belo conto de fadas, o casal viveu feliz pelo resto da vida. 
           Peron e Evita - Evita, uma bela, porém obscura atriz - tipo chorus-line - conheceu Peron e se apaixonaram. Peron se tornou o populista ditador e ela transformou-se na primeira-dama da Argentina e num dos maiores mitos do século XX. 
        Onássis e Jacqueline Kennedy - Com um amor por contrato, o multimilionário grego Onássis casou-se com Jacqueline, ex primeira-dama dos Estados Unidos. No entanto o verdadeiro amor de Onássis sempre foi a cantora Maria Cllas, a grande diva da ópera. Com ela continuou seu romance mesmo após o casamento com Jacqueline. À vezes o amor também sucumbe ao dinheiro.
          Jean-Paul Sartyre e Simone de Beavouir - Sartre, criadoer do existencialismo e Boevouir, primeira feminista, souberam usar suas brilhantes inteligências para viver um amor que parecia impossível. Para conseguir um equilíbrio amoroso o casal estabeleceu publicamente as bases para o "casamento aberto". Cada um podia ter suas múltiplas aventuras extraconjugais, mas permaneceram unidos até a morte de Sartre. Hoje isto pode ser rotineiro, mas na época foi um escândalo. É um exemplo de como a cultura e a inteligência podem desmistificar a hipocrisia. <<<
            Luis de camões e D. Catarina de Ataíde - Três amores  marcaram a vida de Camões e lhe deram inspiração para seus sonetos quase autobiográficos. O principal amor parece ter sido a dama do paço D. Catarina de Ataide, aquela a quem mais o poeta amou e por quem mais sofreu. Por sua causa, cai no desagrado do rei e da família de Catarina. Foi obrigado a deixar a corte, sendo desterrado para Coimbra. 
           Imperador Justiniano e Imperatriz Teodora - A esposa de Justiniano se achava uma verdadeira santa, mas tinha uma vida sexual libertina e muito intensa. Era chamada pelos seus conterrâneos de "a meretriz". Contam os historiadores que Teodora era ex atriz e quando entusiasmada costumava despir-se em público no teatro e caminhar até a ribalta cingindo apenas um cinto. Em seguida deitava-se ali sobre o assoalho e mandava espalhar grãos de cevada sobre o corpo nu que, em seguida, um ganso adestrado  picava a deglutia um por um. Seu marido imperador sabia de sua vida devassa, mas ignorava todos os comentários à respeito. Por mais libertina que fosse a vida de Teodora, nada abalava o cego amor de Justiniano pela sua consorte. Traição consentida não é traição.
              John Kennedy e Marilyn Monroe - Um amor às escondidas e nada secreto. A maior estrela do cinema americano dos anos 50 e o mais famosos presidente dos Estados Unidos viveram um amor intenso e cheio de fofocas. Marilyn morreu aos 38 anos de forma trágica, vítima de uma overdose de medicamentos e até hoje não se sabe se foi acidental. 
         Sarah Bernhardt e Príncipe Henri - As aventuras amorosas de Sarah Bernhardt foram inúmeras. As mais famosas foram com Charles Haas, Jean Richepin, Victor Hugo, o Príncipe  de Ligne, o Príncipe de Gales, Maunet-Sully e até mesmo com Louise Abbéna, artista plástica que pintou seu retrato. O Príncipe Henri de Ligne marcou mais sua vida por ter tido um filho com ele, Maurice Bernardt. No entanto, o príncipe a abandonou com seu filho que, mesmo depois de adulto, sempre viveu às custas da mãe. Foi registrado apenas por Sarah. Mesmo cansada e doente fez suas últimas excursões nos Estados Unidos para pagar dividas  do filho. Era uma mulher muito dedicada à família, mas o teatro sempre foi seu único e verdadeiro amor. 
           Oscar Wild e Lord Alfred Douglas - Este amor resultou no maior escândalo do final do século XIX. Oscar Wild, que adorava mais do que tudo chamar atenção, apaixonou-se perdidamente pelo jovem Lord e passou a se exibir em todos os lugares para chocar a puritana sociedade da época. Mas, por causa da sua ousadia, o escritor acabou sendo condenado à prisão, pois na Inglaterra de então o homossexualismo era crime. Com esta prisão Wild conseguiu o que mais queria, sou seja, ficar para a posteridade. 
            Richard Wagner e Ludwig II - O famoso compositor Wagner teve um rumoroso romance público com o Rei da Bavária Lidwig II que sempre protegeu e o ajudou financeiramente. Wagner teve muitos outros amores, mas nunca deixou a esposa. O gênio da música foi um homem de muitos e diferentes amores, o quer denota sua bissexualidade. 
            Nijinsky e Sergei Diaghilev - O maior bailarino de todos os tempos, Nijinsky teve como grande amor o seu cruel empresário Diaghilev, que muito contribuiu para sua completa loucura. Sua carreira foi tão grandiosa quanto breve. 
           Gertrud Stein e Alice B. Toklas - As duas apaixonadas viveram juntas por toda a vida. Um casal nos moldes da traição onde a fidelidade sempre foi o ponto de honra. A escritora e sua companheira, consideradas estranhas  nos Estados Unidos, sua terra natal, mudaram-se para Paris, onde estabeleceram residência. Lá assumiram seu lesbianismo e superaram os preconceitos.  Costumavam dar grandes festas, cujos frequentadores eram a fina flor da intelectualidade da época, como F. Scott Fizgerard e Ernest Hermingway. 
           Rimbaud e Verlaine - Rimbaud foi um jovem poeta maldito que, logo ao chegar a Paris, formou par romântico com o já consagrado  Verlaine. Este era bem casado e vivia com a esposa e filhos, mas largou a estabilidade matrimonial e familiar para viver uma alucinante ligação com Rimbaud, acabando por dar-lhe um tiro que apenas o feriu, mas foi suficiente para por fim ao romance. 
             Se eu continuar minhas buscas certamente irei encontrare os mais lindos e estranhos relacionamentos que o amor inspirou. Tudo o que aqui vemos nos serve de lição e prova de que para o amor não existe barreiras intransponíveis. Ele sempre saberá superar os preconceitos e as ignorâncias. 
Nicéas Romeo Zanchett 
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quarta-feira, 7 de julho de 2021

AMOR E SEXO - VOLUME 2

 

 
Este é o livro volume 2 que está disponível na internete. 
Se você gosta de ler no computador, celular ou tablete, aqui está o que procura.  

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

ADULTÉRIO - AMORES EXTRACONJUGAIS

 


          Antes dos seres humanos existirem já havia os deuses; e até esses mesmos deuses amavam, seduziam e praticavam o adultério, e isso em qualquer das mitologias conhecidas, da China como da Índia, egípcia ou babilônica, germânica ou do Peru. 
                No Olimpo grego reinava a alegria. Mas não para todos, pois a linda Vênus era casada com o coxo Vulcano, que passava o dia todo ocupado em seu prosaico ofício de ferreiro, tendo assim pouco tempo para dedicar-se à sua jovem esposa. Como permanecesse "insaciada", tal qual ainda hoje acontece com as esposas dos homens muito ocupados, procurou ela um substituto, tendo caído em adultério com Marte, o deus da guerra.  Desse fato foi informado o "corno" esposo que, como ainda hoje acontece com todos os maus maridos, em vez de tirar disso a lição exata e corrigir-se, voltou ao trabalho e fabricou uma fina rede metálica em que aprisionou o par amoroso em pleno ato sexual. A seguir chamou os deuses para que vissem com os próprios olhos o escândalo olímpico. Que fizeram os deuses gregos, tão sensatos? Eles não proferiram injúrias nem sacudiam o pó dos sapatos;  tampouco puxaram as espadas à moda da Idade Média, ou dos esposos de Tolstoi para desagravar "a honra ultrajada", mas fizeram o que de mais sensato se poderia fazer ante uma tal cena: desataram numa gargalhada homérica". 
                  Pouco importa que, como fenômeno sociológico, as relações sexuais extraconjugais sejam lamentadas e combatidas. O fato é que elas tem estado ininterruptamente em voga em todos os pontos da terra desde a mais remota antiguidade até esse momento; sempre ocupando lugar proeminente na vida espiritual dos homens, de modo que sempre devemos contar com elas como fato inevitável. 
                   Já na Bíblia a primeira mulher seduziu o primeiro homem e após o dilúvio, que contribuiu, todavia, para a formação de um mundo melhor, a primeira coisa que os sobreviventes fizeram foi entregar-se à volúpia. O primeiro rei bíblico, rico embora em virtudes viris e humanas, não hesitou em mandar matar o seu fiel general para apoderar-se de sua mulher. Temos também a perversidade de Salomé - a degenerada princesa edomita -  que, na última cena da Bíblia fez executar o piedoso profeta João para, num impulso sádico, poder beijar a cabeça decapitada, que lhe trouxeram em uma bandeja. 
                 A milenar Ilíada começa com o rapto de Helena, mulher casada, por um príncipe enamorado e a Odisseia com a despedida de Odisseu, também casado, dos braços de sua linda amante Calipso, e assim decorrem toda a literatura mundial, até os romances da atualidade, em parte realmente vividos, em parte apenas imaginários, como "Madame Bovary"   de Flaubert; "Nana" de Zola e "Ana Karerina" de Tolstoi. Cerca de 90% da literatura ocupa-se de amor e quase exclusivamente de amor e traições conjugais. Não é preciso lembrar que a literatura procura sempre refletir a realidade da vida, tal como ela é ou como os homens imaginam. Como não se trata aqui de ficção, mas apenas de ilustrar um problema, fico por aqui.
               Na França, em oposição ao espírito tolerante da nação, a liberdade de crenças religiosas foi anulada pelo Edito de Namtes simplesmente porque a amante do rei, querendo espiar com um ato "piedoso" os pecados de sua juventude, conseguiu triunfar de todas as resistências  da razão do Estado. A Inglaterra separou-se da Igreja Católica porque o Papa não consentiu o divórcio de Henrique VIII, que desejava casar-se com a sua amada Ana Bolena que já estava grávida. É bom lembrar, também, que a guerra mundial de 1914 foi desencadeada pelo atentado de Sarajevo contra o impopular herdeiro do trono austríaco. Esse assassínio não se teria consumado se, muitos anos antes, o príncipe herdeiro, então muito querido, não tivesse se unido à sua amada, mas "ilegítima" esposa. 
                 Goethe, o genial escritor, nos seus mais produtivos períodos de vida, sempre teve novas amantes: Werther (Carlota Buff), Viagens na Suíça (Lolly), Ifigênia (Senhora von Stein), Elegias romanas (Faustina), Divan (Mariana Von Wilemar), Elegia de Marienbader (Ulrica). Podemos também destacar Tristão na vida do compositor Wagner. O próprio Tolstoi teve uma vida cheia de devassidões e, na velhice, por um ataque de consciência, atacou com ira profética contra o amor extraconjugal, pregando a necessidade de continência, mesmo à custa da vida humana. O que a vida dos grandes homens nos fornece sob a forma de documentos e obras de arte é imensa, sabemos de milhões de indivíduos medíocres  sob a forma de acontecimentos prosaicos: cerca de 10% das crianças são ilegítimas como também, possivelmente, o mesmo percentual se aplica às crianças nascidas no primeiro ano dos matrimônios legítimos que foram geradas antes do casamento.
                 Os milhões de abortos, as centenas de milhares de contágios venéreos em bilhões de camisinhas consumidas anualmente, as multidões incontáveis de sacerdotisas de Vênus e das semi-prostitutas - tudo isso demonstra a enorme frequência das relações "ilegítimas".
                Quando digo que somos escravos de nossos hormônios não se trata de uma falácia, mas sim de um fato. Praticamente todo homem, em algum momento de sua vida, já teve ou ainda tem casos extra-conjugais; ocasionalmente ou repetidas vezes, com amigas, colegas de trabalho, prostitutas, amantes, ocasionais ou permanentes. O que aqui quero alertar é sobre a importância de tomar sérias medidas de precaução para nunca serem vítimas nem causa de danos e sofrimentos a seus parceiros oficiais. A própria história oficial de Cristo conta que quando ele disse "Quem de vós não tiver culpa alguma pode lançar a primeira pedra"... e como consequência, todos se retiraram de cabeça baixa. Na cena final da peça teatral "Fausto" de Goethe, quando Margarida, que definhava na prisão, devia ser levada ao cadafalso, o "Diabo" pronunciou a sentença implacável: "Ela está condenada". Mas, a "voz do Alto" corrigiu: "Ela está salva!"
                    Quem tiver de pronunciar-se sobre coisas sexuais deve ter sempre em mente esses dois exemplos e poderá escolher entre eles o que prefere seguir. 
                 Vivemos numa sociedade onde ainda não foi possível harmonizar os anseios eróticos naturais de cada um com os interesses da comunidade. É essa a causa originária de todos os conflitos da vida sexual, que longe de constituir um crime ou uma culpa, e, acima de tudo, geradora de infelicidade. 

Nicéas Romeo Zanchett