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terça-feira, 12 de outubro de 2021

PORQUE SE TORNAM OBJETO UM DO OUTRO


            Uma perfeita dona de casa e uma mante maravilhosa; este é o sonho da maioria dos homens quando resolvem casar ou viver m com alguém. 

           Durante muito tempo o homem, que sempre foi considerado o sexo forte, lidava com coisas ligadas à produção industrial, escritórios, terras, lojas, etc. Já para a mulher ficava a responsabilidade com os filhos, a casa e muitas vezes a vida social do casal. 

            Para a mulher, o homem ou o casamento podiam e ainda podem proporcionar proteção, "status" e dinheiro. Nessas circunstâncias a relação amorosa sempre tende a transformar-se num truque bio-social de subsistência. 

             Durante muitos séculos, na maioria dos países, a mulher  foi educada para o amor e para cumprir sua função biológica de perpetuar a espécie. O maior sonho dos pais era que a filha arranjasse um bom homem para casar. Era uma tendência social que caracterizava cada época da história humana. É claro que isto ainda persiste em alguns países, mas é de maneira diferente, onde a mulher tem novas funções de domínio sobre o homem. 

             Com a educação voltada para o amor cada mulher, ao longo do tempo aprendeu a manejar seu homem de acordo com seus interesses. O amor se transformou num sistema de controle, condicionando o parceiro a uma espécie de "objeto teleguiado" para trazer do mundo tudo o que ela precisa para seu conforto. Toda a mulher, quando quer, é uma especialista em levar seu homem "no bico"; para tal elas têm um enorme arsenal com mil táticas diferentes, até a da própria submissão. O controle, então, passa a substituir o amor, o sentimento, a satisfação ou qualquer outra coisa agradável. 

           Cada homem tem sua própria razão para casar ou simplesmente  ir viver com uma mulher, mas geralmente são movidos por amor. Nos primeiros anos tudo corre muito bem e parece que o amor venceu e será eterno, mas depois as coisas podem mudar. 

              O homem sempre quer mostrar sua superioridade e para isso cria imposições intencionais de acordoe controle. "Não gosto que você saia sozinha; quero que seja mais carinhosa comigo; não estou aqui apenas para pagar suas contas; não admito que você use saia curta e decote provocativo", além de muitos outros artifícios. Muitas mulheres até se sentem valorizadas, imaginando ser apenas ciúme do companheiro, mas também podem trazer consequências dolorosas, que muitas vezes acabam com o amor. Mesmo em nome de um grande amor, ninguém tem o direito de renunciar a si próprio. Quem renuncia a si mesmo, seja homem ou mulher, inevitavelmente se faz de objeto do outro. 

             É preciso ter consciência de que, pela própria natureza, o amor é mutável. O namoro é a fase florida do encantamento, de se deixar impressionar pelo outro, repartindo qualidades e defeitos, numa verdadeira troca interpessoal. Depois, a própria estrutura social leva as pessoas a afirmarem coisa, normatizar e estabelecer tudo, como se a vida fosse um contrato de direitos e deveres. O melhor do amor, quando ele se manifesta de forma verdadeira, é aprender como sustentá-lo. No momento em que se começa criar normas para eternizá-lo, ele se evapora e se transforma numa prisão sem grades. O ideal é quando homens e mulheres aprendem uma nova espécie de amor: o amor do momento, sem regulamentação exagerada, exigências constantes e procura de estabilidade. Manter a individualidade significa preencher as próprias necessidades , às vezes sem a presença do outro. 

              A mulher moderna não deve concentrar todo seu potencial no amor, vendo-o como a principal coisa de sua vida. Quando isso acontece ela acaba descuidando do seu próprio desenvolvimento, passando a agir com muita irresponsabilidade. É muito fácil simplesmente dizer: "eu sou assim porque meu marido quer; não respondo por mim, mas por ele que determina tudo; eu não decido nada, apenas acompanho as decisões do meu marido". Atitudes como essas podem ser definidas como renúncia à sua própria individualidade; falta de vontade própria; significa jogar tudo nas costa do outro, até sua capacidade de se expandir socialmente. 

          Ainda hoje toda a educação da mulher se faz no sentido de que ela seja uma boa mãe, uma boa esposa, um complemento na vida do homem. No entanto, as mulheres de hoje estão muito independentes e autoconfiantes e  só se transformam em objeto quando elas próprias querem. Toda a mulher que só pensa no seu amor acaba cristalizando esse sentimento também no casamento. Nessas condições ela se deixa influenciar facilmente, esquecendo de si para ser o que o outro deseja. 

            O verdadeiro amor deve servir para que cada um cresça, permitindo um desenvolvimento a dois. Do contrário ele não existe de verdade. Ninguém pode ficar parado aceitando imposições do outro, ou do próprio amor. Desenvolvimento implica em permanentes mudanças. Já dizia Aristóteles: "O tempo é o número do desenvolvimento". Isso quer dizer que onde há mudanças pode-se dizer que o tempo passou e onde não há mudanças não houve tempo. 

           Tanto no amor como na vida, quando há mudanças existe a sensação de estar vivo e é esta sensação que permite sentir o outro ou a própria relação. Se alguém quer amar e ser amado de verdade, deve estar preparado para enfrentar mudanças e surpresas, para quer o amor se renove sempre. 

             Não é verdade que só as horas amorosas são as mais felizes. Existem momentos em que, mesmo a pessoa mais apaixonada, deseja respirar sozinha e isto serve tanto para o homem como para a mulher. O amor é feito de episódios facultativos e, por isso mesmo, surpreendentes. Mesmo num estado genérico de namoro existem horas frias e indiferentes, onde o maior prazer pode ser o de estar sozinho. O maior amor do mundo está sujeito ao momento. Somos pessoas humanas e, portanto, passíveis de mudanças comportamentais. Quando acordamos de mau humor, o melhor é conter as expressões verbais para que não venhamos a magoar a pessoa amada. O tempo é o melhor remédio, até para o amor. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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MULHER SEXUALMENTE FELIZ


           A mulher sexualmente feliz é aquela capaz de encontrar alegria e prazer na vida. A grande maioria das mulheres sente-se feliz com a simples excitação sexual, como o prazer que desperta no companheiro. É uma felicidade mais psíquica do que física. Mas existe as que também tem uma satisfação plena, chegando mesmo ao orgasmo, quando o copo e a mente vivem em uníssono o milagre do amor. 

          Não há a menor dúvida de que o melhor sexo é aquele feito com amor. É com ele que os parceiros conseguem entregar-se totalmente ao prazer. 

Como chegar ao prazer? 

Mais uma vez não se pode generalizar. Há mulheres que preferem a estimulação clitoriana; algumas apenas carinho; outras que se satisfazem com a penetração vaginal, e assim por diante. O certo é que, mesmo para as mulheres sexualmente satisfeitas, nem sempre o orgasmo acontece. Apesar disso, um encontro sexual pode ser altamente realizador e feliz; nesse caso a mulher sabe tirar o maior prazer, mesmo de relações frustradas, porque sabe que o orgasmo é facultativo e nem sempre seu corpo e cabeça estão dispostos a lhe conceder este prêmio. O importante é não perder a oportunidade e entregar-se ao amor e assim ser feliz, que é o objetivo de todos nesta vida. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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sábado, 2 de outubro de 2021

EJACULAÇÃO PRECOCE

 

    O fenômeno da ejaculação precoce  não tem nenhuma relação com o orgasmo feminino. Esta disfunção sexual masculina se caracteriza pela emissão de esperma antes do momento desejado durante o coito. 

         Em relação à velocidade da emissão do sêmen, a ejaculação pode ser super prematura (antes mesmo da penetração), prematura simples (entre 10 segundos e dois minutos após o início do coito) e instável (dependendo da circunstância psicológica do indivíduo). De modo geral, este problema transforma a relação sexual em verdadeira angústia, dificultando a situação do prazer. A medicina não identificou nenhuma doença física responsável pelo fenômeno. As pesquisas indicam que a ansiedade, o temor de um mau desempenho e o medo de fracassar com a mulher podem gerar o mal. Também pode ser resultado de um verdadeiro condicionamento do indivíduo. Homens que desempenham atividade sexual sob pressão ou em situações de pressa e estresse. Não há um tratamento específico, já que as origens do mal podem ser várias. Somente o andrologista pode detectar a raiz do problema e prescrever desde manobras do compressão do pênis durante o ato sexual, autocontrole para ser praticado com masturbação a drogas que equilibram os estados de ansiedade. Contrariamente ao que se divulga, a ejaculação precoce não é devida à hiper-sensibilidade da glande. Por isso, de nada adianta besuntá-la com pomadas, unguentos ou géis analgésicos. Esse produtos podem ter efeito indesejado, pois ao anestesiarem o grande altamente erógena e inclusive as sensíveis paredes da vagina, acabam transformando o sexo num vai e vem mecânico e sem nenhuma qualidade.   

            Muitos homens chegam ao absurdo de culpar a companheira por seu problema. Isto pode desequilibrar totalmente o relacionamento e causar enorme infelicidade ao casal. Na verdade a mulher é a mais prejudicada, uma vez que não conseguirá obter nenhum prazer com a rápida relação.

             Não se deve, de forma alguma, guiar-se por propagandas que prometem verdadeiros milagres. O que pode mesmo resolver o problema é a orientação de um bom profissional - o andrologista. Confie nele e siga suas orientações que tudo vai ficar bem. 

Nicéas Romeo Zanchett 



sexta-feira, 1 de outubro de 2021

COM MINHAS MÃOS NUNCA ESTOU SÓ

 


         É no cérebro, o maior órgão sexual do ser humano, onde se originam as mais exóticas e inacreditáveis fantasias. Ele tem o poder de ativar todas as potencialidades libidinosas do corpo, numa maravilhosa aula de educação sexual. Através dele aprendemos lidar sem embaraços com as nossas energias sexuais. O cérebro conhece bem o inconfessável e a obsessão sexual de cada um. 

             O prazer de tocar o próprio corpo começa na infância. À medida que crescemos procuramos respostas. Pais e educadores economizam palavras com frases evasivas que nada explicam. 

             O instinto é um sábio que habita nossos neurônios e nos ensina usar o corpo em cada idade da vida.

             A educação tradicional nunca conseguiu e nem conseguirá ensinar o que realmente queremos aprender, pois o que é bom para uns nem sempre é bom para outros. 

             Anormal é frustrar os instintos em nome de tabus e normas absurdas. Ninguém pode controlar as fantasias que povoam a cabeça de cada um em relação à pessoa deseja. 

           Ao chegar à adolescência, pinta o primeiro mito que vitima o sexo: Tocar "punheta ou siririca" faz bem ou mal? Nesta fase da vida basta desejar um parceiro para conseguir uma instantânea ereção; é como se o pênis ou o clitóris tivesse vontade própria. Os arquivos do imaginário explodem em todas as vertentes, por mais estranhas que possam parecer. Nesta idade a imaginação aliada à curiosidade nos conduzem para a auto-educação sexual, na busca dos fantásticos horizontes do prazer. 

              Conhecer o próprio corpo é fundamental para uma vida sexual saudável e satisfatória. Na verdade, somente o autoconhecimento nos conscientiza de nossas limitações fisiológicas, permitindo-nos extrair do sexo o máximo de prazer. 

            O uso do próprio corpo para alcançar o orgasmo pode representar a descoberta da sexualidade sadia e segura. O autoerotismo é uma modalidade pessoal de satisfação que pode ser tão prazerosa quanto qualquer outra prática sexual. A masturbação, além de ser uma forma branda de prazer, é a modalidade  de sexo seguro e mais usada pelos seres humanos. Em qualquer idade ela pode ser um delicioso complemento á sexualidade  masculina e feminina.

                 O homem que se masturba mantém a próstata ativa e, segundo recentes estudos, esta pratica ajuda na prevenção de doenças como o temido câncer de próstata. Tanto o sexo praticado com uma parceira, como a masturbação tem a função de informar ao cérebro de que ele está procriando. 

               Sexo é muito mais que penetração: é fantasia, é visual, é verbal, é odor, é iluminação do ambiente, é toque e tantos outros sentidos. Tudo o que dá prazer sem prejuízo físico ou emocional para si e para os outros é válido, desejável e legítimo. Partindo dessa premissa, por que então não satisfazer-se convenientemente? 

               Nunca devemos esquecer que somos como as outras pessoas; gostamos de fazer o que todo mundo gosta e faz, mas esconde: sexo

               A masturbação não é coisa exclusiva de adolescentes. Graças a ela muitas pessoas vencem a solidão e a carência de parceiro. Além de ser uma fantástica fonte de prazer, concilia o ser humano com o próprio corpo e pode ser um socorro naquelas horas de sufoco sexual. Ninguém deve temer o rótulo de pervertido por procurar o prazer carnal fora das úmidas paredes da vagina ou de um pênis ereto. 

             O orgasmo é um direito de todo, seja ele com a parceira ou parceiro dos seus sonhos, seja ele coletivo ou solitário. É excelente forma de aliviar o estresse, a solidão e sensação de vazio que muitas vezes sentimos. muitos buscam em formas perigosas o êxtase que poderiam ter sem nenhum risco com o próprio corpo. 

             Praticar sexo com regularidade é fundamental para o bem-estar em qualquer idade. Além da satisfação pessoal, ele ajuda a diminuir as mudanças naturais que a idade traz para os órgão genitais de todos, sem exceção. Se não tem parceiro ou parceira, masturbe-se. 

             A pressa do mundo moderno dificulta o relacionamento entre pessoas. A falta de tempo, dinheiro e estresse são algumas das razões que levam as pessoas à solidão e muitas vezes impedem de ter uma vida sexual de prazer.  Encontrar o parceiro ideal é mais difícil do que se possa imaginar, por isso quem encontrou deve preservá-la à qualquer custo. O casal que está cansado da monotonia das relações duradouras pode salvar o casamento com novas experiências, outras carícias e até se masturbando juntos, podendo assim reacender o pavio e a chama do amor esmaecida pelos anos. 

                As formas de autoerotismo variam ao infinito, dependendo da fantasia e da criatividade de cada um que a pratica. 

              Em muitos países mais avançados existem clubes de masturbação, onde as pessoas se encontram, trocam experiências, se masturbam coletivamente e fazem novas amizades. Em geral existe uma regra básica: não é permitido relações sexuais entre os participantes que não seja a masturbação. 

             O auto exibicionismo diante do espelho é uma forma de prazer. O espelho pode ser um bom aliado para o autoconhecimento. Diante dele podemos tocar o corpo e as genitais, examinando cada detalhe e procurando perceber as sensações que sentimos a cada toque. Esta é talvez a melhor forma de se autoconhecer. 

                Masturbação não é apenas fricção e sim um conjunto de sensações que integra todo o corpo à fantasia idealizada no cérebro. Dessa forma, pode-se imaginar a mais linda mulher ou o homem que secretamente habita a fantasia de cada um. 

              Os homens geralmente se masturbam por fricção do pênis diante de fotos eróticas, filmes pornôs, etc. Já a maioria das mulheres se masturba estimulando o clitóris, mas geralmente são mais criativas e também usam outros métodos: auto carícias nos seios; pressão nas coxas; introdução de dedos ou outro objeto na vagina ou anus; sugam os próprios mamilos; esfregam as coxas uma contra a outra; acariciam as nádegas, beijos o próprio corpo, além de tantos outros artifícios. Cada um tem sua preferência. 

             Pela própria natureza, as mulheres precisam de mais carinhos e preliminares para atingir o gozo recompensador. O que é importante salientar é que em ambos os sexos a fantasia sobre a pessoa deseja está sempre presente. 

               Como podemos constatar, o autoerotismo é um cursinho particular e, porque não dizer, um vestibular para o prazer pleno e seguro com a pessoa amada. Conhecendo bem o próprio corpo aprendemos controlar o ato sexual retardando e aumentando o prazer como parceiro ou parceira. 

               Entreguemo-nos, pois, de copo e sentidos às nossas próprias mãos, onde poderemos encontrar o sexo mais seguro que existe. Nosso corpo é um templo de prazer inesgotável, é preciso conhecê-lo bem para usufruirmos de toda a sua potencialidade. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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O HOMEM PREFERIDO DAS MULHERES



          No tempo das cavernas o preferido das mulheres era o homem forte, grande caçador e defensor da prole. Sua meta era engravidar o maior número possível de parceiras belas e saudáveis que pudessem aumentar a espécie. 

            Milhões de anos se passaram, os tempos são outros, mas o comportamento sexual humano traz  em suas raízes os mesmos mecanismos psicológicos ancestrais. 

           Nos nossos dias, o preferido são aqueles homens mais inteligentes, capazes de ganhar dinheiro e galgar status na sociedade consumista em que vivemos. A escolha de homens que preencham estes requisitos criam dificuldades para as mulheres. A herança evolutiva explica porque hoje status, sexo, dinheiro e poder continuam intimamente ligados. Mesmo após a conquista de direitos e liberdade sexual das mulheres, seus sonhos ainda se norteiam significativamente pelas velhas táticas. No mundo moderno, a escassez de homens dentro dos quesitos ideais tornou a competitividade feminina uma árdua tarefa. Muitas mulheres tendem a ver suas amigas como rivais ou concorrentes. As solteiras descompromissadas gostam muito de falar da anatomia íntima de seus parceiros. A troca de informações, muitas vezes propositadamente enganosa, é uma forma inconsciente de dizer às outras  quais os parceiros que valem a pena e quais devem ser evitados. Já casadas não costumam elogiar os maridos para  não instigar a concorrência. 

              É muito natural que a força do passado primitivo ainda se imponha, pois a trajetória evolutiva da nossa espécie viveu muito tempo na era ancestral, dominadas pelo instinto, e pouquíssimo tempo - talvez 1% -na era moderna do racionalismo. 

             O sexo sempre dominou a cabeça das pessoas. É o responsável  pela nossa evolução de forma mais rápida que outros animais. A beleza física da mulher ancestral, sua coragem para recusar parceiros fracos, debilitados e doentes, garantiu descendentes saudáveis e inteligentes que permitiram a aceleração evolutiva da espécie. A força física do homem da caverna era atributo indispensável. Eles garantiam alimentos e segurança para a prole. Hoje, a inteligência substituiu a força física e isto levará nossa espécie a uma seleção natural de seres mais inteligentes. 

             Muita mulheres saudáveis preferem homens fortes, altos e bonitos, mas estes atributos são facilmente substituídos por uma bela conta bancária que pode ser prova de inteligência, sucesso e poder. 

             A estratégia feminina de impor resistência, fingida ou não, continua sendo transmitida de mãe para filha. Fazer-se difícil para fisgar um bom partido é a ordem. Muitas se entregam por uma simples cesta básica, mas as mais belas e cobiçadas requerem jantares especiais, flores, jóias, etc. 

           O homem que quer conquistar uma mulher deve tomar conhecimento de que elas são mais vulneráveis à conquista quando estão no período fértil. Também os homens, mesmo sem saber, se sentem mais atraídos pelas mulheres que estão nestes períodos. É que a natureza age  para proliferar a espécie com o cheiro da fêmea no cio atraindo o macho. Daí a quantidade de gravidez indesejáveis, que muitas vezes acabam em aborto provocado. 

            A mulher tende a procurar um parceiro esculpido pela evolução para ser um líder de sucesso. Já o homem bem-sucedido e endinheirado gosta de viver rodeado por jovens bonitas e saudáveis. Em ambos os casos é apenas o trabalho natural da evolução que está em andamento e, portanto, não há porque censurar. 

Nicéas Romeo Zanchett 

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A TESÃO PELOS PÉS

 


            O amor sexual pelos pés alheios não é recente. Muitos poetas fizeram versos homenageando os pés da mulher amada. O cearense José de Alencar, escritor clássico de nossa literatura, tendo nos presenteados com "Iracema e O Cortiço", escreveu também "A Pata da Gazela". É uma belíssima história erótica onde Horácio, um grande garanhão, acaba esquecendo-se de todas as mulheres quando encontra na rua um pé de botinha de senhora, tamanho 29. Então passa a imaginar como será o pesinho que a calçara e fica com ideia fixa de encontrar e amare os pés da dona daquele atributo erótico. O poeta francês Charles Baudelair, que morreu há mais de 100 anos, cantou em versos a "podolatria"; "Sob teu sapato rendado, / Sob teus pés que são de seda,/ Ponho de Alma  sempre leda;/ Meu gênio com teu fado". 

              O fetiche da podolatria também é comum no mundo homossexual. O escritor Glauco Mattoso, que integra a coletania de "O melhor conto erótico brasileiro", soube como ninguém falar  sobre a podolatria. Na década de 80 ele publicou seu conto "O Dedo-Duro", que narra o relacionamento entre dois rapazes num vestiário de colégio. Nenhum outro conto daquela antologia consegue ser tão explícito ao contar a sensualidade dos pés. 

            O fetiche faz parte da sexualidade humana. É uma sensação mágica numa relação de dois seres, em que a fantasia sexual por determinada parte do corpo toma conta do cérebro, conduzindo sempre os olhares e sentimentos para ela. A apalavra fetiche tem origem francesa e significa feitiço. É uma espécie de obsessão, uma fixação, uma atração incontrolável que dá origem a um prazer intenso. 

              As obsessões por partes do corpo das pessoas são várias - cabelo, pernas, nádegas, mãos, pés, etc. Eles geralmente se estendem para objetos utilizados por elas: roupas, jóias, tatuagens, sapatos, cintos, calcinhas, etc. 

              O fetiche da podolatria é um tipo de parafilia (quando o prazer sexual não está na cópula, mas em determinada parte do corpo), cujo desejo se concentra nos pés. O podólatra tem prazer exclusivamente com o ato de ver, tocar com as mãos, lamber, cheirar, beijar, por massagear os pés amados. Ele sente desejo pelos pés da mesma forma que outras pessoas sentem pelas nádegas, seios ou outras partes do corpo. Muitos podólatras sentem enorme prazer em ter seus genitais massageados pelos pés do parceiro até atingir o orgasmo. Dessa forma ele é levado à satisfação completa sem que haja penetração (sexo genital).

             O fetiche se concentra nos pés e varia enormemente e em muitos casos é altamente especializados. Cada podólatra tem sua preferência. Alguns preferem somente a sola dos pés, outros sentem desejo por dedos longos, pés descalços, calçados com meias, etc. A maioria prefere pés bem limpos e perfumados, mas existem os que se excitam apenas com pés sujos e fedorentos. Alguns chegam a preferir pés com frieiras, micoses e outros fungos. Diante disso podemos perceber o quanto a sexualidade humana é complexa. 

             Veja algumas frases ditas por podólatras: 

          "- Adoro cair de boca num pesinho limpo e perfumado; faz-me delirar de prazer"; - Adoro a sola dos pés, lamber o espaço entre os dedos, chupar o dedão... vou subindo pelo peito do pé,pela canela, pelas coxas... e aí começa outra história; - aí um de nós se deita no chão e o outro passa o pé na cara do que está deitado, que retribui beijando e lambendo a sola do dominador; depois vem a pisadinha no pescoço, tipo caçador orgulhoso do que caçou; a submissão de quem está por baixo é super exitante para os dois, tem a ver com sadomasoquismo, eu acho; se quem pisa sou eu, faço questão de passar a planta dos pés nas tetas, de apertar os mamilos  entre o dedão e o dedo vizinho, de percorrer rápida e levemente seu ventre achatado, até lhe pressionar a xoxota com pisadinhas sem peso; já cheguei a enfiar o dedão na xota, e ela gozou no ato." Uma mulher me falo: "Eu começo alisar seu pau com a sola do pé, e aí vibro de prazer sentindo-o endurecer contra essa parte do meu corpo. Minha sensibilidade aumenta intensamente quanto mais eu percorro seu membro num vai e vem gostoso que nos leva a um gozo simultâneo". - Não me ligo num pé fedido, é claro; só que para me excitar mesmo, a "gata" tem de estar com cheirinho natural de mulher; se quiser tomar  banho antes, tudo bem, desde que não se encha de perfume e nem de sabonete; aí sim, é uma delícia sentir o calcanhar passando sobre meu rosto, demorando-se nos meus lábios". Outro disse: "- Uma vez cheguei a parar o carro escondido num matagal, ao lado da estrada, só para chupar os pés da "gatinha" que estava comigo; Quando vi aqueles pesinhos lindos sobre uma sandália, fiquei doidão e não resisti a tesão". 

           Estatisticamente é mais comum o home gostar de pés femininos do que a mulher gostar de pés masculinos. No entanto, aquelas que massageiam os pés do seu homem, e gostam que ele faça o mesmo, tem nessa iniciativa uma forma de demonstrar suas intenções. A mulher inteligente, que sabe como prender seu homem, não perde a oportunidade de fazer-lhe uma massagem refrescante após ele chagar cansado de um dia de trabalho. Ele vai pensar muitas vezes antes de deixar sua mulher em casa e sair em busca de uma amante. É importante que os homens saibam que a maioria das mulheres detesta pés mal cuidados; e a maioria dos homens geralmente os que não são podólatras, não dão muita importância aos cuidados dos pés. 

           Os pés femininos estão sempre prontos psara serem acariciados, mas  raramente o são. Apenas homens mais espertos sabem que não existe mulher que não goste.

Nicéas Romeo Zanchett 

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A MENINA MULHER

 


         O abuso sexual de meninas transformou o Brasil num paraíso para a prostituição infantil. Só somos superados pela Tailândia. Diariamente vemos notícias nas páginas policiais, mas as punições são raras. 

              Para entender melhor as origens dos abusos sexuais praticados  pelos adultos contra meninas menores de 14 anos, precisamos olhar para séculos passados. Do Velho Testamento Judaico-Cristão até os códigos feudais, o estupro foi tratado como um ato contra a propriedade. As mulheres, objetos sexuais, eram consideradas propriedade dos homens. Quando alguma mulher era estuprada, o crime cometido era contra o homem, seu proprietário,  e a ele era pago uma eventual indenização. Naquela época muitas meninas casavam aos 13 anos e não tinham direito de escolher o parceiro com quem viveriam pelo resto de seus dias. Somente a partir do século XX é que se abriu a possibilidade de reconhecimento da individualidade da mulher e seus direitos femininos e infantis. 

               Em nossos dias, sempre que uma menina com menos de 14 anos é seduzida ou estuprada, surgem argumentos absurdos de que elas já não são mais ingênuas como no passado. Mas o fato de uma menina menstruar todo o mês, ter acesso irrestrito à informações, discutir a sexualidade e direito ao prazer com as colegas, não quer dizer que é capaz de escolher um parceiro de cama com o dobro de sua idade.  Saber o que é sexo é diferente de ter capacidade de decisão sobre sua vida sexual. Uma menina de 10 anos, precocemente amadurecida, pode ter aparência de 14 anos, mas é preciso considerar a sua verdadeira idade mental. Toda a adolescente tem enorme carência emocional, pois está numa fase de mudanças e precisa de atitudes coerentes  dos adultos. 

              Por volta de 123 anos, a menina está revivendo o complexo de Édipo feminino (como denominou Freud) ou Electra (como denominou Jung) e sua referência primordial é o pai, que ela ama incondicionalmente. Se esta fantasia da relação com o pai for atendia por um adulto, a menina se sentirá momentaneamente vencedora na competição com a mãe, mas logo cairá numa realidade para a qual não está preparada. Seu nível de  desordem psicológica interna é muito grande e mais tarde poderá sentir-se como a única culpada pelo abuso sofrido. E muitas vezes, na vida adulta, acabam rejeitando o sexo oposto. 

              É bem verdade que as meninas de hoje tem muito mais informação  sexual do que tiveram suas mães e avós, mas tudo deve ficar restrito à fantasia de sedução e nunca à prática. A sua vontade ou fantasia não corresponde ao seu desenvolvimento biológico, psicológico e social. É inaceitável que o adulto se prevaleça dessa condição para seduzi-la. Se prestarmos atenção veremos que a menina adolescente, que fala com naturalidade no uso de camisinhas, terá vergonha de ir à farmácia comprar um absorvente íntimo. Isto mostra claramente sua insegurança e dificuldade em relação à sexualidade e ao seu corpo em desenvolvimento.É muito natural que as meninas se fantasiem de adultos usando maquilagem e roupas como suas mães. Entretanto, isso pode estimular o desejo de adultos imaturos, psicologicamente doentes e incapazes de uma relação saudável com uma mulher no nível de sua idade; sem falar nas questões criminais que envolve. 

            Muitas mães, também sexualmente imaturas, acabam provocando a precocidade amorosa e sexual das suas filhas. São mães que não conseguiram resolver a tempo seus complexos de Electra e agora entram em competição com as filhas. Na maioria dos casos de abuso sexual, o agressor (criminoso) é conhecido ou até íntimo da família. De modo consciente ou não, a mãe se omite, sobretudo se depende afetivamente e/ou economicamente dele. 

            Segundo o código penal brasileiro, existe presunção de violência toda vez que um adulto tem relações sexuais com menor de 14 anos. Entretanto, num direito penal democrático, não pode haver pena sem culpa. Por outro lado, toda a presunção admite  a prova ao contrário, mas nenhuma presunção deve impedir os julgadores de investigar a culpabilidade do suposto criminoso. 

              É dever de cada adulto consciente, zelar pelo bem-estar e perfeito desenvolvimento dos adolescentes. Eles estão numa faze muito difícil e são facilmente ludibriados por adultos criminosos. Fique atento e denuncia sempre. Assim estaremos construindo uma sociedade mais justa e feliz.

Nicéas Romeo Zanchett 

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